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Resenha | O Primeiro Dia dos Namorados (A Garota do Calendário #12.5) de Audrey Carlan

Seis semanas após o casamento de Mia e Wes, chegou o primeiro Dia dos Namorados que eles vão passar como marido e mulher.

Qual será a surpresa especial que Wes preparou para sua amada? E o presente divertido que Mia comprou para ele? E o que vai acontecer quando eles estiverem a sós no hotel...?

Descubra tudo neste conto especial da série A garota do calendário.

 Série A Garota do Calendário | Conto | Erótico | 30 páginas | Ano 2017 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Sorri e revirei os olhos. Ele não conseguiu ver da posição em que estava, mas tenho certeza de que sentiu o riso reverberar através de mim e o movimento do meu rosto."

Esse conto se passa seis semanas depois do casamento de Mia e Wes, que acontece no último livro da série, e também é o primeiro dia dos namorados dos dois juntos, já que o relacionamento deles aconteceu de uma forma inesperada e não houveram tantas comemorações assim juntas antes, sendo que esse primeiro dia dos namorados os dois já passam como marido e mulher.

"Em vez de esfriar meus olhares, decidi que preferia jogar sujo. Apesar de estar em uma banheira de espuma que não havia sido feita para dois."

Como o título já deixa claro, nesse livro vamos acompanhar o dia do casal que conquistou tantos fãs. Wes preparou um dia cheio de surpresas para Mia e vemos que a cada momento ele surpreende ela mais, a conquistando com pequenas coisas e mostrando como as suas pequenas peculiaridades são importantes para ele.

Aos poucos podemos ver como Wes vem superando o trauma vivido anteriormente, mas ainda sim deseja de alguma forma que aquilo seja algo importante, Mia por sua vez tenta lembrar Wes que nada do que aconteceu foi culpa dele, a escolha de acompanha-lo nas gravações foi da equipe, não tinha como ele prever que sofreriam um ataque por parte de terroristas e muito menos que muitas pessoas morreriam nesse meio.

"Dessa vez ele sorriu antes de me virar em seu abraço, então nós nos encaramos. Seus traços se tornaram suaves e seus olhos irradiavam luz e amor."

Pela primeira vez, desde que se conheceram, vemos Mia e Wes terem um tempo dedicado à eles, a satisfazer suas vontades, se se preocuparem muito com o mundo ou obrigações com outras coisas, nesse momento, eles se permitem fazer com que aquele momento seja deles, prometendo ali que a partir daquele momento, o casamento deles e eles vão estar acima das outras coisas, que aquele amor compartilhado por eles vai se tornar a prioridade dos dois nesse relacionamento.

"Saímos do carro e Wes segurou minha mão. Prendi a sua para impedir que ele entrasse muito depressa no restaurante. Eu queria que nós curtíssemos o oceano juntos um pouquinho. Wes percebeu, parou atrás de mim, envolveu os braços ao meu redor, o peito nas minhas costas, e se aconchegou no meu pescoço."

O conto é bem gostoso de ler, vemos como os dois personagens de fato se completam nesse relacionamento e como procuram a cada momento fazer com que o outro esteja bem, vemos de forma simples como pequenos detalhes do dia a dia deles nos mostram cada vez mais como Mia e Wes se completam.

"E era isso. Eu não queria dar mais espaço ao sofrimento e à tristeza pelos quais havíamos passado. O Dia dos Namorados foi feito para os amantes. Pelo menos era o que eu sempre tinha ouvido. Esse era o meu primeiro Dia dos Namorados com meu marido, e até agora estava sendo incomparável."


Resenha ||| Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia

Título: Dezesseis Luas
Série: Beautiful Creatures
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Páginas: 490
Editora: Galera Record
Lançamento: 2010
Nota: 2/5
Skoob
Em Dezesseis luas não há vampiros. nem tampouco lobisomens. Anjos também não aparecem no enredo. Mas não falta aventura e romance. Ou outros personagens fabulosos, como bruxas. espíritos e zumbis. E uma certa atmosfera gótica ronda a obra.
Na pequena Gatlin, com sabor à Nova Orleans, uma mágica poderosa e adormecida força está prestes a ser libertada. E com a ajuda de dois adolescentes: Ethan Wate e Lena Duchaness.
Ethan é um menino comum: parte do time de basquete. algumas paqueras, órfão de mãe, criado por um pai ausente e uma velha babá com talento para feitiçaria.
Seu melhor amigo, carona oficial para todos os eventos, quer montar uma banda. Nada diferente de outros adolescentes locais.
Mas é à noite que Ethan se destaca. Ao som de uma música que fala sobre dezesseis luas, dezesseis anos, uma menina de olhos verdes lhe aparece em sonhos. O problema é que quando acorda. marcas conseguidas no universo onírico estão em seu corpo.
O mistério começa a se revelar quando Lena chega à cidade. Ao conhecê-la na escola Ethan não tem dúvidas: é a menina de seus sonhos. Literalmente. Que o atormenta em pesadelos, a quem tenta salvar desesperadamente.
O que se segue é uma história de almas gêmeas e segredos perigosos e obscuros. E Lena e Ethan precisam confiar um no outro para que possam vencer uma maldição com poder para acabar com tudo à sua volta. Será que eles vão conseguir?
"Estava sussurrando algum tipo de cântico em uma língua que eu não entendia, mas já tinha ouvido em algum lugar antes."

