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Resenha | O Primeiro Dia dos Namorados (A Garota do Calendário #12.5) de Audrey Carlan

Seis semanas após o casamento de Mia e Wes, chegou o primeiro Dia dos Namorados que eles vão passar como marido e mulher.

Qual será a surpresa especial que Wes preparou para sua amada? E o presente divertido que Mia comprou para ele? E o que vai acontecer quando eles estiverem a sós no hotel...?

Descubra tudo neste conto especial da série A garota do calendário.

 Série A Garota do Calendário | Conto | Erótico | 30 páginas | Ano 2017 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Sorri e revirei os olhos. Ele não conseguiu ver da posição em que estava, mas tenho certeza de que sentiu o riso reverberar através de mim e o movimento do meu rosto."

Esse conto se passa seis semanas depois do casamento de Mia e Wes, que acontece no último livro da série, e também é o primeiro dia dos namorados dos dois juntos, já que o relacionamento deles aconteceu de uma forma inesperada e não houveram tantas comemorações assim juntas antes, sendo que esse primeiro dia dos namorados os dois já passam como marido e mulher.

"Em vez de esfriar meus olhares, decidi que preferia jogar sujo. Apesar de estar em uma banheira de espuma que não havia sido feita para dois."

Como o título já deixa claro, nesse livro vamos acompanhar o dia do casal que conquistou tantos fãs. Wes preparou um dia cheio de surpresas para Mia e vemos que a cada momento ele surpreende ela mais, a conquistando com pequenas coisas e mostrando como as suas pequenas peculiaridades são importantes para ele.

Aos poucos podemos ver como Wes vem superando o trauma vivido anteriormente, mas ainda sim deseja de alguma forma que aquilo seja algo importante, Mia por sua vez tenta lembrar Wes que nada do que aconteceu foi culpa dele, a escolha de acompanha-lo nas gravações foi da equipe, não tinha como ele prever que sofreriam um ataque por parte de terroristas e muito menos que muitas pessoas morreriam nesse meio.

"Dessa vez ele sorriu antes de me virar em seu abraço, então nós nos encaramos. Seus traços se tornaram suaves e seus olhos irradiavam luz e amor."

Pela primeira vez, desde que se conheceram, vemos Mia e Wes terem um tempo dedicado à eles, a satisfazer suas vontades, se se preocuparem muito com o mundo ou obrigações com outras coisas, nesse momento, eles se permitem fazer com que aquele momento seja deles, prometendo ali que a partir daquele momento, o casamento deles e eles vão estar acima das outras coisas, que aquele amor compartilhado por eles vai se tornar a prioridade dos dois nesse relacionamento.

"Saímos do carro e Wes segurou minha mão. Prendi a sua para impedir que ele entrasse muito depressa no restaurante. Eu queria que nós curtíssemos o oceano juntos um pouquinho. Wes percebeu, parou atrás de mim, envolveu os braços ao meu redor, o peito nas minhas costas, e se aconchegou no meu pescoço."

O conto é bem gostoso de ler, vemos como os dois personagens de fato se completam nesse relacionamento e como procuram a cada momento fazer com que o outro esteja bem, vemos de forma simples como pequenos detalhes do dia a dia deles nos mostram cada vez mais como Mia e Wes se completam.

"E era isso. Eu não queria dar mais espaço ao sofrimento e à tristeza pelos quais havíamos passado. O Dia dos Namorados foi feito para os amantes. Pelo menos era o que eu sempre tinha ouvido. Esse era o meu primeiro Dia dos Namorados com meu marido, e até agora estava sendo incomparável."


Resenha | Dezembro (A Garota do Calendário #12) de Audrey Carlan


O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro.

Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em dezembro, Mia irá a Aspen, a estação de esqui mais celebrada pelos americanos endinheirados. Um homem misterioso pagou uma bolada para que ela fosse até lá. E o que Mia vai encontrar nas montanhas geladas vai mudar sua vida para sempre.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Nós cinco bebemos e comemos toneladas de comida, até que Matt se ofereceu para parar de beber e ser o motorista da vez. O restante de nós manteve o pique, pois todos tínhamos recebido um golpe duro a respeito da nossa mãe. O que havia a fazer senão viver o hoje? E foi o que fizemos. A noite toda."

Eu até entendo a ideia da autora em mostra que Mia quer cumprir aquilo que ela se comprometeu a fazer logo no início, mas ela concordou com o serviço de acompanhante por necessidade, e não faz muito sentido ela continuar com isso depois de descobrir que tem dinheiro. Nesse último mês a autora tentou focar um pouco na história pessoal de Mia e em seus traumas de infância, envolvendo ambos os pais.

"Naquele momento, percebi todo o significado do “Mia e eu”. Nós não estávamos apenas juntos. Éramos parte de um nós, uma equipe. Assim que nos casássemos, na próxima semana, seríamos referenciados como “os Channing”. Eu nunca tinha sido parte de algo assim. E precisava admitir, enquanto observava Wes abraçar sua família e acariciar a barriga, ainda lisa, da irmã, que ser parte de algo maior, uma família amorosa, realmente era o que importava. Eu entendia agora."

Depois de encontrar o amor com o seu primeiro cliente, Mia e Wes estão prestes a se casar e eles pretendem passar o natal em família, em Aspen. Mas enquanto estão na cidade, Mia trabalha realizando entrevistas com artistas locais - e no decorrer do livro já é possível ter um palpite sobre o que vai acontecer nesse livro - e uma grande surpresa aguarda a protagonista que finalmente encontra respostas para fechar a única ponta solta de sua vida e poder finalmente iniciar uma nova jornada ao lado de Wes.

"Suspirei e curti a sensação de estar olhando para minha primeira árvore de Natal com meus irmãos. Mesmo com o assunto sobre o aparecimento da nossa mãe pairando sobre a nossa cabeça, nós ainda tínhamos isso. Família. Não importava o que acontecesse. Nós éramos mais fortes pelo que havíamos enfrentado. Isso nos fazia valorizar ainda mais o que tínhamos. Momentos como aquele eram novas e belas lembranças que eu levaria comigo até o último dia da minha vida."

Se tem uma coisa que podemos perceber nesse livro é que Mia está perto de finalmente conseguir os seu felizes para sempre, seu quadro em um programa de sucesso vem sendo muito bem recebido pelas pessoas - a protagonista soube aproveitar bem os 15 minutos de fama que teve ao acompanhar alguns de seus clientes -, seu relacionamento com Wes está melhor, assim como sua melhor amiga e sua irmã estão seguindo seus caminhos, até que Mia precisa entrevistar artistas locais em Aspen.

Tudo bem que a ideia é interessante, Mia finalmente pode confrontar a mãe sobre o motivo de ter sido deixada para trás, mas é bem desnecessária, afinal esse novo encontro não vai causar nenhuma reviravolta impactante na vida da protagonista, ela aprendeu a se virar sozinha, resolver seus problemas - e dos outros - e agora que sua vida finalmente parecer estar entrando nos eixos que a mãe resolve aparecer? Ela bem que poderia ter aparecido antes, quando ela precisava, não a abandonando junto com a irmã e um pai que não teve condições de cuidar delas.

"Entreguei a ele a caixa um pouco maior do que a que tinha me dado. Ele sorriu e rasgou o papel da mesma forma que Isabel fizera. Isso me esclareceu algo mais sobre aquele homem: ele adorava ganhar presentes. Tomei nota disso para referência futura, já que planejava mimá-lo absurdamente em seu aniversário, se isso lhe proporcionasse aquele nível de alegria."

