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[Resenha] Convergente - Veronica Roth

Título: Convergente
Série: Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 528
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2013
Nota: 4/5
Skoob
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição.
Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.
O livro, que chega ao Brasil no momento em que Divergente estreia nos cinemas, alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times.
"É estranho como uma palavra, uma expressão, uma frase, podem parecer um golpe na cabeça."

Assim como o livro anterior, esse também começa cheio de ação, mas não estamos mais envolvidos só no mundo que é dividido entre as facções, estamos vendo o que acontece dentro e fora da cidade.

Após a mensagem de Edith Prior, vemos o sistema de facções ruir, enquanto Tris e seus amigos descobrem que existe algo mais, fora dos muros de Chicago. Vemos uma grande confusão com a população, alguns aceitam bem o novo governo, enquanto outros ficam divididos entre retomarem o sistema de facções. Mas para alguns que descobriram o que existe além dos muros, parece simplesmente impossível retomar a vida de antes, quando eles viviam na ignorância sobre o que há além dos muros.

Tris e outras pessoas conseguem sair da cidade e descobrem o que está por trás disso, vemos que suas descobertas nos fazer questionar tudo o que sabíamos até o momento, assim como os personagens, percebemos que existe algo muito mais complexo por trás, que a história é muito mais surpreendente do que imaginávamos.

De uma forma geral, o livro é bom, mas a autora deora um pouco para fazer com que a história fique interessante, e no início não temos muito além da constante impressão de enrolação. Talvez seja o livro mais fraco de toda a trilogia.


[Resenha] Insurgente - Veronica Roth

Título: Insurgente
Série: Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 512
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2013
Nota: 5/5
Skoob
Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando.
E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas.
Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.
"Porque, dentro de mim, há uma fera que rosna, ruge e luta por liberdade, por Tobias e, acima de tudo, pela vida. Por mais que eu tente, não consigo matar essa fera."

Nesse livro vemos a continuação de tudo o que aconteceu em Divergente, de como as atitudes tomadas pelos membros da Erudição fizeram com que tudo se tornasse um grande caos. Vemos nesse livro muitas respostas para questões que haviam ficado em aberto do final do livro anterior, assim como o motivo que levaram a criação desse sistema de facções.

É possível perceber como os persoangens estão cheios de conflitos com muitas coisas que stão acontecendo ali, Tris por sua vez não consegue se abrir com niguém, se sente culpada, mas prefere carregar a culpa e responsabilidade sozinha, mas seus conflitos internos são muito mais complicados do que a própria garota acha.

Por sua vez temos Tobias, ou Quatro, e outros personagens que foram marcantes já no livro anterior como Christina, podemos ver como todos eles amadureceram de forma inesperada nesse livro, mesmo que essas muitas vezes não sejam decisões fáceis, mas ainda sim no momento de necessidade vemos como muitas vezes eles vão ter que aprender a lhe dar com coisas ou atitudes que tiveram que tomar em algum determinado momento de todo esse conflito, no fundo esperando que possam amaducer juntos.

Esse é um daqueles livros que te faz questionar muita coisa pela qual já passou sem de fato perceber a importância ou o impacto que algumas escolhas teriam no decorrer da sua vida.

A autora consegue manter a história interessante o que faz com que não seja cansativo ler mais de 500 páginas - uma coisa que poucas pessoas conseguem - assim como as coisas acontecem em momento exatos, mesmo que nesse livro não tenha muita coisa entre Tris e Quatro, afinal o foco dele não é bem o ramance, mas a autora procurou deixar alguns momentos fofos entre os dois para que o leitor pudesse perceber que mesmo na correria em meio ao caos, os dois persoangens ainda possuem sentimentos bem fortes um pelo outro.