Eu gosto de histórias sobrenaturais, não me entenda errado, isso até foi um dos motivos desse livro ter me chamado a atenção, comprei muito antes de terem lançado o filme, tentei ler várias vezes, mas a história simplesmente não me prendia, e dessa vez não foi diferente, tive que me forçar algumas vezes para poder terminar a história, pretendo ler a continuação - por não gostar de parar algo no meio, mas não faço ideia de quando.

“... cada superfície do quarto estava coberta com a distinta caligrafia dela em preto. Nas beiradas do teto agora tinha: a solidão domina aquele que você ama. Quando você sabe que pode nunca mais abraçá-lo. Nas paredes: Mesmo perdida na escuridão. Meu coração vai encontrar você.”

Logo no início do livro percebemos que as pessoas que moram em Gatlin não são muito adeptas a mudanças, estão acostumadas com a sua forma de ser e agir, os moradores são rotulados de acordo com sua família, e as famílias em Gatlin sempre foram as mesmas, todos parecem se conhecer. Como em toda cidade pequena - dos livros pelo menos - a igreja dita as regras da sociedade, e ali as mulheres do 'FRA' determinam quem é bom e quem não é.

“Mas não quando se tratava dela. Não dava para evitar. Eu sempre pensava nela. Sempre voltava a ter o mesmo sonho, mesmo não conseguindo explicá-lo. então, era esse o meu segredo, tudo que queria contar. eu tinha 16 anos, estava me apaixonando por uma garota que não existia e estava ficando louco.” 

Ethan perdeu sua mãe a pouco tempo em um acidente de carro, vive em uma casa com seu pai e Amma - uma espécie de governanta - mesmo sendo um dos astros do time de basquete da escola tudo o que Ethan mais deseja é se formar e deixar Gaitlin ser parte do seu passado e nada mais. Tudo o que ele não imaginava é que uma garota misteriosa iria começar a aparecer em seus sonhos e depois seria uma presença real em sua vida.

Lena e a garota nova que esta tentando se adaptar a cidade, mas serr a sobrinha do recluso Macon não ajuda muito nisso, Lena e sua família guardam um segredo, uma madição. Com o aniversário de 16 anos de Lena se aproximando els está prestes a ser invocada, resta saber se para a 'Lúz' ou para as 'Trevas'.

"Minha mãe dizia que só existem dois tipos de pessoas em Gatlin: Os muito burros para irem embora e os condenados a ficar."

Apesar de ter uma ideia bastante interessante a histpória se desenvolve de um jeito massante e confesso que tive que me obrgar para continuar a leitura  enão abandonar o livro.


Resenha | A Borboleta de Liége Báccaro Toledo

A Dama da Borboleta é uma enigmática figura do mundo de Edrim, uma personagem folclórica que aparece em canções e contos de fada nos continentes de Amspar e Lontar. No entanto, ninguém sabe ao certo quem ela foi ou se ela realmente existiu.

Para as crianças, ela não passa de uma linda mulher com asas azuis como safira; alguns dizem que ela foi uma guerreira que lutou pela paz entre elfos e homens, e outros contam que era uma andarilha, uma mulher perdida e silenciosa, que falava apenas com as borboletas.

O conto "A Borboleta" conta a verdadeira história por detrás das lendas...