Eu entendo - ou pelo menos acho que sim - o que a autora quis fazer ao colocar a presença da mãe de Mia nesse livro, afinal, ela queria mostrar que a mulher não foi uma completa irresponsável, mas por mais que ela tivesse problemas, ela poderia ter procurado os filhos depois que estivesse melhor, não só agora que Mia estava bem com o seu programa de televisão, afinal, em outros momentos da vida, ela e a irmã teriam se sentido muito bem em ter um apoio feminino.

Confesso que não entendi muito o final dado ao pai de Mia, ok, ele não foi o melhor pai do mundo, mas ainda sim era o pai dela, tudo isso de certa forma começou por causa dele, e mesmo que tenha sido de uma forma completamente inusitada - e até errada - se não fosse por ele é bem provável que o casamento de Mia e Wes nem acontecesse - afinal, qual seria a chance de seus mundos se cruzarem?

"Em última análise, independentemente da sua doença ou transtorno, eu precisava que ela se preocupasse mais comigo do que consigo mesma. Eu imaginava que um problema grave como o dela fosse difícil, mas precisava de pessoas solidárias no meu mundo, pessoas que se preocupassem umas com as outras. Naquele momento, eu não tinha espaço para ajudar a juntar os cacos do meu passado com uma mulher que não tinha feito nada além de me deixar para trás."

Um ponto interessante foi a forma como a autora procurou deixar os leitores cientes de como estavam todos os clientes e pessoas importantes que passaram pela vida de Mia durante esse ano, afinal, podemos ver que muito do que a personagem se tornou se deve a eles, mas pela descrição dela, alguns mudaram bastante enquanto outros, não mudaram nada.

"A mão de Maddy apertou a minha debaixo da mesa. Ouvir sobre outra pessoa sofrendo da mesma forma que nós havíamos sofrido atingia muito mais a alma suave da minha irmã do que a minha. Só que não havia motivo para isso. Nossa mãe tinha uma casa acolhedora. E optou por abandoná-la. Não haveria nenhuma empatia da minha parte."


Resenha | Novembro (A Garota do Calendário #11) de Audrey Carlan


O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em novembro, Mia viajará novamente para Nova York por motivos profissionais, mas dessa vez o trabalho é diferente. Ela precisará entrar em contato com celebridades - sorte dela que alguns dos amigos que fez em sua jornada estão prontos para ajudá-la!


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Todo dia eu me surpreendia com o quanto amava minha vida e como minha sorte tinha mudado de forma exponencial desde que eu começara a minha jornada, quase um ano antes."

O serviço de acompanhante está quase chegando ao fim e a vida de Mia parece que finalmente vai entrar nos eixos, afinal, esse ano fez com que ela ficasse bastante conhecida ao ser vista sempre na companhia de celebridades e pessoas importantes, as coisas podem não ter sido exatamente como ela imaginava para a carreira de atriz que ela tanto temeu quando iniciou o trabalho como acompanhante, mas essa publicidade com os amigos famosos fez com que recebesse um convite para ter o seu programa televisivo, e vamos concordar que isso não é uma coisa ruim.

Depois de tudo o que Wes passou, ele finalmente está se recuperando, o relacionamento dos dois parece estar tendo progressos. Mas graças ao programa televisivo de Mia eles vão viajar bastante nesse mês, e também terão a visita de muitas pessoas, muitos amigos que conhecemos no decorrer da série.

"Ela estava parada num canto, observando com nervosismo. Eu diria que ela não tinha gostado do início do quadro, porque dava para sentir a tensão que irradiava daquele lado da sala. No entanto, Mace e eu concordamos que era hora de fazer o mundo enxergar que o tempo que passamos juntos não foi grande coisa e, mais ainda, que ele estava cansado de manter o relacionamento dos dois em segredo. Claro que havia boatos de que ela era sua namorada, mas eles nunca confirmaram. As revistas de fofocas conseguiram algumas fotos deles juntos, mas nenhuma palavra oficial tinha sido dada até agora. Era fácil despistar a imprensa com a desculpa de que era uma reunião com sua relações-públicas."

Vemos que Mia está sendo um grande sucesso em seu quadro no programa televisivo, vários personagens de livros anteriores aparecem e o mais importante, depois de tanto sofrimento, temos finalmente Wes voltando a ser ele mesmo. Com a ajuda de Wes ela passa a ter incríveis roteiros para o seu quadro no programa, mas com a ajuda de seus amigos ela também consegue as melhores entrevistas, vamos concordar que com os contatos que Mia fez isso não ficou muito difícil.

"Com as mãos em meus quadris, eu o deixei me mover para cima e para baixo, no ritmo que ele estabeleceu. Com Wes, todas as vezes eram incríveis. Não havia absolutamente nada como o prazer que eu sentia quando ele estava fundo dentro de mim. Eu nunca superaria isso. Sabia que, não importava o que o futuro nos reservasse, eu morreria querendo estar apenas com esse homem pelo resto da vida."

Um dos pontos mais fáceis de se perceber nesse livro é o quanto Mia cresceu, não só como profissional, mas também como pessoa, vemos como ela desenvolveu um novo olhar para o mundo e como depois de passar a maior parte de sua vida cuidado de sua irmã mais nova e contando somente com o apoio de sua melhor amiga, ela percebe que tem o apoio incondicional de pessoas que se importam com ela, de uma família que é formada por sentimentos que vão muito além de laços sanguíneos. Como o decorrer do ano havia de fato mostrado a ela que valia a pena confiar na jornada e em tudo o que vinha junto com ela.

O problema que eu vejo nesse crescimento da personagem - não é pela personagem em si, mas pela ideia geral do livro - é que ele sai um pouco desse apelo sexual que se teve na maior parte dos livros da série, o que faz com que esse livro fuja um pouco da ideia geral.

"Realmente, acho que é por isso que eu sou grata este ano. Pelo amor. Em todas as suas formas."


Resenha | Outubro (A Garota do Calendário #10) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Outubro virá com um sopro de novidade para Mia. Agora que as coisas estão quase todas resolvidas em sua vida, ela pode se estabelecer com o homem que ama e dar uma nova direção para sua carreira.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dias | Avaliação: 2 estrelas

  

"Leve. Foi assim que eu me senti. A sonolência me atingiu enquanto braços fortes me abraçavam apertado. Aconcheguei-me mais ao calor, esfregando o nariz nele, inalando o perfume masculino familiar. As poucas noites em que pude dormir tranquilamente eram sempre repletas de lembranças dele. Em vez de afastá-las, esta noite eu me entregaria a elas. Deixaria a alegria de tê-lo aqui comigo, cuidando de mim, se infiltrar em meus ossos, envolver meu coração e protegê-lo. Imaginei Wes me colocando na cama. Na nossa cama. O travesseiro tinha o cheiro dele, de mar, areia e aquele algo a mais que era puramente Wes. Ele permanecia lá. Esfreguei o rosto no algodão macio."
Nesse livro vemos que Wes ainda está tentando se recuperar do que aconteceu, mas tudo vem sendo muito confuso, ele sofre constantemente com pesadelos do terrível confinamento. Vemos que Wes não parece lhe dar muito bem com isso, claro que o que aconteceu com ele foi grave - no meu ponto de vista um pouco desnecessário e tirou um pouco o foco do livro que era Mia conseguir o dinheiro para pagar Blaine - mas ainda sim, vemos que agora parece que finalmente a autora resolveu levar situações traumáticas como algo traumático.

Vemos que após ter trabalhado com tanta gente famosa, o rosto de Mia ficou conhecido o que leva uma rede de televisão a lhe oferecer a oportunidade de ter um quadro em um programa já conhecido e estabilizado, mas isso não quer dizer que Mia desistiu completamente do seu sonho de ser atriz.