[Resenha] A Esperança - Suzanne Collins

Título: A Esperança
Série: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Páginas: 424
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2011
Nota: 3/5
Skoob
O volume final da trilogia 'Jogos Vorazes', de Suzanne Collins, é exatamente o livro pelo qual os fãs esperavam: complexo, imaginativo e, ao mesmo tempo, brutal e humano.
Depois de sobreviver aos jogos por duas vezes, Katniss Everdeen tentará se encontrar no papel de símbolo de uma revolução, enquanto luta para proteger sua mãe e sua irmã no meio de uma guerra.
A série, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos apenas nos Estados Unidos, é o mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos, e mistura ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura.
Katniss conseguiu sair da arena pela segunda vez, mas, mesmo assim, ainda não está a salvo. A Capital está irritada e quer vingança e, por isso, inicia uma represália a toda a população.
Numa trama tão violenta quanto psicológica, Suzanne Collins consegue provocar, em A Esperança, um debate sobre a moral e os valores da guerra e as consequências das escolhas feitas por cada um dos personagens.
Ser o símbolo da revolução tem um preço alto para Katniss, que terá que decidir o quanto da sua própria humanidade e sanidade ela poderá arriscar em nome da causa, dos seus amigos e da sua família.
É pela voz da protagonista, ainda mais feroz e obstinada, que a autora desafia o leitor a refletir em meio a cenas cruéis de combate. Tudo isso numa narrativa brilhante, com viradas surpreendentes que levam a um desfecho chocante e original.
Ambientado num futuro sombrio, a saga 'Jogos Vorazes' é pioneira de uma tendência que ganhou força no mercado de bestsellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos.
As obras renderam à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time em 2010. Com narrativa ágil e ousada, os livros da trilogia foram traduzidos para 44 países e vêm atraindo leitores de diversas faixas etárias.
"Eu não sinto mais qualquer fidelidade a estes monstros chamados seres humanos."

Talvez esse seja o mais cansativo dos três livros, mas isso não quer dizer que ele é ruim, só se torna um tanto chato no decorrer das páginas, Katniss se mostra muito repetitiva nesse livro ao lhe dar com seus próprios conflitos.

Vemos o momento em que todos os personagens precisam começar a assumir as consequência de suas escolhas, e que Katniss precisa ver que depois de tudo o que passaram, sua irmã não é mais aquela garotinha boba que foi sorteada para os Jogos Vorazes e que não sabia o que fazer e morreria no primeiro momento na arena se a irmã mais velha não tivesse assumido seu lugar.

Katniss ainda está um pouco confusa com o que aconteceu no final dos Jogos anteriores, ou melhor, com o que aconteceu no meio dos jogos, já que muitos ainda estavam vivos no moemnto em que eles terminaram com as coisas e mais uma vez enfureceram a Capital e o presidente Snow.

Diferente do que acontece na maioria dos livros, vemos que Katniss não é aquela protagonista perfeita que independente do que aconteça nada a afeta e ela está sorrindo, muito pelo contrário, vemos seus pontos fortes e fracos e mesmo em momentos de dúvida ela não foge das responsabilidades, mas ainda sim muitos momentos fazem com que tenha uma leitura cansativa pela repetição da ladainha. Ela está tão confusa com tudo o que está acontecendo que não tem sanidade para definir o que vai acontecer com o seu dilema amoroso e não consegue escolher entre Gale e Peeta.

Temos um novo grupo, disposto a usar a imagem de Katniss para ser alguém que irá inspirar as pessoas, que por vezes saem com o intuito de fazer uma 'propaganda' para a rebelião, mas esquecem que o ambiente que eles estão procurando está mais para uma guerra.

Temos algumas mortes que são extremamente bobas e as pessoas poderiam ter se salvado por pequenas coisa, vemos que mesmo com intenções que parecem ser boas, temos muitos personagens que não medem esforços para conseguirem o que querem, e ao emsmo tempo, vemos mortes bobas para persoangens bastante espertos que não deveriam ter terminado daquela forma.

De uma forma geral o livro é bom, é importante para ver um final depois de tudo o que aconteceu, não é o melhor da série, mas é importante para terminar a trilogia.


[Resenha] Divergente - Veronica Roth

Título: Divergente
Série: Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 504
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2012
Nota: 4/5
Skoob
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.
Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
"Acredito nos atos simples de bravura, na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa de outra."

Nesse livro, vemos um mundo muito diferente do que conhecemos, a história se passa em uma Chicago futurista onde a sociedade está dividida em cinco facções: Abnegação, Erudição, Audácia, Franqueza e Amizade.

Os membros da Abnegação consiste em um grupo de pessoas que não pensam em si mesmas de modo algum, pensam no bem-estar do próximo, por esse motivo eles acabam sendo os líderes do governo responsável por essa sociedade.

Na Erudição se encontram as pessoas que estão sempre em busca de mais conhecimento, aqueles que são sedentos pelo saber, é onde são criadas as tecnologias utilizadas pela sociedade assim como todos os seus avanços tecnológicos.

A Audácia é formada pelos membros que estão em busca de aventura, eles são os corajosos da sociedade, admirados por muitos, são os responsáveis por proteger a cidade, assim como muitas vezes agem como guardas a fim de amenizar conflitos.