 Conto | 29 páginas | Ano 2013 | Independente | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 4 estrelas
 
 
"Tomou o corpo daquela mãe que morrera em desespero e a transformou com suas próprias lágrimas, que vertera por amor. Transformou-a como ela desejara, despejando o dom da divindade naquele corpo frágil, e abnegando seu próprio direito de criar para testemunhar o que nasceria a partir da vontade daquela mãe. E então a Deusa viu surgir, à sua frente, uma criatura contraditória em sua natureza: ferocidade e delicadeza, fragilidade e força. A dragoa-mãe era linda e amedrontadora. Talvez aquela fosse uma expressão do amor de Katriana por sua filha. Do amor que uma mãe, se amasse verdadeiramente sua cria, poderia sentir. O perfeito equilíbrio entre força e doçura."
Sabe aquele conto que você começa a ler sem esperar muita coisa mas no fim acaba se encantando e ficando bem feliz de ter se deixado arriscar pela leitura de algo inesperado? Foi exatamente o que aconteceu aqui, confesso que comecei a leitura sem muitas expectativas, mas não me arrependi, a cada palavra me vi mais envolvida nesse mundo lindo e confesso que quando cheguei no final eu não queria acreditar que tinha acabado.
"A borboleta, por mais estranho que aquilo parecesse, tornou-se sua melhor amiga e companheira. Sempre fechada, sempre sozinha por mais que estivesse acompanhada, Lyriel não via mal em falar com aquela curiosa criatura que jamais a abandonava. Com o tempo, a Dama da Borboleta passou a ser vista como uma protetora excêntrica. Sua beleza e sua bondade a salvaguardavam de denominações mais maldosas, mas era certo que aquela mulher não era comum, falando com sua borboleta como se fala com um amigo. Talvez tivesse sido tocada pela Deusa, e não pudesse ser compreendida pelos mortais comuns. E realmente algum poder circundava Lyriel, algum encanto. Suas vitórias e conquistas na luta pelo convívio entre elfos e humanos seriam cantadas pelos bardos, mas depois de algum tempo ninguém mais sabia seu nome. Ela era apenas a Dama da Borboleta. Um construto. Uma imagem, um conceito andante, alguém que já não se sabia mais quem era além daquilo que realizava."
Logo no início já vemos a aflição de uma mãe que precisa tenta a todo custo salvar a sua fila de ser morta, mas perceber que isso não será algo fácil já que estão sendo perseguidas e seu corpo não tem mais forças, em um determinado momento ela percebe que não tem outra saída, as duas vão acabar mortas, faz uma prece silenciosa a Deusa, mas escolhe ao menos que se ambas precisam morrer que vai ser de uma forma menos dolorosa, já que sua pequena filha conheceu pouco da vida.

A Deusa se sensibiliza daquela prece da mãe e acaba finalmente criando o seu dragão, uma criatura única e maravilhosa que não só salva a sua pequena filha, como o filho de uma outra mãe que também estava prestes a se afogar no rio, deixando para ele a responsabilidade de cuidar da sua pequena Lyriel, que cresce sabendo de sua história, mas ainda sim sendo muito amada por sua família adotiva.
"Deusa, por que nos fizeste tão frágeis? Por que não me proveu de garras e dentes e asas para defender minha cria, como fizeste aos animais e criaturas que vivem nas florestas? Por que não me fizeste nascer uma criatura monstruosa, pois teria eu preferido! Teria eu preferido, pois assim ninguém teria se aproximado de nós, ninguém teria apagado a luz de nossas vidas. As sombras fortalecem aquelas que as seguem. E a luz nos tornou belos e cheios de alegria, mas somos frágeis como a chama de uma vela. Oh, Deusa, quisera eu ser uma mãe fera! Quisera eu ter nascido uma besta..."
Por mais que se trate de uma história curta, é impossível não simpatizar com os personagens e querer saber um pouco mais sobre eles e suas histórias, a carga emocional que o conto trás é enorme, mas nos mostra como o vínculo de amor entre mãe e filha é grande e como o pouco tempo em que passaram junto influenciou em quem Lyriel se tornou, que a carga emocional de Katrina foi passada para a filha em seus últimos momentos mesmo que ela não soubesse disso.
"Por dez anos ela vagou por Edrim. Sozinha ou acompanhada, Lyriel buscava aplacar o anseio em seu peito. Tinha sede de justiça, e também sede de vingança. Lutava por equilibrar essas forças dentro de si, tentava focar-se na justiça, no bem, na vontade de ajudar aqueles que ainda tanto sofriam. Sua espada e seu escudo tornaram-se símbolos de luz e retidão. Era uma paladina. E chamavam-na a “Dama da Borboleta”. Pois onde quer que Lyriel fosse, havia sempre uma borboleta a acompanhando. Grande, com suas asas azuis brilhantes, ninguém sabia ao certo o que aquilo significava – nem mesmo a própria Lyriel – mas dizia-se que certamente seria alguma benção da Deusa."