"Muito lentamente, movi os braços, tensa e preparada para atacar. Apertei a mão em punho, preparei o cotovelo para golpear, me inclinar e rolar, como tinha aprendido na escola, na aula de defesa pessoal. Só então pararia. Golpear. Me inclinar. Rolar. Repeti o mantra mentalmente. Golpear. Rolar. Cair. Realmente cair pela lateral da cama e correr feito louca."
O problema que vejo na história - além da "recuperação" de Wes - é que Mia, é orgulhosa demais e quer conseguir o dinheiro por conta própria para pagar a dívida do pai - passa até mesmo a impressão de que ela precisa provar isso para alguém -, não me entenda mal, sei que ela quer livrar o pai da dívida com Blaine, afinal, é por causa dela que ele foi para no hospital e também por conta disso que ela, a irmã e sua melhor amiga tiveram as vidas ameaçadas, então porque simplesmente ela não pegaria o dinheiro na conta bancária milionária a qual ela é dona e tem acesso? Simplesmente por orgulho? Até mesmo isso tem um limite aceitável.

"Coloquei a mão sobre sua boca, mas ela continuou jorrando palavras de baixo calão, defendendo o que achava que era minha honra ao tentar se libertar. Eu tinha cerca de dezoito quilos a mais que aquela magricela de um metro e meio. Segurá-la tinha se tornado a minha especialidade depois de todos aqueles anos."
Confesso que nos outros livros o Wes foi um cliente da Mia que mostrou que sentia algo mais por ela, e muitas vezes despertou nos leitores um interesse para que os dois personagens ficassem juntos, mas bem, a autora conseguiu acabar com tudo isso agora no mês de Outubro, tudo bem que a situação vivida por ele foi traumática, mas durante todos os outros livros vemos a autora procurando fazer Mia aprender algo com os seus clientes, crescer, e agora nesse livro ela simplesmente era a "prostituta" particular de Wes para que ele saísse da escuridão de volta para o mundo real e a única forma que encontram foi através do sexo - mas essa desculpa não colou muito bem não.

"Fez-se um silêncio mortal. Tudo o que eu podia ouvir era sua respiração enquanto a imaginava correndo pela casa, fazendo coisas aleatórias e se preparando para a mudança de vida."
A medida que a série vai chegando ao final a impressão que me passa é que a autora se perdeu um pouco, que escrever uma história envolvente e que conversasse entre si em doze volumes é muito complicado, aos poucos parece que ela foi perdendo o foco, a questão é saber se ela vai conseguir manter uma história que prenda a atenção do leitor ou vai se perder cada vez mais na trama criada por ela mesma.

"Estreitei as sobrancelhas, olhando para o telefone como se aquilo fosse esclarecer a merda que a minha tia estava falando. Eu sabia que ela não estava organizando agenda nenhuma, pois eu já tinha avisado que, quando o mês terminasse, não pegaria mais trabalhos. Eu pagaria Max e arranjaria o que fazer, embora aquela proposta fosse o meu sonho. Participação fixa em um programa de TV? Trabalho fixo fazendo algo que eu amava? Retorcendo as mãos embaixo da mesa, rezei para que Millie soubesse o que estava fazendo e não estragasse aquela oportunidade. Fé. Eu tinha que ter fé. Ela tinha feito com que eu chegasse muito longe. Não havia razão para acreditar que ela não consideraria meus melhores interesses para o futuro também."


Resenha | Setembro (A Garota do Calendário #9) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo.

Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em setembro, Mia será obrigada a dar o cano no cliente do mês, pois um problema urgente de família exige sua atenção. Ela vai voltar para Las Vegas e ficar cara a cara com o passado, num reencontro que pode reabrir feridas antigas.


Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas


"Assim que entrei na cafeteria, me arrastei até a máquina de café, coloquei cinquenta e cinco centavos nela e um copo de papel na saída. O café era horrível, mas ajudava a me manter acordada. Bem, por cerca de uma hora, então eu precisava caminhar novamente até a máquina feito um zumbi. Era uma das rotinas que eu repetia várias vezes ao dia."
Quando Mia aceitou o emprego de acompanhante ela precisava muito do dinheiro para quitar a dívida de seu pai não só ela como também sua irmã mais nova de "herdarem" a dívida de seu ai, mas ela nunca pensou que chegaria um momento em que a dívida estaria quase paga e que ela teria que dar o bolo em um cliente. Não que o emprego seja o dos sonhos, ele está longe de ser, mas a verdade é que Mia aprendeu a conviver com essa vida de acompanhante e a ver os benefícios que isso poderia vir a lhe trazer.

Não que eu tenha sido tola a ponto de acreditar que essa jornada de Mia seria fácil, desde o início sabíamos que não seria, mas confesso que não pensei que as coisas seriam assim também., a cada momento aparecem mais coisas para complicarem sua jornada o que torna bem difícil acreditar que em algum momento Mia encontrará o seu final feliz.

"Do nada, me senti leve, como se tivesse asas e fosse para um destino desconhecido. Depois de alguns solavancos, fui depositada em uma nuvem, com camadas macias de algodão, e um edredom de plumas fofinho foi colocado sobre mim. Esfreguei o rosto contra ele, desejando nunca mais abrir os olhos."
Os problemas se complicam cada vez mais, e nesse mês não é diferente, vemos que um problema - que poderia ter sido resolvido em Janeiro - se estende até agora, tudo porque Mia quer ser autossuficiente e não depender da ajuda de seus amigos e de pessoas que se importam com ela.

Eu entendo que a vida dela foi difícil e a todo momento a autora reforça que Mia aprendeu a se virar desde pequena cuidado de si mesma e de sua irmã, que para ela pedir ajuda é uma coisa difícil, mas para quem acompanhou os livros até o momento sabe muito bem que não seria necessariamente um "favor" podemos até classificar tudo como um empréstimo em família.

"Eu nunca tivera alguém em quem me apoiar, uma pessoa que largasse tudo para estar comigo quando eu precisasse. E bem ali, presa em seus braços aconchegantes, ele deixou uma marca em minha alma. Eu tinha um irmão e, agora que havia descoberto isso, não queria mais saber como seria a vida sem ele."
O estado de saúde o pai de Mia piora um no final de Agosto, e com isso Mia se esquece completamente do cliente de Setembro que nem chegamos a saber quem é, e pior ainda, Mia ainda fica sem o dinheiro do mês anterior para pagar Blaine já que ao "dar o cano" no cliente ela precisa pagar uma multa para ele, seu pagamento que iria para a dívida vai para o cliente e sabemos que Blaine não é exatamente um cara compreensivo.

"O único problema é que a vida, para mim, já não tinha cor. Tudo o que eu via eram tons de cinza, preto e branco. A beleza ao meu redor havia desaparecido, escoado ralo abaixo, até que todas as cores haviam se tornado nada. Eu me sentia um nada."
Blaine procura deixar claro par Mia que não importa como ela vai conseguir o dinheiro, desde que ele chegue em suas mãos e ele está disposto a fazer com que as pessoas que estão próximas à Mia sofram as consequências caso ela não lhe pague, provando isso através da melhor amiga da protagonista.

"Deslizando a chave na fechadura, abri a porta e entrei devagar, na ponta dos pés. A luminária na mesa lateral do sofá estava acesa, mas nenhum som podia ser ouvido no local. Passei pelo móvel cor de vinho, que era grande demais para o espaço, mas também a peça mais confortável do universo. Quando me sentava em seu estofado macio, ele moldava o formato das minhas coxas e costas e envolvia meu corpo em um abraço de boas-vindas. Sim, o melhor de todos."