Os que escolhem a Franqueza como sua facção prezam a verdade acima de tudo, falam sem pensar muito no que a outra pessoa vai sentir ao ouvir aquilo, por esse motivo eles são os juízes dessa sociedade.

Quem vive na Amizade, é responsável por manter a cidade com suas produções, eles são os agricultores e raramente possuem problemas com as pessoas de outras facções.

Fora desses grupos temos ainda dois outros grupos que são compostos pelos Divergentes e os Sem-Facção.

Os Divergentes são vistos como um perigo para a sociedade, são os membros que possuem aptidão apra mais de uma facção. Normalmente quando um divergente é descoberto ele é eliminado, antes que possa fazer algo que possa ameaçar esse delicado equilíbrio.

Os Sem-Facção são aqueles que não conseguiuram passar em todas as etapas para pertencerem à sua nova facção, e não podem voltar para a antiga mais, eles vivem na miséria em meio as ruas, muitas vezes dependendo da bondade dos membros da Abnegação.

Com 16 anos de idade, vemos os membros dessa sociedade terem a chance de escolher o seu destino, ao decidir em que facção irão viver para o resto de suas vidas, se é naquela em que nasceram, ou na que gostaria de pertencer?

Vemos uma luta grande na vida de Beatrice Prior, que está tentando se manter na lista da Audácia a fim de não virar uma Sem-Facção enquanto temos um membro importante de uma outra facção conspirando contra a fim de derrubar o governo que vive na Abnegação.


[Resenha] Em Chamas - Suzanne Collins

Título: Em Chamas
Série: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Páginas: 416
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2011
Nota: 4/5
Skoob
Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem.
Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real.
Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população.
Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.
"No aniversário septuagésimo quinto, como um lembrete para os rebeldes, que mesmo o mais forte entre eles não pode vencer o poder do Capitol, os tributos masculinos e femininos serão colhidos a partir de seus vencedores existentes."

Vemos nesse livro que vencer os Jogos Vorazes, diferente da maioria dos vitoriosos anteriores, isso não foi sinônimo de tranquilidade para Katniss e Peeta.

O presidente Snow não aceitou bem a idéia de que a Capital foi ridicularizada quando os dois ganharam os jogos, ele não acredita na 'propaganda' de que tudo aquilo não passou de 'um ato de amor' por parte de Peeta, as atitudes de Katniss dentro da arena estimularam as pessoas a irem contra o que a capital faz, e começou a gerar uma rebelião.

Como forma de tentar controlar o que está acontecendo, algumas regras são mudadas, e os novos competidores do Massacre Quaternário - uma edição especial dos Jogos Vorazes com regras piores - serão escolhidos entre os vitoriosos anteriores, para muitos existem chances de não serem os novos escolhidos, mas para Katniss, ela sabe que é a nova competidora, afinal, é a única vitoriosa do sexo feminino de seu distrito.

Agora é mais complicado, é preciso ter aliados, mas também tomar cuidado ao escolhê-los, afinal, a acompetição será feita entre 24 competidores experientes. É fácil perceber quanto Katniss e Peeta amadureceram com relação ao livro anterior e como a Capital continua a manipular os participantes.

A vitória do casal mais querido da Capital não é vista com os mesmos olhos por quem comanda, as pessoas estão procurando uma forma melhor de acabar com a ameaça da rebelião sem que todos percebam que isso signifique assassinato para todos.

Temos a chegada de novos persoangens que vão se tornar importantes para a trama a fim de ajudar os protagonistas em toda essa jornada, é impossível não se encantar com alguns deles como Finick que é cativante de uma forma engraçada que faz querer conhecer mais a fundo esse personagem.


[Resenha] Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Título: Jogos Vorazes
Série: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Páginas: 400
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2010
Nota: 4/5
Skoob
Este livro é o primeiro de uma bem-sucedida trilogia, comercializada para mais de 20 países.
A história se passa em uma nação chamada Panem, fundada após o fim da América do Norte.
Formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital, sede do governo. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com os 'Jogos Vorazes', uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de 12 a 18 anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte.
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar.
Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre.
Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos 'Jogos Vorazes'?
"E, em algum lugar recôndito dentro de mim, eu a odiava pela sua fraqueza, por sua negligência, pelos meses que ela nos obrigara a suportar."