Resenha | Sob a Luz da Lua (Nighstshade #1) de Andrea Cremer

Calla Thor não é uma menina normal, e sempre soube qual seria seu destino. Depois de formada pela Mountain School, ela deveria se unir a Ren Laroche, prometendo-lhe ser fiel e companheira até o último dia de suas vidas...

Só que Calla, assim como Ren, é tão humana quanto loba. Alfa dos Nightshades, ela é responsável pelo bem estar e segurança dos outros integrantes de sua alcateia e deve obediência aos Defensores, feiticeiros que vigiam os humanos desde tempos imemoriais.

Tudo deveria seguir como planejado: os destinos de Calla e Ren, alfa da matilha dos Banes, sempre estiveram ligados. Mas ela desrespeita todas as regras ao salvar um humano à beira da morte, desafiando as ordens de seus mestres e sua própria sorte.

Ao se envolver com Shay, Calla assume o risco de revelar os segredos de sua espécie, arriscando a vida e traindo seus companheiros. O amor proibido de Calla e Shay fará com que ela questione seu futuro, sua existência e o mundo que conheceu até agora. Ao seguir o coração, Calla pode pôr tudo a perder — inclusive sua vida. Algum amor vale tamanho sacrifício?

 Série Nightshade | Fantasia | 462 páginas | Ano 2011 | Galera Record | Skoob 
Lido em 2 dias | Avaliação 4 estrelas
 
 
"Fiz algumas anotações e tentei me convencer de que aquilo não tinha importância. Meus olhos insistiam em se voltar para a cadeira vazia, e meus dentes, em trincarem-se uns nos outros com tanta força que a dor no queixo era aguda e incômoda."
Esse livro é o primeiro volume da série Nightshade, e sendo bem sincera, confesso que seria apenas mais um livro cheio de clichês daquele romance proibido entre um humano e um ser sobrenatural. Claro que o livro apresenta elementos em comum com outras histórias já conhecidas, mas é desenvolvida de uma forma bem original que prende o leitor a cada momento querendo saber mais sobre esses personagens com características tão únicas e marcantes.
"A sensação foi familiar e estranha ao mesmo tempo. Senti um arrepio parecido àquele quando eu começava uma caçada. Com Ren, meu desejo aparecia subitamente, como a raiva, como um desafio. Shay evocava em mim uma paixão branda, um calor insistente, contínuo. Não havia matilha, mestre ou mestra. Apenas ele e eu - e seu toque ardia em locais do meu corpo prometidos para outra pessoa."
Confesso que sou o tipo de pessoa que tem um grande ponto fraco por capas bonitas, e isso aconteceu - sem a menor sombra de dúvida com esse livro -, que já queria o livro antes mesmo de ter lido a sinopse ou de ter a menor ideia sobre o que se tratava a trama. Depois que li a sinopse a certeza foi total, afinal, o livro tinha tudo aquilo que me encanta em histórias, com personagens extremamente bem caracterizados, não somos bombardeados - ainda bem - por um romance cheio de melação, mocinhas que precisam ser salvas e rapazes bonitões.

Para quem leu o prequel dessa história vemos que tem muito mais coisa envolvida do que só um garoto perdido que queria conhecer melhor o lugar - e fugir de loucura de sua nova casa -, mas é ali que tudo muda, que vemos de fato que a história vai se desenvolver muito mais do que no menino chateado por ter se mudado de cidade no seu último ano e ter que começar tudo de novo.
"Meus dedos tremeram ainda mais com seu toque; gotas ardentes e incontroláveis caíram dos cantos dos meus olhos. As lágrimas escorreram, turvando minha visão. Por que ele ainda me toca? Ele não entende? Puxei minha mão violentamente e dei um passo desastrado para trás."
Nesse livro, vemos a história um pouco diferente do que conhecemos, não é aquele caso clássico do lobisomem - que aqui são chamados de guardiões - que se transforma quando a lua cheia aparece no céu.

Os lobos também conhecidos como Guardiões se transforma quando querem e bebem sangue um do outro para se curarem, tem como principal missão proteger locais sagrados e os Defensores. Aqueles que possuem magia são conhecidos como Defensores - não me venha chamá-los de feiticeiros - são os responsáveis por manterem o equilíbrio do mundo, são os mestres da matilha e os responsáveis por tomarem as decisões importantes que são acatadas não só pelo alfa como por toda a matilha.