Resenha | Agosto (A Garota do Calendário #8) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Agosto virá com uma tarefa diferente para Mia: ir a Dallas fingir ser irmã do jovem magnata e caubói Max. Mia sabe que sua contratação tem a ver com os negócios de Max, mas nunca poderia imaginar o que está prestes a acontecer.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 5 estrelas

  

"Por algumas horas, ele me acompanhou de departamento em departamento, me apresentando sempre como sua irmã. Eu podia jurar que, a cada apresentação, o nível de orgulho em sua voz se tornava mais verdadeiro. Todo o cenário confundiu minha mente e me fez sentir estranha, como se eu fosse um barco sem âncora nem remo. Eu não tinha nada além da força dos meus braços para remar na água fria e me levar de volta à margem."
Talvez esse tenha sido o mês que mais me agradou até agora desde que Mia começou essa jornada, sabemos que ela precisava juntar uma quantidade alta de dinheiro, que seus clientes pagariam bem para ter a companhia de Mia, mas a autora não mediu esforços para dar dinheiro aos rapazes que contratam Mia, porque todos eles tem dinheiro de sobra, não que sejam ricos, eles estão no nível podre de ricos mesmo.

Mas agora em Agosto, Mia foi contratada para se passar pela irmã de  um poderoso magnata, e mais uma vez vemos um livro da série em que o seu foco é outro, que está totalmente longe do sexo, mas tudo que Max vai falando vai nos deixando com uma pulga atrás da orelha e aquela constante dúvida...

"Ele começou a rir e abraçou meus ombros, me puxando para perto do seu corpo grande mais uma vez enquanto caminhávamos por um dos enormes corredores. Eu odiava admitir, mas gostava da proximidade do que parecia ser a ligação entre um homem e uma mulher sem o aspecto sexual para confundir a simples conexão humana. Com Maxwell, era fácil. Aquilo funcionava em um nível que eu não esperaria se não estivesse ali para experimentar por mim mesma. Max era um cara bom, e, quanto mais tempo eu passava ao seu lado, mais certeza tinha de que realmente gostava de sua companhia. Eu gostava do fato de ele ser simples e direto. Um homem de verdade."
Max e sua família foram tão receptivos com Mia a todo momento que de fato nos levaram a acreditar que ela era um membro da família, e porque não? Se ela precisa viver aquele papel nada melhor do que estar cada vez mais envolvida com a realidade do personagem que deve ser interpretado não é mesmo?

Mia fica um pouco desconcentrada com esse trabalho, não que ela tenha algum problema com a ideia de interpretar a 'irmã' misteriosa para Maxwell, mas como sempre é reforçado, ela praticamente criou a irmã, e não sabe lhe dar muito bem ao ver que Max e sua esposa demonstram preocupação com ela, sendo pessoas carinhosas e procurando atender suas necessidades, a fazendo se sentir protegida, Mia simplesmente parece não saber lhe dar com esse tipo de coisa.

"Como podia ser? Aquela mulher com certeza era minha mãe. Muito mais jovem, mas ainda assim era ela. Eu poderia reconhecê-la em qualquer lugar. Na foto, ela estava segurando uma criança de cerca de um ano, com cachos loiros como um halo em torno da cabeça. Balancei a minha, e as lágrimas caíram sem parar."
Assim que recebeu as informações sobre o "papel" que teria que interpretar esse mês de irmã de Maxwell, Mia ficou um tanto 'encucada' com a história, afinal, a misteriosa irmã o milionário tem o mesmo nome e data de nascimento de Mia, mas ele explica para ela a situação deixando claro que aquilo seria só até que eles encontrassem a 'verdadeira Mia'.

A protagonista resolve ajudá-lo afinal, ela continua precisando do dinheiro, e agora parece que está cada vez mais próxima de conseguir livrar sua família de Blaine, mas assim que chega na casa de Maxwell uma sensação familiar a atinge, a medida que o mês vai passando Mia vai percebendo um comportamento estranho nos membros da família, até que chega um momento em que ela não aguenta mais e dá um basta em toda essa situação.

No dia seguinte à conversa em que Mia fala com eles sobre tudo ela se apresenta à empresa como a irmã desaparecida, para reclamar a porcentagem da empresa que lhe pertence por direito, mas é aí que alguns segredos são revelados e a vida de Mia muda completamente e ela começa a entender alguma coisas.

"A menininha espiou por trás da perna da mãe. Os olhos verde-claros e o cabelo dourado emolduravam o rosto em forma de coração, parecido com o do pai. Lábios de querubim apareceram quando ela saiu do esconderijo. Olhei em seus olhos e cabelos, e aquela sensação de familiaridade despertou novamente. Eu devia ter encontrado essa família antes, mas não sabia dizer quando."
A cada momento a autora vai fazendo o leitor se questionar se era exatamente aquilo que ele havia pensado, confesso que agosto foi um livro que terminou me deixando com mais perguntas do que eu tinha logo no início, mas confesso que eu gostei muito do rumo que a história tomou e de como parece que as coisas finalmente vão começar a se acertar de agora para frente, mesmo que Mia continue se mostrado bastante orgulhosa pra muita coisa.

Confesso que tive um pouco de receio, afinal, faltam só quatro meses para o fim de todo o contrato que Mia fez com a sua tia, e também o acordo que ela fez com Blaine para o pagamento da dívida, mas mas esse livro nos mostra um pouco mais sobre a história de vida de Mia, conhecemos um pouco mais de seu passado, algo além daquela história de que ela praticamente criou a irmã sozinha.

"Bufei, peguei uma fatia de bacon e a coloquei na boca. A textura crocante e salgada da carne deliciosa cobriu meu paladar como um manto de perfeição. Bacon, o alimento perfeito. Mastiguei por alguns momentos, pensando em como encararia a questão. Sim, eles estavam sendo gentis, ainda que de forma exagerada. Mas — e aqui cabia um enorme mas — eles tinham feito aquilo sem me consultar. Era a minha vida, a minha família, não deles. Eles precisavam entender a gravidade do que tinham feito."


Resenha | Julho (A Garota do Calendário #7) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em julho, Mia estará em Miami para ser a estrela principal do novo videoclipe do cantor de hip-hop Anton Santiago. Anton é lindo, confiante e está louco por Mia, mas, para ficar com ele, ela terá de resolver algumas questões do passado...


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

  

"Ele segurou seu pacote com aquela mão grande, puxando-o para cima enquanto seu corpo se arqueava. Parecia um deus dourado que tinha acabado de devorar a garota dos sonhos e estava checando sua arma antes de voltar para a batalha do sexo."
Dessa vez Mia tem um grande desafio, ela vai ser a estrela de  um vídeo clipe, mas para conseguir ter sucesso nesse trabalho e deixar o seu cliente feliz ela vai ter que adquirir uma nova habilidade - que pode vir a ser útil pra ela como uma aspirante a atriz - ela precisa aprender a dançar, vamos concordar que ela aprende até bem rápido.

"Lembranças do homem que quis me tomar à força rastejaram de maneira sinistra pelo meu subconsciente. Se eu pudesse, empurraria aquelas cenas repugnantes para longe com uma marreta, as trancaria em um armário muito escuro e jogaria a chave fora. Você não vai me controlar."
Eu entendo que a autora quis descrever que Mia ainda estava tentando superar o trauma vivido no mês anterior e por isso os pesadelos e também o fato de não conseguir ser tocada  por ninguém, mas ainda sim, acho que foi trabalhado de forma bem rasa a ideia do trauma pela tentativa de estupro, afinal, esse é o trabalho de Mia e apesar de tudo, depois do que houve era de se esperar que ela ao menos precisasse de um tempo maior para voltar à rotina de acompanhante, não que o agiota de seu pai estivesse ligando para isso, sabemos muito bem que a menina já tem contatos que poderiam ajudá-la nesse momento até que ela estivesse bem para voltar a assumir o controle de sua vida sem estar traumatizada pelo que aconteceu.