Os Jogos Vorazes, evento anual é uma forma da Capital punir os distritos por um levante feito a alguns anos, a forma que eles tem de lembrar aos distritos 'quem manda'. O garoto e a garota que participam desse evento - até a morte - são escolhidos através de um sorteio, e a arena onde acontecem os jogos é comandada pela alta tecnologia da Capital. As inscrições para os jogos podem proposrcionar uma forma de sustento maior para quem se inscreve, e é comum ver que algumas pessoas já se inscreveram muitas vezes.

A protagonista do livro Katniss Everdeen é uma moradora do distrito 12 e trabalha para ajudar no sustento de sua família, principalmente após a morte de seu pai. Katniss tem 16 anos, mas é a principal resonsável por colocar comida na mesa da família Everdeen, e tudo com o que ela se preocupa é a segurança de sua irmã Prim.

No dia da colheita - dia em que são escolhidos os tributos - todos os moradores do distrito estão reunidos vendo o sorteio, Peeta Mellark é o representando masculino do sitrito, mas no sorteio o nome de Prim sai, Katniss não pensa duas vezes e se oferece para tomar o lugar de sua irmã mais nova - que não conseguiria sobreviver aos jogos.

Peeta e Katniss deveriam lutar - não só entre si, mas também com os outros tributos - para que só um sobrevivesse, mas durante os eventos do jogo, vemos que algumas regras são mudadas e eles acabam se conhecendo de forma mais profunda e resolvem se ajudar para sobreviverem.

O casal do distrito 12 ganah os jogos, o que aos olhos da Capital é visto como um sinal de rebelião, e o presidente Snow se revolta enquantouma guerra começa a ser declarada. As pessoas nos distritos e na Capital começam a ver Katniss como a líder da revolução, o tordo.

No livro vemos um governo opressor que pouco se importa com o fato de transformarem crianças em assassinos. Vemos uma desigualdade social gritante, não só entre a capital e os distritos, como também entre cada um dos distritos, onde os com melhores condições tem crianças que treinam a vida toda torcendo para participarem dos Jogos, enquanto nos distritos mais simples as pessoas sofrem e o fazem por falta de opção.



[Resenha] Winter - Marissa Meyer

Título: Winter
Série: Crônicas Lunares
Autora: Marissa Meyer
Páginas: 688
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2016
Nota: 3/5
Skoob
Bestseller do The New York Times, a série Crônicas Lunares conquistou os leitores com sua releitura high-tech de contos de fadas tradicionais.
Depois de Cinder, Scarlet e Cress, inspirados, respectivamente, nas histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Marissa Meyer entrega a eles o último capítulo da série, em que reconta a história de Branca de Neve com tintas distópicas.
Na trama, a princesa “Winter” vive subjugada por sua madrasta, Levana, que inveja sua beleza e não aprova os sentimentos da jovem pelo amigo de infância e belo guarda real Jacin. Mas “Winter” não é tão frágil quanto parece, e, junto com a ciborgue Cinder e seus aliados, a jovem princesa é capaz de iniciar uma revolução e vencer uma guerra que já está em andamento há muito tempo.
Será que Cinder, Scarlet, Cress e “Winter” podem derrotar Levana e encontrar seus finais felizes?
"Winter deixou a empregada arrumar seu cabelo, prendendo a parte de cima em uma trança grossa feita com fios de ouro e prata, e deixando o resto caído sobre os ombros."

Nesse livro nós vamos conhecer a princesa Winter, amada por todos, dona de uma beleza estonteante, enteada da má e soberba rainha Levana, que tem a sua história baseada na da Branca de Neve, então já dá pra imaginar o caminho que essa história vai seguir.

Diferente de Levana, Winter se recusa a usar o glamour para que os outros a vejam como perfeita, mas a sua beleza ainda é algo único e mesmo com cicatrizes à mostra a princesa chama atenção por se bela. Por não gostar de usar o seu dom para controlar as pessoas Winter sofre de uma doença lunar, que provoca alucinações. O que a faz ser vista como louca por Levana, fazendo com que a enteada da rainha seja motivo de piada em toda a corte, coisa que a rainha não aceita muito bem.

Winter é uma garota doce, com uma facilidade enorme para fazer amigos, maluca - não podemos negar -, cheia de atitude, mas um pouco ingênua, mesmo assim ela resolve se juntar a Cinder e seus amigos para que ocorram mudanças em Luna. Mas ao mesmo tempo, ela age como uma criança o tempo todo, não que eu esperasse uma princesa cheia de atitude e tudo mais, mas também não achava que ela seria tão infantil o tempo todo. Já Jacin se mostra um personagem extremamente chato, tudo bem que a obrigação dele é proteger a princesa Winter, mas isso não quer dizer que ele precisa ser ignorante com os outros os tempo todo.