Vemos que na trama é muito bem definida a ordem social entre Guardiões e Defensores, até mesmo os humanos sabem o seu lugar nessa ordem - e se mantém o mais longe possível -, vemos de forma bem clara que existem uma ordem de poder e subordinação bem definida. Mesmo não possuindo livre arbítrio os Guardiões respondem aos Defensores - mesmo quando discordam das escolhas e atitudes destes - com uma conexão quase sagrada.
"Apoiei a testa no seu pescoço, ciente de que eu queria mais do que sua ajuda. O cheiro fresco da sua pele aplacou minha raiva. Ouvi as batidas do seu coração dispararem ao meu toque. Permiti-me pressionar o corpo contra o seu e me deliciei com a forma como seus músculos incendiaram minha pele."
Desde o início do livro podemos perceber que a protagonista Calla é bem diferente, ela toma decisões inteligentes, mesmo sabendo que algumas podem vir a complicar sua vida no futuro, ela é uma alfa e se sente completamente responsável pelo bem estar dos membros de sua matilha. Desde o início podemos perceber que Calla não tem medo de se envolver em brigas - se for necessário - tem uma forma de pensar única pode não ser muito bem aceita pela maioria dos Guardiões. Ela tenta fazer o certo, mas isso não faz com que todas as suas decisões sejam corretas, ou livres de consequências.

Em outro ponto temos Ren, o alfa de outra matilha, aquele que está destinado a ser o parceiro de Calla para a vida, mas ele tem um gênio bem único, muitas vezes sendo extremamente irritante. Como um alfa macho, ele é bem territorial, irritável, ciumento e faz questão de deixar isso bem claro a todos os momentos, principalmente depois de ver os olhares de Shay para Calla. Mesmo com esse jeito um tanto bruto ele sabe ser fofo quando quer e procura sempre deixar Calla confortável, demonstrando que para ele aquela união não é só uma obrigação, ele de fato gosta da garota que está predestinada a ser sua parceira.

E temos Shay, um humano que parece não ter o mínimo de noção ou medo do perigo, quanto mais sabemos sobre esse recém chegado, mais descobrimos que não fazemos ideia de quem ele é, e esse ar misterioso faz com que o leitor fique cada vez mais interessado no que está acontecendo em toda a cidade.

Depois desses três que são os que mais se destacam, temos outros personagens que a cada momento fazem a trama mais envolvente e muitas vezes aliviam a carga pesada que a história poderia ter, os membros das matilhas Nightshade - que seguem Calla - como os da Bane - que seguem Ren - são completamente diferentes entre si, e vemos que mesmo com essas diferenças, quando as matilhas precisam se unir os dois grupos se unem de uma forma incrível, se completam de uma forma única.
"Fitei-o, em silêncio, imóvel. Ele me olhou surpreendido e, então, lentamente, estendeu o braço e deu alguns passos na minha direção. Quando percebi o que ele pretendia fazer, rosnei e ameacei morder seus dedos. Ele pulou para trás e soltou um palavrão. Passei para a forma humana."
A leitura acontece de forma extremamente natural e fluida, mas em alguns pontos se mostra repetitiva, não dentro do livro, mas com outras histórias também.

O triângulo amoroso formado por Calla, Ren e Shay é perceptível de cara, quando a garota se sente na obrigação de salvar o garoto humano. Desde então vemos em Shay um garoto que está intrigado com o que ele viu e tenta descobrir um pouco mais sobre esse novo mundo no qual ele acabou caindo por acidente - ou não -, vemos em Calla uma garota que começa a ficar confusa, primeiro querendo negar tudo aquilo, mas depois faz o que acha certo, explicando para o garoto as coisas sobre esse novo mundo, mesmo que isso represente um risco para ambos, em contra-partida temos Ren que mesmo sabendo que seu destino e o de Calla já estão definidos - pelos defensores - ele ainda sente que não quer que a relação seja somente por obrigação e está disposto a conquistar a garota  e mostrar a ela que se importa com ela e o bem estar de sua matilha.
"Não imaginava que seria tão difícil pedir algo que eu queria. Não estava acostumada a fazer pedidos, mas, ao menos dessa vez, que se danassem os Defensores e suas leis. Era isso o que eles conseguiriam por me mandarem passar tanto tempo com um garoto tão lindo. Meu primeiro beijo deveria ser somente meu."


Resenha | Dias de Sombras (Nightshade #0.5) de Andrea Cremer

Este é uma prequel, que é tipo uma introdução para apresentar um dos personagens principais do primeiro livro.