"O sol surgiu através das cortinas, me cegando com seu esplendor. No terceiro dia finalmente senti que tinha conseguido dormir o suficiente. No dia anterior tivemos reuniões com a esteticista, o estilista e a equipe. Naquela noite encontraríamos a coreógrafa. Ela pegou o avião de manhã e queria se encontrar com toda a equipe no estúdio de dança imediatamente. Eu esperava que ela não fizesse o tipo sargento linha-dura. Ansiedade e entusiasmo guerreavam em proporções iguais, tentando dominar meus sentidos, enquanto eu me perguntava se ela seria capaz de me fazer dançar sem que eu parecesse a Elaine naquele episódio de Seinfeld que meu pai adorava."
De todos os clientes de Mia que conhecemos até agora Anton foi o que demonstrou maior sensibilidade, mas talvez isso seja porque ele foi o que conheceu Mia no momento em que ela mais precisava de alguém com sensibilidade para lhe ajudar a superar tudo o que lhe aconteceu. Ele mostrou a Mia que mesmo que algumas pessoas tenham a ferido, ainda existem outras pessoas que mereciam um voto de confiança, que poderiam ajudá-la, demonstrando que independente do que aconteceu, o respeito é algo importante.

Nesse mês Mia começa a conhecer um outro lado do famoso cantor, um lado que provavelmente as pessoas não conhecem, mas que é uma pessoa compreensiva e que lhe mostra que já conheceu o outro lado da vida, sem todo esse luxo que ele consegue sustentar hoje, ao se abrir dessa forma para a protagonista, Anton conquista a confiança de Mia que lhe conta o que aconteceu no mês anterior, e ela ainda vai contar com uma ajudinha extra pra superar tudo o que aconteceu.

"O elevador se abriu para um corredor ladeado por paredes de vidro. As luzes normais estavam apagadas na sala. Luzes negras cintilavam e holofotes brilhavam sobre corpos se contorcendo ao ritmo da batida obscenamente alta. Um homem usando short de corrida e camiseta fez uma contagem para os dançarinos, me fazendo pensar que era algo relacionado à posição dos pés ou das mãos, mas eu não tinha certeza."
Não me entenda errado, eu não acho que Mia deveria ter ficado o livro todo remoendo o que aconteceu no mês anterior, mas essa forma rápida como ela superou tudo não convenceu, e as atitudes dela muitas vezes se contradizem, afinal, ela deixou bem claro que quer ter um relacionamento sério e honesto com Wes, mas ela mesma não é honesta com ele sobre o que aconteceu.

"Lentamente eu me levantei, respirei devagar e observei a fila mais uma vez. Uma KTM Super Duke laranja e preta estava na parte de trás. Provavelmente era a mais acessível de todas. Definitivamente estava na lista de motos incríveis que um dia eu poderia pagar."


Resenha | Junho (A Garota do Calendário #6) de Audrey Carlan

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Mia vai passar o mês de junho em Washington com Warren, um coroa rico que precisa de uma mulher a seu lado para tratar com políticos e investidores. O acordo entre eles não envolve sexo... já com Aaron, o filho de seu cliente, Mia não pode garantir...


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 4 estrelas

  

"Segui através do desfile de velhos colados a corpos firmes de mulheres consideravelmente jovens. Eu quase podia imaginar minúsculas algemas prendendo aquelas mulheres, assegurando que elas nunca ficassem longe da carteira de seus homens. Que nojo."
Esse provavelmente é o primeiro livro da série em que é retratado o lado feio da profissão de acompanhantes e não é diretamente pelo cliente do mês de Mia e sim pelo filho dele, mas sendo seu cliente uma pessoa influente, é fácil para ele que vai conseguir comprar o silêncios de Mia sobre o que aconteceu ali.

"Aaron fez um zumbido com a garganta. Um ruído que eu pude sentir por todo o corpo, até os dedos dos pés. Ele se inclinou perto do meu rosto, tão próximo que senti sua respiração quando ele sussurrou em meu ouvido"
Mas vamos voltar um pouco mais ao inicio desse mês, quando Mia chega na residência de seu novo cliente os Shipley. O Sr Warren Shipley está acostumado a participar de eventos onde encontra vários homens muito bem sucedidos como ele mas que estão sempre exibindo uma linda e jovem acompanhante feminina, é aí que entra Mia, ela foi contratada para ser a acompanhante de Warren nesses eventos, mas desde de que chega na residência da família, vemos que a estadia dela lá nesse mês não vai ser são fácil graças a companhia do jovem Aaron, um jovem político, que não a vê como nada mais do que um brinquedinho do pai, uma simples prostituta, por mais que a garota já tenha dito com todas as letras que o sexo não faz parte do contrato, mas Aaron não parece ser o tipo de pessoa muito disposta a ouvir, principalmente se for algo que ele não concorda ou não quer.

Diferente da maioria dos homens com quem Warren está lhe dando, as intenções dele são boas, ele quer ajudar ajudar a salvar pessoas no terceiro mundo, mas ele precisa do apoio desses homens e ter a companhia de Mia é algo importante para isso, para mostrar que ele é um deles.

"Engoli em seco quando o vômito subiu do estômago até a garganta. Se ele não saísse dali, eu vomitaria em cima dele, o que seria um castigo perfeito pelo que havia feito. Empurrei seu peito com força, saindo da cama, quase sem conseguir alcançar a lata de lixo ao lado da mesa, e botei o café da manhã para fora."
Algo muito sério acontece nesse livro, mas vemos com a relação que Mia vem construindo com a maioria dos seus antigos clientes é muito mais do que só profissional, eles de fato se tornaram amigos, em muitos casos até família, graças a um antigo cliente que ela é salva de ser estuprada e ainda ganha a companhia de Tai, que mesmo estando bem feliz com a nova namorada viaja para estar ao lado de Mia, assim que fica sabendo do que aconteceu com a amiga.

"Eu soube imediatamente para onde boa parte daquele dinheiro iria: para o casamento da minha irmã com o homem dos seus sonhos. Eu guardaria pelo menos dez ou quinze mil e me certificaria de que ela tivesse o casamento que sempre sonhou, pago pela família dela, não pela dele. Os Rains eram pessoas incríveis, e, obviamente, eu adorava a ideia de minha irmã ter uma família tão legal, mas ela era minha irmã. Minha  responsabilidade, até que tivesse a aliança no dedo esquerdo. Eu mal podia esperar para contar a ela!"
Esse mês assim como tantos outros deixam marcas importantes na vida de Mia - nesse caso marcas que ninguém deveria passar - mas nos faz ver o quando ela já cresceu e amadureceu desde que começou essa jornada, mas como ainda tem alguns pontos fortes que precisa desenvolver.

"Enquanto eu evitava os homens de smoking e as mulheres usando peças da última moda em alta-costura, pensei no que havia sido dito. Eles me amavam e eu era parte da família. Duas pessoas que conheci durante um mês me consideravam parte deles. Como família. Logicamente, não a família em que eu havia nascido. Isso seria impossível. Era a família por opção."


Resenha | Prometida (Perdida #4) de Carina Rissi

O aguardado quarto livro da série Perdida.

Elisa Clarke anda um pouco entediada. Seus dias parecem iguais e os bailes há muito deixaram de trazer algum prazer a ela. Não que seja uma surpresa, pois sempre que ela está presente os eventos se tornam um desastre!