Scarlet está a salvo por ter se virado um dos bichinhos de Winter, não que isso garanta a ela boas refeições, pelo contrário, ela é exibida em uma grade, como os animais em um zoológico, a única coisa que isso pode garantir a Scarlet é a sua sobrevivência. Mas esperava que a relação dela com Lobo fosse melhor aproveitada, já que no livro anterior o foco dele era só encontrar a garota, mas quando realmente a encontrou Lobo parecia não saber o que fazer.

Apesar de no livro anterior termos conhecido Cress, agora que ela entrou para a tripulação da Rampion, vemos que a sua participação continua sendo unicamente como a hacker muito boa que é capaz de fazer coisas que as outras pessoas nem imaginam. Não que esteja desmerecendo ela, mas ela não pode ser a única pessoa - na Terra e em Luna - que é boa o suficiente pra fazer as coisas, qualquer governate teria percebido isso, inclusive Levana.

De modo geral a trama é muito boa, são histórias clássicas contadas de uma forma inesperada, mas que mantém a essência do conto já cnhecido por todos.


[Resenha] Cress - Marissa Meyer


Título: Cress
Série: Crônicas Lunares
Autora: Marissa Meyer
Páginas: 496
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2015
Nota: 4/5
Skoob
Neste terceiro livro da série Crônicas Lunares, Cinder e o capitão Thorne estão foragidos e agora levam Scarlet e Lobo a reboque. Juntos, eles planejam derrubar a rainha Levana e seu exército.
Cress talvez possa ajudá-los. A garota vive aprisionada em um satélite desde a infância, com a companhia apenas de telas, o que fez dela uma excelente hacker. Coincidência ou não, infelizmente ela também acabou de receber ordens de Levana para rastrear Cinder e seu bonito cúmplice. Quando um ousado plano de resgatar Cress dá errado, o grupo se separa. Cress enfim conquista a liberdade, mas o preço a se pagar é alto. Enquanto isso, Levana não vai deixar que nada impeça seu casamento com o imperador Kai.
Cress, Scarlet e Cinder talvez não tenham a intenção de salvar o mundo, mas muito possivelmente são a última esperança do planeta.
"Assim Cress ignorou a nave e cantarolou baixinho enquanto limpava todas as marquinhas na holografia, até só restar a identificação da Rampion: um único ponto amarelo, desproporcional  na holografia para que Cress pudesse analisá-lo no contexto do planeta abaixo."

Nesse novo livro conhecemos uma nova protagonista, a jovem Cress - que teve sua história inspirada na da Rapunzel. Cress é uma lunar, porém é uma cascuda, por ter incríveis habilidades como hacker, ela foi mantida como prisioneira por anos em um satélite na órbita da Terra, tendo assim acesso a rede terráquea, de onde transferia informações para Luna.

Quando Cinder, Scarlet, Lobo e Thorne resolvem resgatar Cress no satélite, tudo dá errado, alguns escapam enquanto outros são feitos de refém, a maior parte do livro se passa a partir daí, enquanto o grupo está dividido, pensando no que devem fazer para conseguir se reunir de novo. E talvez seja uma das partes mais fracas do livro, onde enrolaram bastante para que alguns personagens se reencontrassem.

Mas com o reencontro, também temos a criação de um plano para impedir o casamento real entre Levana e Kai, evitando assim que a rainha de Luna se torne também imperatriz da Comunidade das Nações Orientais. É nesse ponto que a ação de fato começa e o leitor se vê cada vez mais envolvido querendo saber o que vai acontecer com o grupo - quase completo - reunido de volta e se o plano bolado por eles vai dar certo ou mais uma vez eles vão falhar? Afinal, eles falharam em um que era bem mais simples.

Esse é o tipo de livro que começa chato e talvez faça você repensar várias vezes sobre a leitura, mas aos poucos ele vai ficando interessante, te mostrando que tem uma história boa por trás de tudo e que as ações dos personagens são justificáveis, mesmo aquelas que parecem serem impossíveis de ententer.



[Resenha] Scarlet - Marissa Meyer

Título: Scarlet
Série: Crônicas Lunares
Autora: Marissa Meyer
Páginas: 480
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2014
Nota: 4/5

Skoob
Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista.
Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida.
Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.
"Depois de um tempo, colocou o capuz na cabeça, o que limitava sua visão, ma se sentia mais protegida contra as coisas que roçavam e cutucavam."