Série Nightshade | Fantasia | 79 páginas | Ano 2010 | Skoob
Lido em 1 dia | Avaliação 3 estrelas

"O ar que entrou quando eu abri a janela estava seco, afiado e penetrante. Tremi reflexivamente."
A história começa com Seamus recebendo uma ligação de seu tio, onde é informado que irá se mudar de cidade, logo vemos ele contar isso para Ally e a partir daí vemos que o garoto tem um grupo de amigo que vai sentir a sua falta de uma forma que ele mesmo nem imaginava, mas eles estão dispostos a fazerem as últimas noites do garoto em Portland inesquecíveis, dando a ele várias despedidas.

Assim que ele chega no seu novo lar, é fácil perceber que ele e o tio não possuem exatamente uma boa relação, ela é mantida por respeito, mas não se trata de duas pessoas que vão conversar sobre os mais variados assuntos. Da mesma forma que as primeiras pessoas que o garoto conhece assim que chega a sua nova casa, não são exatamente como ele esperaria.

"Eu queria fingir que aquilo não tinha acontecido. Que eu não tinha saído da cama e me arrastado lá pra cima. Que eu não tinha atacado uma escultura com um bastão de beisebol. E acima de tudo, que sob o barulho da madeira contra o mármore, eu não tinha ouvido risadas."
Logo que Seamus chega na propriedade Rowan já vemos que ele não fica muito feliz com o lugar, que apesar de ser enorme e ter muitas salas e quartos, é um lugar vazio, onde o garoto ficará sozinho passando seus dias e noites, apesar de ficar lá sozinho a maior parte do tempo, Seamus foi proibido de entrar em alguns lugares, o que deixou o garoto um pouco frustrado no início. Fora que a decoração cheia de esculturas e quadros com imagens um tanto perturbadoras não é exatamente algo que agrade muita gente, ainda mais um adolescente.

O único lugar da propriedade onde Seamus de fato se sente a vontade é em seu quarto, onde ele pediu ao tio para que ninguém - nem mesmo a equipe de limpeza - entrasse, garantindo que ele deixaria o local arrumado. Mas as coisas mudam quando, mesmo sozinho na casa, Seamus começa a ouvir barulhos no meio da noite e esses sons o fazem acordar.

"Eu queria gritar e pular ao redor deles como um maníaco apenas para ver se eles manteriam o ato de deferência ou iria espancar-me como qualquer pessoa sensata. Por muito enervante que o pessoal silencioso fosse, a ante sala em si era ainda mais assustadora."
Logo de cara conhecemos Seamus, que é o protagonista desse livro, muitas vezes chamado de Shay por seu tio Bosque. Por mais que ele goste de morar em Portland, ele sabe que quando seu tio lhe informou que iria se mudar, não tinha muito o que fazer se não aceitar, então mesmo contra a sua vontade vemos Seamus se despedir de seus amigos e arrumar as suas coisas.

Bosque é o tio do protagonista, aparentemente um homem que vive trabalhando e tem pouco tempo para estar com a família, mas isso não significa que ele deixa seu sobrinho jogado por aí sem nenhum tipo de apoio, a sua ausência é suprida por uma mesada que permite ao sobrinho comprar bastante coisas - mas ele não o faz, mesmo tendo condições caso quisesse.

Logan é a primeira pessoa da sua idade que Seamus conhece assim que chega, mas diferente do que seu tio desejaria os dois apesar de se tratarem de forma educada não possuem os mesmos gostos, e ambos parecem saber que não vão ser amigos. Ao menos não até o momento que um deles estiver disposto a mudar ou pelo menos aceitar alguém que é bastante diferente de si.

"A melhor coisa do inglês é a sua inventividade. Há sempre palavras novas. Se você expressar apenas pelos palavrões padrões, você não está se esforçando o suficiente."
De uma forma geral, o livro como um todo nos apresenta não só os personagens como o mistério envolvido naquela mansão - o que desperta não só a curiosidade do personagem principal como também do leitor que fica querendo entender o que está acontecendo, e principalmente o motivo de tudo isso ter começado depois que o garoto foi deixado sozinho na casa.

A autora soube aproveitar pequenos ganchos para deixar o leitor intrigado com a história e querendo saber um pouco mais sobre tudo o que está acontecendo, despertando o interesse para a leitura da série Nightshade.

"Minha respiração ficou presa em minha a garganta. Depois de todos os pesadelos e referências ao inferno, eu esperava que as fechaduras estivessem guardando alguma coisa horrível. Eu não podia ter estado mais errado."
Os pontos mencionados na leitura se relacionam de forma natural, o que faz com que a leitura aconteça de forma natural. A mansão para onde Seamus muda apresenta muitas características únicas que despertam não só a curiosidade do protagonista, como também de quem está lendo a história que busca entender o que está acontecendo.