E é injusto, já que ela foi uma boa moça a vida toda. Nascida em uma das famílias mais influentes, a jovem aprendeu desde pequena a respeitar as normas sociais e se manter longe de escândalos. Na única vez em que ignorou uma dessas regras acabou noiva. E foi apenas um beijo, ora bolas!

Um beijo com o qual Elisa fantasiou desde que conheceu e se apaixonou irrevogavelmente pelo belo e gentil jovem médico e que, como acontece nos contos de fadas, mudou sua vida para sempre. Mas não da maneira que ela esperava. Como consequência, agora está prometida a alguém que a despreza tanto que preferiu viver em outro continente. Tudo o que ela deseja é que as coisas permaneçam assim. Mas Elisa não sabe que seu noivo está a caminho do Brasil, e ela terá de enfrentar o homem cujo coração um dia se viu forçada a partir.

Destinados a ficar juntos, mas separados por seus corações, eles se envolverão em uma sinuosa dança marcada por segredos, mágoas do passado, intrigas e uma arrebatadora paixão que colocará em perigo não apenas seus sentimentos, mas a vida de ambos.


 Série Perdida | Romance | 476 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 4 estrelas

 
 
"O que eu sonhei não tem mais importância. Tudo não passou de aspiração de uma jovem tola que vira muito pouco do mundo. Faz muito tempo que deixei de sonhar."

Nesse livro podemos ver que Elisa e Lucas não são mais os mesmos que conhecemos nos livros anteriores, mas podemos ver o que aconteceu que fez com que eles se fechassem um para o outro, mesmo com o casamento. Ao invés de se aproximarem após a união, vemos que eles estão cada vez mais distantes, o orgulho ferido não os permite viver esse amor, ainda ficamos conhecendo alguns fatos que nos fazem entender o que manteve o casal afastado.

"Eu jurei a mim mesmo que faria tudo o que estivesse ao meu alcance para você ser feliz. Mesmo que eu não faça parte desta felicidade."

Elisa mudou bastante, continua extremamente leal a família, porém não é mais aquela garotinha que só deseja viver um grande amor, enquanto Lucas, ainda está bastante magoado pelo desaparecimento dela assim que o noivado foi anunciado ele deixou de ser aquele rapaz doce que conhecemos, mas mesmo magoados e tentando a todo custo negar os seus sentimentos, podemos ver que eles se preocupam um com o outro, o problema maior aqui é a confiança que já foi quebrada. Mesmo vivendo em meio a brigas constantes, o amor mais uma vez surge para Lucas e Elisa, dando a eles uma chance de serem felizes.

"Mentir, mesmo que para proteger alguém nunca acaba bem."

O livro ainda conta com alguns flashbacks de coisas mencionadas nos livros anteriores, o que nos faz entender um pouco sobre como as coisas chegaram no ponto em que estão para o novo casal, de como aquele romance doce que era só flores se tornou uma constante troca de farpas.

"Creio que o amor seja feito disto: liberdade. Todos os dias ter diante de si inúmeras alternativas, mas acabar fazendo sempre a mesma escolha."


Resenha | Maio (A Garota do Calendário #5) de Audrey Carlan

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

  

"A risadinha bonita de Maddy me fez sorrir. Ela era tão jovem e inexperiente nos caminhos do mundo. Eu só esperava que esse seu namorado fosse um cara sério e que não se aproveitasse dela. Acho que eu descobriria isso na noite seguinte, quando conhecesse os pais dele. Um tremor de inquietação atingiu meu peito. Era isso que pais e mães pensavam quando se encontravam com a família do namorado das filhas pela primeira vez? Bem, não era um pedido de casamento. Era apenas um jantar. Famílias normais fazem isso, certo?"
O meio do ano está quase chegando e para Mia vem sendo um ano ais prazeroso do que ela imaginava quando começou essa aventura. Antes da nova viagem e de começar esse novo mês, ela consegue dar uma passada em casa para rever seu pai - que continua em coma - e matar um pouco da saudade que sente não só de sua irmã Maddy como também de sua amiga Ginelle, mas junto com a visita a protagonista também tem uma grande surpresa e vemos como Mia já e uma garota bem diferente daquela que conhecemos em Janeiro.

"Quando chegamos ao nosso destino, dizer que fiquei surpresa seria um eufemismo. Por alguma razão, eu esperava algo muito tribal e com aparência de ilha. A casa era pintada de azul-céu, com acabamento branco e uma varanda que percorria a volta toda. Um extenso gramado verde com palmeiras em todos os lugares pontilhava a extensão da propriedade. Havia uma longa calçada ao redor da entrada, com algo em torno de vinte carros. Vinte. Para um jantar em família. Se eu convidasse toda a minha família para jantar, poderíamos chegar no mesmo carro."
Nesse mês Mia foi contratada para trabalhar como modelo, mas dessa vez o seu envolvimento acaba sendo com o seu colega de trabalho - o modelo que será o seu par - e não com o cliente em si - o fotógrafo - mas os dois acabam se tornando bons amigos, independente do sexo.

Enquanto os outros livros, os clientes pareciam procurar se envolver com Mia a ponto de lhe darem conselhos, Tai se tornou um bom amigo apesar de o "relacionamento" deles ter sido praticamente todo baseado em sexo, vimos que Maddy e Ginelle visitaram Mia no Havaí, mas essa visita acabou se mostrando um acontecimento banal no desenvolvimento da história.

"Por longos momentos, ele apenas olhou para ela. A garota não moveu um músculo sequer, focada exclusivamente nele. O salão inteiro poderia ter explodido que nenhum dos dois teria notado. Era como se estivessem em transe. A ficha caiu no momento em que ele pressionou uma das mãos no rosto dela, que automaticamente se inclinou contra a palma."
Um ponto bem interessante desse livro é a forma como a autora aborda um pouco sobre a cultura samoana através de Tai e sua família, nos mostrando como é uma cultura rica. A forma como a família de Tai vive nos faz desejar poder passar um tempo na companhia dessa família e conhecer um pouco mais sobre eles, vemos ainda que para Tai e sua família as tatuagens tem um significado muito importante.

"Naquele momento, Tai e seus três irmãos vieram para o palco. Afano e ele ficaram na frente, e os três irmãos, atrás. Cada um segurava um bastão comprido. Masina apareceu com um belo vestido branco que balançava com a brisa. Ela segurava uma tocha e acendeu as extremidades dos bastões, afagou o rosto de cada um de seus homens e voltou para a lateral do palco. Eles estavam parados, as pernas afastadas, com enfeites de grama nelas e nos cotovelos. Cada um usava um pequeno sarongue vermelho sangue."
Esse de fato é um livro que levou o livro para aquela ideia inicial da maioria das pessoas de que os livro se resume a uma história praticamente erótica, sem nenhum enredo na verdade. Não me entenda errado, eu sei que a autora fez uma coisa legal ao introduzir a historia da família de Tai e a cultura samoana, mas isso não supre a falta de uma história envolvente, esse livro de fato teve o seu foco voltado para o sexo.

E vale lembrar que mesmo sendo mencionado muitas vezes no livro e na resenha, Tai não é o cliente do mês, esse na verdade aparece muito pouco.

"A garçonete nos levou pelo restaurante até uma área que ficava na parte de trás e parecia pairar sobre a baía. Barcos estavam ancorados; os clientes podiam atracar seu barco, caminhar até lá e fazer uma refeição. A vista era tão incrível quanto a de Pali Lookout, mas diferente. Todos os lados do restaurante estavam firmados entre uma cadeia de montanhas rodeada por água. Rajadas brilhantes de verde, amarelo, marrom, roxo, azul e todas as cores do arco-íris enchiam a paisagem, como se um artista a tivesse pintado. Agora eu sabia o motivo de tantas pessoas pintarem aquela cadeia de montanhas. Elas eram incrivelmente lindas e inspiravam paz naqueles que tinham a sorte de olhar para elas."