Depois de ficar competamente envolvida pela história contada em Cinder, não demorou muito tempo para que eu começasse a ler Scarlet, mas acho que a história demorou a engatar e fica interessante, o início foi bem chatinho e demorou bastante para a história ficar envolvente e ter curiosidade sobre o que acontece nos capítulos seguintes.

No segundo livro temos uma releitura e versão futurística da história da Chapeuzinho Vermelho. Scarlet e uma fazendeira no mora no interior e por vezes está na cidade a fim de vender os almentos produzidos na fazenda, mas a protagonista está completamente perdida já que sua avó desapareceu a duas semanas e as autoridades encerraram as buscas por falta de evidências. O desespero da protagonista é tanto que ela aceita a ajuda de um lutador de rua apelidado de 'lobo'.

As protagonistas são bem diferentes, enquanto Cinder é determinada e sabe esperar para não agir por impulso e acabar se atrapalhando com as consequências disso, Scarlet só pensa em salvar a avó e age sem pensar, aquele tipo de protagonista que se acha melhor que todo mundo e que nada nunca vai acontecer com ela.

Mas no meio do livro simplesmente parece que a autora quis mudar tudo, o que foi muito bom, já que de um livro que estava sendo chato ele virou um do qual eu não conseguia desgrudar mais. Alguns dos novos personagens se mostraram necessários na trama, ao menos para quebrar toda aquela ideia de que estão ferrados, que o mundo está contra eles, afinal Thorne está ali pra nos mostrar que todo mundo tem lados bons e ruins, ele é o clássico personagem que não está ali pra ser o mocinho nem o vilão - é o tipo de personagem mais próxmo da realidade.



[Resenha] Devorador de Almas - Michelle Paver

Título: Devorador de Almas
Série: Crônicas das Trevas Antigas
Autora: Michelle Paver
Páginas: 280
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2008
Nota: 4/5

Skoob
Depois de 'Irmão Lobo' e 'Espírito Errante', os jovens fãs das aventuras de Torak, um menino fora-de-série, que tem o dom de conversar com lobos, não podem perder 'Devorador de Almas', terceiro de seis volumes que integram a série Crônicas das Trevas Antigas, de Michelle Paver. Sucesso de vendas no mercado internacional, a saga passada há seis mil anos, na Idade da Pedra, tem colecionado fiéis leitores pelo mundo.
Neste título, Lobo, o amado irmão de alcatéia de Torak, foi capturado por um inimigo desconhecido. O jovem, então, parte rumo ao agreste congelado do Distante Norte, junto da fiel amiga Renn, membro de seu clã, para resgatá-lo. Em meio a nevascas terríveis e à ameaça constante do grande urso-branco, Torak fará tudo que for necessário para salvar Lobo - inclusive se aproximar, como nunca antes, de seus inimigos.
Uma história sobre amizade, lealdade e coragem que ultrapassa a barreira do espaço e do tempo.
"Seria possível que os Devoradores de Almas estivessem por trás do desaparecimento de Lobo?"

Talvez esse seja o melhor livro da série até agora enquanto Lobo é raptado e ficamos por dentro do desespero de Torak e Renn em uma busca para resgatá-lo, muitas vezes sem saber direito o que terão de fazer e quem é o responsável por esse sequestro. Vemos que os dois jovens de treze anos são muito impulsivos e na vontade de fazer o certo e resgatar seu amigo eles acabam se envolvendo em uma aventura muito perigosa.

Seguindo para as terras geladas do norte, em uma terra que possui um inverno rigoroso todos os dias, os protagonistas encontram grandes desafios, desde o urso-branco até os Devoradores de Almas - aqueles que aprisionaram um demônio no corpo de urso e foram responsáveis pela morte do pai de Torak - mas o plano deles nesse momento é libertar Demônios com a intenção de restaurarem o equilíbrio.

Nesse terceito volume da série, Torak finalmente fica de frente com seus inimigos, sabendo seus nomes e rostos, já que nos volumes anteriores ele só sabia da existência dele. Assim como nos livros anteriores, do decorrer da história somos apresentados a novos personagens, novos clãs, passamos a perceber que mesmo com muitas coisas em comum, cada clã possui as suas particularidades, o que muitas vezes nos faz perceber que Torak não consegue confiar totalmente nos outros clãs.

O livro apresenta inúmeos momentos de tirar o fôlego e deixar o leitor com uma vontade enorme de ajudar os personagens. A autora soube aproveitar esse universo pré-histórico que ela resolveu utilizar para a trama, e deixou um gostinho de quero mais no final do livro.


[Resenha] Espírito Errante - Michelle Paver

Título: Espírito Errante
Série: Crônicas das Trevas Antigas
Autora: Michelle Paver
Páginas: 288
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2007
Nota: 3/5
Skoob
Em 'Espírito Errante', segundo de seis livros que compõem a série Crônicas das Trevas Antigas, cujas aventuras tornaram-se fenômeno de vendas no mercado internacional, colecionando milhares de fãs mundo afora com uma saga passada há seis mil anos, na Idade da Pedra, a escritora Michelle Paver conta uma história sobre amizade, traição e auto-sacrifício.
Neste volume, Torak, um menino fora-de-série, que tem o dom de conversar com lobos, precisa vencer os Devoradores de Almas e encontrar a cura de uma horripilante doença que abate o seu clã.
O caminho, no entanto, revela-se perigoso e uma ameaça invisível pode pôr fim ao seu objetivo - mas várias vidas dependem de Torak, que, valente, enfrentará até mesmo quem irá atraiçoá-lo e mudar sua sorte para sempre.
"Era apavorante estar no mundo da Mãe Mar, em meio a um caos rodopiante de água turva e algas escuras."

Nesse livro continuamos a viagem através da pré-história, e a autora continua a nos mostrar vários olhares diferentes. Torak agora está vivendo com o Clã do Corvo, mas desde que derrortou o urso ele não viu mais Lobo e a saudade o machuca, mas ele nem imagina que um novo perigo espreita na floresta, ameaçando todos os Clãs.

Sem um motivo aparente as pessoas, de diferentes Clãs, estão ficando doentes, deixando todos em alerta e a perda de um amigo próximo faz com que Torak saia em busca de uma cura, se é que ela existe. Torak andava meio sem rumo até que em meio a floresta até que escuta quando dizem que a cura está no mar, e é para o mar então que ele se dirige.

Ele se encontra então com o Clã das Focas, que em um primeiro momento não é amigável, e Torak precisa provar para eles que são parentes de osso que que o próprio Torak não é o inimigo, somente uma pessoa mal instruída sobre os costumes dos Clãs que vivem mais próximos da Mãe Mar.

Torak ainda age como uma criança que vai atrás do que quer sem pensar nas consequências, ele prefere agir por seus impulsos ao invés de confiar nos conselhos e caminhos apontados por pessoas que ele já conhece e que já conquistaram o seu coração, porém isso o leva a vários riscos que o garoto nem sequer imaginava.

A história termina de uma forma envolvente nos mostrando que existem muito mais segredos envolvidos nisso do que imaginamos anteriormente, e deixando um ótimo gancho para os próximos livros.


[Resenha] Irmão Lobo - Michelle Paver

Título: Irmão Lobo
Série: Crônicas das Trevas Antigas
Autora: Michelle Paver
Páginas: 248
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2007
Nota: 4/5
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'Irmão Lobo', primeiro volume da série Crônicas das Trevas Antigas, de Michelle Paver, já vendeu 450 mil exemplares apenas na Inglaterra e manteve-se por oito semanas nas mais importantes listas dos mais vendidos do país. Traduzido para 35 idiomas e com direitos de adaptação para o cinema adquiridos por Ridley Scott, Irmão lobo é uma viagem de volta à Idade da Pedra, onde o jovem Torak conta apenas com a ajuda de um filhote órfão de lobo e com sua habilidade como caçador para sobreviver aos perigos da floresta e derrotar um poderoso inimigo. Um livro sobre amizade, sobrevivência e coragem, que conquistou fãs de grandes aventuras em todo o mundo.
Torak sabia que um guia iria encontrá-lo, mas jamais imaginou que fosse um jovem lobo, órfão como ele. Mesmo relutante em aceitar o fato de ser seguido pelo filhote e conseguir se comunicar com ele, o jovem caçador entendeu que o animal era o seu guia e que, juntos, enfrentariam os obstáculos do percurso.
"Sabia que o Povo Oculto vive no interior de rochas e rios, do mesmo modo como os clãs vivem em abrigos, e que eles parecem bonitos até virarem suas costas, que são ocas como árvores apodrecidas."

A história é envolvente, que te prende na leitura do início ao fim, apresentando uma leitura gostosa e que flui de forma natural, aos poucos despertando o interesse dos leitores para o que irá acontecer a seguir, sem dar de fato muita informação sobre o que irá acontecer na trama a seguir. O livro consegue despertar a curiosidade sobre a pré-história, deixando uma curiosidade para a leitura dos demais volumes das Crônicas das Trevas Antigas. Ao ler a sinopse é fácil imaginar personagens imbecis que mal sabem falar, mas podem ter certeza, não é bem assim que acontece.