Resenha | Destinado (Perdida #3) de Carina Rissi


Ian Clarke é um homem de sorte e sabe muito bem disso. Ele encontrou a felicidade que tanto almejava ao lado de sua amada (e complicada) Sofia. Não que tenha sido fácil — mas o que é simples quando o assunto é sua esposa? O destino tem sido gentil, e por essa razão Ian se esforça tanto para ser um bom marido, um bom pai, um bom irmão.

Entretanto sua felicidade começa a ruir no baile de aniversário de sua irmã, Elisa. Ian assiste, impotente, enquanto sua vida perfeita se transforma em uma terrível catástrofe. A noite é desastrosa, e Elisa, a menina que ele jurou proteger, se torna alvo de um escândalo.

Mas o pior ainda está por vir. Um assunto do passado, um pesadelo que há muito o persegue, retorna para assombrá-lo. Aterrorizado com a possibilidade de perder Sofia outra vez, Ian segue seu coração na tentativa de proteger a mulher que ama, sem se importar com as consequências. Ele só não suspeitava de que o preço a pagar seria tão alto...


 Série Perdida | Romance | 462 páginas | Ano 2015 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 3 estrelas

 
"Eu esperava por você, Sofia. Eu a amei no primeiro olhar. Eu a amei no primeiro sorriso. E no segundo, e no terceiro, e em todos os que vieram depois. Todo dia eu acordo e penso que é impossível amá-la mais do que já amo. E todo dia eu descubro que me enganei."
Até o momento esse acabou sendo um livro bastante cansativo, no inicio vemos que mesmo sendo almas gêmeas não quer dizer que o casamento de Ian e Sofia vai ser perfeito, afinal, tem muita coisa ainda que faz com que Sofia não seja exatamente como o tipo de mulher que todos da cidade estão acostumados.
"Não existe nada mais extraordinário do que encontrar alguém que nos ama da maneira que somos."
Mas o foco principal dessa história está em Elisa, a cunhada de Sofia que está fazendo aniversário, e para manter a sua reputação acaba ficando noiva, mas não é bem da forma como ela sempre imaginou o que a deixa bem brava com o irmão.
"Este lugar é estranho, de fato. Flerta-se cutucando e perseguindo as pessoas?"
O celular que levou Sofia para esse século aparece novamente, e com medo de que sua amada desapareça Ian o esconde, sem nunca imaginar na possibilidade de que sua irmã Elisa vai acabar encontrando-o, indo parar no mundo confuso e cheio de correria no qual Sofia sempre viveu.
"Acredito que, como tudo mais na vida, as amizades sinceras surgem nos lugares mais inesperados e justamente nos momentos em que mais precisamos."
Esse provavelmente é o livro que eu menos gostei até agora da série, foi o que me pareceu mais arrastado e complicado de levar adiante, já que achei bem cansativo ver o ponto de vista de Ian sobre a 'máquina do tempo' que levou sua esposa até ele, mas um ponto positivo foi ver como a autora conseguiu criar um personagem que mesmo convivendo com alguém com ideias diferentes, quando vem para o tempo de Sofia ele não passa a horrorizar tudo, na verdade passa a entender o ponto dela.
"Como era possível que o mundo tivesse mudado tanto em tão pouco tempo? Menos de duzentos anos separavam aquele mundo do meu. Não era tanto assim, se você parasse para pensar. Como as construções podiam ter ganhado tanta altura? Como os veículos podiam ser tão pequenos e velozes? E as roupas… bem, haviam encolhido e muito, embora nem as damas nem os cavalheiros parecessem constrangidos ao exibir tanta pele. E como as pessoas se tornaram tão… tão… apressadas e pouco corteses?"












"Os cristais dançavam sob as chamas das velas no mesmo ritmo dos acordes do quarteto de cordas."

Diferente dos outros livros da série dessa ez temos Ian como narrador da história e é impossível não ver como ele se encanta com Sofia logo de cara. Um ponto importante desse livro é que você precisa ter lido os anteriores, já que muitas vezes vemos cenas que já se passaram, mas agora com outro ponto de vista, mas ainda sim essa história não gira em torno das outras, é independente e apresenta esses fatos como lembranças.

Quem não se lembra da história, vamos em um resumo bem rápido, em perdida conhecemos Sofia, uma garota típica do século XXI que está acostumada a viver com todas as modernidades que o mundo lhe oferece como celulares, microondas, televisão, mas em um dia ela acaba sendo transportada - por um celular - para o século XIX, sem saber como, lá ela conhece Ian, um homem típico dessa época e eles se encatam um com o outro logo de cara, não demora muito para que percebam os sentimentos que um sente pelo outro, eles se casam, constituem uma família e estão bem próximos de viverem o seu felizes para sempre, ou era isso que eles imaginavam até que o celular que levou Sofia a Ian retorna, em uma tentativa de proteger sua família Ian o esconde, mas quem o encontra é sua irmã - Elisa - e ela acaba sendo levada para o futuro, correndo o risco de assim alterar totalmente a história da família Clarke.


Aos poucos vemos que o século XXI vem sendo algo muito mais complicado para Ian, afinal, a cada dia ele está com a memória pior e lembrando menos de sua vida com Sofia e tudo o que ela representa pra ele, o que pode vir a mudar tudo o que eles se lembram, mas Ian continua se apaixonando por Sofia todas as vezes, reforçando a ideia de que eles estão destinados a estarem um ao lado do outro.

Ainda que seja bem interessante ver a história pelo ponto de vista de um outro personagem, ainda sim não é a melhor história da série. Por vezes vemos as memórias o que faz o livro ficar um pouco cansativo por estamos revivendo coisas que já sabemos mesmo que por outros olhos. Mas a autora continua mantendo a escrita envolvente e fluida que cumpre seu papel de entreter o público que já se encantou pelo casal.



Resenha | Encontrada (Perdida #2) de Carina Rissi

Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke.

No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar - e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva.

Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.

 Série Perdida | Romance | 476 páginas | Ano 2015 | Verus | Skoob 
Lido em 2 dias | Avaliação 3 estrelas

 

     "Escolher Ian foi simples, natural como respirar. Não dava para viver com o coração batendo fora do peito e morando em outro século."

Nesse livro vemos a continuação da história de Sofia e Ian, depois de tudo o que aconteceu em Perdida, vemos que a vida não vai ser a mesma para Sofia, que estar casada com o amor da sua vida não significa que as coisas serão fáceis, que eles não terão mais brigas, pelo contrário, é agora que as coisas acabam acontecendo de verdade, afinal mesmo tentando se adaptar a isso, Sofia tem uma cabeça que está muitos anos a frente das mulheres daquele século em que ela vive.

"Eu não quero mais nada. Já tenho tudo, porque tenho você. E é a única coisa que eu quero e preciso: Você!"

O afastamento que vai surgindo entre Ian e Sofia vem se mostrando um tanto inevitável, mas eles não fazem a menor ideia do que está causando isso, seria a maldição da qual tanto ouvem falar por aí? Ou a tia que vive se metendo onde não deveria? Ou ainda as fofocas e mexericos que correm pela cidade depois que Sofia chega com suas ideias inovadoras.


Mas com o decorrer da trama e depois de toda essa confusão vemos que tudo se resolve na base da conversa, que não basta só querer ouvir, é preciso também saber ouvir e muitas vezes reconhecer que você pode não estar certo.