Michelle Paver consegue retratar de forma extremamente detalhada a vida do homem pré-histórico criando uma incrível história de fantasia na idade da pedra. A autora consegue envolver o leitor na históriia de uma forma que torna impossível não gostar das aventuras vividas por Torak, Renn e Lobo, além das confusões em que se envolvem junto aos clãs.

A história se desenvolve de uma forma rápida, logo no início conhecemos Torak e vemos o desespero dele ao perder seu pai, mas logo ele se envolve em uma jornada no meio da floresta, com a missão de fugir do assassino de seu pai - um urso possuído por um espírito demoníaco - nessa jornada Torak precisa encontrar uma montanha que nunca foi vista, sendo guiado por Lobo pelo caminho para chegar à montanha.

O mais interessante do livro é que a autora não se prende em descrever somente os sentimentos e sensações dos humanos, mas também trata Lobo como um personagem essencial na história, descrevendo também os sentimentos e sensações dele. O livro mostra como dois personagens tão diferentes fisicamente podem ser tão iguais pscologicamente, passando a se entender a um ponto em que um posso sentir falta do outro, por fim o livro passa uma mensagem muito bonita de companherismo, persistência e amizade.


[Resenha] Cinder - Marissa Meyer

Título: Cinder
Série: Crônicas Lunares
Autora: Marissa Meyer
Páginas: 448
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2013
Nota: 4/5
Skoob
Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, “Cinder” é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.
Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.
"A maioria dos seus clientes não conseguia entender como uma adolescente podia ser o melhor mecânico da cidade, e ela nunca divulgava a razão de seu talento."

Para quem ainda não sabe disso, vou contar uma coisa, o livro Cinder se trata de uma releitura da conhecida história da Cinderela, isso, aquela mesma que perde o sapatinho – no caso desse livro – ela perder o pé mesmo. A autora teve uma sensibilidade enorme e conseguiu criar um mundo completamente novo, mesmo que em alguns momentos o livro te faça ter a sensação que já conhece aquela história.

Na história vemos três tipos de personagens que possuem grande destaque: humanos, simples mortais como todos já sabemos mesmo; ciborgues, mortais que sofreram de alguma forma e tiveram partes de seu corpo substituídas por partes mecânicas, o que faz deles uma abominação aos olhos da maioria dos humanos; e – infelizmente não menos importante - os lunares, seres que vivem na lua e possuem a habilidade de controlar a mente das pessoas, fazendo com que elas vejam o que eles desejam. Também temos os androides, mas eles não são personagens principais dessa história, basicamente as pessoas possuem androides para serem seus empregados.

A protagonista da história é Cinder, uma ciborque que foi adotada e trabalha para conseguir dinheiro para sua guardiã legal. Cinder é uma mecânica bem jovem e não se incomoda com o fato das pessoas as vezes a olharem torto, mas ela é surpreendida com uma visita inesperada em seu estande, quando ninguém menos que o príncipe se aproxima dela e pede que ela conserte um androide em particular.

A madrasta de Cinder – Adri – faz questão de deixar bem claro para todos o quanto só tolera a presença da garota, pouco se importando com o seu bem estar. Ela ainda vive com as duas filhas – meias-irmãs de Cinder – sendo que as garotas são uma detestável – Pearl – e uma adorável – Peony. Mas como desgraça pouca é bobagem, não é de se estranhar que a estranha doença que assola o país tenha que atingir uma das moradoras da casa, e claro a única que é legal com a protagonista.

Desde o início do livro podemos ver que Cinder não é aquela personagem tonta que aceita tudo sem questionar ou procurar saber um pouco mais a fundo a respeito de algo. Claro que a história da protagonista tem várias partes em branco o que deixa uma margem enorme para especulações e acredite, essas especulações muitas vezes são sustentadas por pontos contados dentro do livro.

A autora soube introduzir os personagens lunares de uma forma intrigante, que cada vez mais desperta a atenção sobre eles e seus segredos escondidos, assim como muita coisa envolvida na forma como a Rainha Levana controla os outros.

Se tem uma coisa que é possível saber com esse livro é que você estará cada vez mais envolvido nessa história e ira se envolver de uma forma surpreendente, aguardando o desfecho dessa trama.



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