    "- Sofia você é diferente de modo extraordinário. você é a razão de eu acordar no meio da noite só para me certificar de que ainda está ali, tamanho medo que tenho de perdê-la outra vez. É o motivo pelo qual me sinto tão fortunado. E a causa do Sorriso estúpido que estica a minha boca antes de dormir."

Vemos que como o livro anterior, Sofia ainda não conseguiu se desligar completamente do seu mundo, do século em que ela viveu durante toda a sua vida, ainda tem muitas coisas as quais ela precisa se adaptar, mas esse caminho vai ser muito mais complicado, principalmente quando as pessoas começam a jogar a culpa de tudo o que acontece na garota que tem hábitos e ideias muito inusitadas.

    "Esta noite eu lhe entrego de corpo - proferiu ele solene - pois a alma que o habita e o coração que aqui bate há muito lhe pertencem. E serão seus, apenas seus, para sempre."


Resenha | Perdida (Perdida #1) de Carina Rissi

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

“Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.


 Série Perdida | Romance | 364 páginas | Ano 2013 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 4 estrelas

  

"- Não é errado. O que sinto quando estou com você é... é a coisa mais certa que já senti na vida! Ian, pela primeira vez eu sei a qual lugar pertenço."
Sabe aquele livro que você já ouviu muita gente falar dele mas ainda não havia resolvido dar uma chance? É bem isso o que acontecia aqui, mas confesso que depois que resolvi ler me arrependi de não ter feito antes, afinal, quem poderia imaginar que misturar o mundo contemporâneo com o século XIX daria tão certo?

"Não me afastei quando sua outra mão enlaçou minha cintura, me puxando para mais perto, nem tentei impedi-lo quando seu rosto se aproximou do meu com a clara intenção de me beijar."
Vemos em Sofia uma personagem que está completamente adaptada ao mundo moderno, suas facilidades e praticidades, então para ela seria inimaginável se ver em uma outra época onde ela seria vista praticamente como uma donzela e ainda mais que teria um rapaz, daqueles que ela só viu em livros a sua vida toda a ajudando.

"Abracei-o mais forte, querendo que o tempo parasse, que a vida não seguisse em frente, que nossa dança nunca terminasse."
Sofia é o tipo de personagem que não acredita no amor dessa forma romântica como é pintada pelos livros e filmes, até que acaba vivendo algo assim em outro século. Já Ian é um jovem senhor de sua casa e sempre preza pela reputação de sua irmã.

Vemos o romance dos dois surgir de uma forma inesperada, mas ao mesmo tempo é fácil perceber que os personagens estão predestinados a serem felizes um com o outro, logo é impossível não se ver torcendo pela felicidade dos dois ou até mesmo para que eles percebam que a felicidade de Sofia está ali, diante dos olhos dela, dois séculos antes de quando ela nasceu.

"- Eu estou... perdida. - O que mais eu poderia dizer? Escuta só, cara, eu acordei hoje de manhã no ano de 2010 e, depois que tropecei em uma pedra meu celular criou uma espécie de supernova, eu vim parar, sabe Deus como, no século dezenove."


Resenha | Abril (A Garota do Calendário #4) de Audrey Carlan

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

O cliente de abril é o astro do beisebol Mason Murphy, de Boston, que precisa de Mia a seu lado para melhorar sua imagem com os patrocinadores. Mason não está acostumado a ouvir “não” de mulher alguma, e Mia vai representar o desafio supremo para ele.


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 4 estrelas


"Ele se recostou, exibindo o corpo no banco oposto ao meu. Sorriu e bebeu o champanhe de uma só vez. Eu não deixaria esse idiota levar a melhor, então engoli a bebida de uma vez também. Suas sobrancelhas se arquearam e os olhos brilharam de prazer."
O mês de Abril chegou e com ele novos acontecimentos para Mia, seu novo emprego como acompanhante a leva para Boston, onde conhecemos o cliente do mês o astro de beisebol Mason Murphy.

Os patrocinadores não estão muito felizes com o astro, afinal, mesmo ele sendo um jogador incrível, não é muito boa a imagem que ele passa de estar com uma mulher diferente a cada jogo, para isso temos Mia, que irá fazer o papel de namorada dele durante o mês de Abril e tentar melhorar um pouco a imagem dele.

"Pensei em como aquilo funcionaria. Eu faria os caras concordarem com um encontro com a mulher que os “comprasse”. Elas teriam de pagar para que eles fossem delas durante quatro horas. Até os casados fariam aquilo pela causa."
Homens, cervejas e beisebol, são três coisas das quais Mia entende muito bem e que juntas costumam fazer um dia perfeito, mas não é bem isso que acontece, já que o cliente do mês é uma pessoa que está acostumada a ver as pessoas fazerem todas as suas vontades e não está acostumado a ouvir um não como resposta.

Logo de cara o nosso novo cliente se mostra um completo babaca, achando que por ser famoso pode muito bem fazer o que quiser quando, onde e com quem quiser, mas Mia não é mais uma garotinha boba e coloca ele em seu devido lugar lhe mostrando que não é bem assim que as coisas funcionam, o que é bom e salva o livro de ser completamente chato. Aos pouco vamos conhecemos um outro lado de Mason, não que ele deixe completamente de ser um idiota - aí já era esperar demais - mas ele mostra que consegue ser carinhoso, atencioso e até mesmo um grande romântico, mas esses sentimentos não são destinados a Mia e sim a outra pessoa que junto com ele formam um casal lindo.

"Ela cruzou as pernas, a saia subindo pela coxa. Mason seguiu com os olhos o pequeno pedaço de tecido. Eu ri, mas nenhum dos dois me ouviu ou sequer prestou atenção no fato de eu estar na sala."
Vemos que não demora muito para Mia perceber que mesmo ela tendo sido contratada para fazer o papel de namorada de Mason e a cada semana ele estar com uma mulher diferente, o rapaz de atitudes idiotas já entregou seu coração a outra pessoa, ele talvez só não tenha se dado conta disso ainda, ou simplesmente não sabe como assumir o que sente por não ter certeza se é recíproco.

"A maneira como ele falava e o fogo em seu olhar me fizeram vibrar de luxúria. Sem nenhuma delicadeza, fiquei de joelhos e puxei meu vestido minúsculo pela cabeça. Eu não usava nada por baixo, me lembrando de sua preferência por pouca roupa e nenhuma barreira."
Por mais que Mia tenha alegado inúmeras vezes não querer se envolver emocionalmente com seus clientes, ela não consegue se isolar completamente e tem seu coração partido mais uma vez, elas só esquece que por mais que ela e Wes se gostem, foi ela quem deixou claro que durante o resto do ano não estaria disponível e que cada um deveria seguir com sua vida, então não deveria ficar tão destruída quando o cara fez isso não é mesmo?

Em Abril aprendemos com Mia a agarrar as oportunidades que a vida lhe oferece e dar o melhor de si, e que a felicidade pode ser encontrada mesmo em meio a tristeza.

"Eu não poderia estar mais feliz por Mason ter perdido aquele seu jeito babaca. Na verdade, acho que ele havia erguido uma barreira. Uma barreira que afastava as mulheres legais, talvez porque ele não se sentisse digno ou bom o suficiente para uma garota que valesse a pena. Depois que ele mudou de vida, começou a viver mais para si mesmo, descobrindo seu lugar no mundo. Foi mais fácil perceber que não era preciso erguer uma barreira. Ele podia ser ele mesmo e, quando se deu conta disso, viu se abrir um mundo inteiro de felicidade, materializado na forma daquela mulher doce que ficaria a seu lado, preparada para cuidar dele em todos os sentidos: profissional, física, mental e emocionalmente."


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