"Um homem que parecia ser tanto meu avô como membro de uma gangue de motoqueiros, saiu da casa estilo rancho."
Esse livro - prequel - não chegou a ser publicado no Brasil, por isso essa resenha é feita baseado em uma versão que foi encontrada para download disponível na internet. O que pode resultar em alguns pequenos erros de tradução, mas nada que interfira de forma significativa para o entendimento da história.

"Não só eu estava me mudando para um pequeno castelo, como aparentemente eu tinha sido transportado através do tempo para o século XIX."


Resenha | Janeiro Proibido (De Janeiro a Janeiro #1) de Aline Sant'Ana

Para Gabriela, Janeiro é sempre um mês complicado. Ao mesmo tempo que deveria ser um mês de diversão, pelas férias, mergulhos na piscina e tudo que se espera desse período, ela precisa enfrentar a presença do homem por quem está perdidamente apaixonada. Mas, o que ela não sabe ainda, é que esse sentimento é recíproco.

Seria tudo muito simples, se esse não fosse um amor proibido.

Após sucumbirem ao desejo impossível de controlar, Gabriela e Raphael precisarão tomar a decisão que poderá mudar o curso de suas vidas. Será que seu amor é forte o suficiente para lidar com as críticas e o preconceito da sua família? Ou será que é mais fácil desistir?


 Série De Janeiro a Janeiro | Romance | 70 páginas | Ano 2015 | Charme | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 4 estrelas
 
  

"Parecia que dias, meses e anos haviam se passado. Mas a verdade é que em vinte e quatro horas muita coisa pode acontecer. O homem que você ama pode morrer, você pode perder um emprego, descobrir que está grávida, ter uma notícia maravilhosa de que ganhou na loteria."
Desde o início desse livro já é possível perceber a forte atração existente entre Gabriela e Raphael, mas seria muito mais fácil viver esse amor se eles não fossem primos, ou se pelo menos imaginassem que alguém na família iria aceitar aquilo, mas todos parecem ter a mesma opinião, que relacionamentos devem ser feitos com amor, mas com pessoas de outras famílias.

"Amar alguém por anos, sendo que essa pessoa não poderia ficar com você, era como se colocasse uma arma na cabeça e brincasse de roleta russa; uma hora ia explodir e eu não conseguiria conter as repercussões. Uma hora, alguém iria interpretar os olhares, os toques por baixo da mesa, os sorrisos e os momentos que iam além da amizade entre primo e prima."
Logo vemos que os dois personagens sentem bastante ciúmes com relação ao outro, mas não admitem isso em voz alta, ao menos não de uma forma que pareça algo mais o que aquele ciúme de 'irmão/primo', até que surge a história de uma namorada e Gabriela não consegue mais se segurar, querendo se afastar e sofrer sozinha por ter se permitido gostar de Raphael.

"O semblante era doce, mas amargo; agridoce, porque ele sabia que era mais difícil do que poderíamos admitir. Mesmo sabendo dos seus sentimentos por mim, da sua luta sobre a atração desde os meus quinze anos de idade, compreendia que eu, aos olhos de muita gente, era ainda uma garota. Provavelmente, diriam coisas horríveis dele se descobrissem. E como poderiam interpretar isso? É sempre o homem que toma as atitudes, é sempre o cara que corre atrás, e por mais que nós soubéssemos o quanto gostávamos um do outro, ninguém encararia isso de maneira tranquila."
Nesse conto é fácil perceber que o complicado dessa história de amor entre primos não é só o tabu em torno desse amor e o preconceito da família, muitas vezes é o preconceito do próprio casal que complica as coisas, aqui vemos que mesmo se amando a muito tempo Gabriela e Raphael evitaram ao máximo aquilo, tentaram de todas as formas se envolverem com outras pessoas para evitar esse amor, até que não conseguiram mais resistir.

"No mesmo segundo em que ela soltou a bomba, fiquei dura. Meus músculos todos tremeram e a reação do meu corpo era demonstrar cada pedacinho do meu sentimento por ele. Sei disso porque não estava fazendo nada para omitir o rubor nas minhas bochechas e o abrir e o fechar dos meus lábios."


Resenha | Dezembro (A Garota do Calendário #12) de Audrey Carlan


O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro.

Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em dezembro, Mia irá a Aspen, a estação de esqui mais celebrada pelos americanos endinheirados. Um homem misterioso pagou uma bolada para que ela fosse até lá. E o que Mia vai encontrar nas montanhas geladas vai mudar sua vida para sempre.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Nós cinco bebemos e comemos toneladas de comida, até que Matt se ofereceu para parar de beber e ser o motorista da vez. O restante de nós manteve o pique, pois todos tínhamos recebido um golpe duro a respeito da nossa mãe. O que havia a fazer senão viver o hoje? E foi o que fizemos. A noite toda."

Eu até entendo a ideia da autora em mostra que Mia quer cumprir aquilo que ela se comprometeu a fazer logo no início, mas ela concordou com o serviço de acompanhante por necessidade, e não faz muito sentido ela continuar com isso depois de descobrir que tem dinheiro. Nesse último mês a autora tentou focar um pouco na história pessoal de Mia e em seus traumas de infância, envolvendo ambos os pais.

"Naquele momento, percebi todo o significado do “Mia e eu”. Nós não estávamos apenas juntos. Éramos parte de um nós, uma equipe. Assim que nos casássemos, na próxima semana, seríamos referenciados como “os Channing”. Eu nunca tinha sido parte de algo assim. E precisava admitir, enquanto observava Wes abraçar sua família e acariciar a barriga, ainda lisa, da irmã, que ser parte de algo maior, uma família amorosa, realmente era o que importava. Eu entendia agora."

Depois de encontrar o amor com o seu primeiro cliente, Mia e Wes estão prestes a se casar e eles pretendem passar o natal em família, em Aspen. Mas enquanto estão na cidade, Mia trabalha realizando entrevistas com artistas locais - e no decorrer do livro já é possível ter um palpite sobre o que vai acontecer nesse livro - e uma grande surpresa aguarda a protagonista que finalmente encontra respostas para fechar a única ponta solta de sua vida e poder finalmente iniciar uma nova jornada ao lado de Wes.

"Suspirei e curti a sensação de estar olhando para minha primeira árvore de Natal com meus irmãos. Mesmo com o assunto sobre o aparecimento da nossa mãe pairando sobre a nossa cabeça, nós ainda tínhamos isso. Família. Não importava o que acontecesse. Nós éramos mais fortes pelo que havíamos enfrentado. Isso nos fazia valorizar ainda mais o que tínhamos. Momentos como aquele eram novas e belas lembranças que eu levaria comigo até o último dia da minha vida."

Se tem uma coisa que podemos perceber nesse livro é que Mia está perto de finalmente conseguir os seu felizes para sempre, seu quadro em um programa de sucesso vem sendo muito bem recebido pelas pessoas - a protagonista soube aproveitar bem os 15 minutos de fama que teve ao acompanhar alguns de seus clientes -, seu relacionamento com Wes está melhor, assim como sua melhor amiga e sua irmã estão seguindo seus caminhos, até que Mia precisa entrevistar artistas locais em Aspen.

Tudo bem que a ideia é interessante, Mia finalmente pode confrontar a mãe sobre o motivo de ter sido deixada para trás, mas é bem desnecessária, afinal esse novo encontro não vai causar nenhuma reviravolta impactante na vida da protagonista, ela aprendeu a se virar sozinha, resolver seus problemas - e dos outros - e agora que sua vida finalmente parecer estar entrando nos eixos que a mãe resolve aparecer? Ela bem que poderia ter aparecido antes, quando ela precisava, não a abandonando junto com a irmã e um pai que não teve condições de cuidar delas.

"Entreguei a ele a caixa um pouco maior do que a que tinha me dado. Ele sorriu e rasgou o papel da mesma forma que Isabel fizera. Isso me esclareceu algo mais sobre aquele homem: ele adorava ganhar presentes. Tomei nota disso para referência futura, já que planejava mimá-lo absurdamente em seu aniversário, se isso lhe proporcionasse aquele nível de alegria."

Eu entendo - ou pelo menos acho que sim - o que a autora quis fazer ao colocar a presença da mãe de Mia nesse livro, afinal, ela queria mostrar que a mulher não foi uma completa irresponsável, mas por mais que ela tivesse problemas, ela poderia ter procurado os filhos depois que estivesse melhor, não só agora que Mia estava bem com o seu programa de televisão, afinal, em outros momentos da vida, ela e a irmã teriam se sentido muito bem em ter um apoio feminino.

Confesso que não entendi muito o final dado ao pai de Mia, ok, ele não foi o melhor pai do mundo, mas ainda sim era o pai dela, tudo isso de certa forma começou por causa dele, e mesmo que tenha sido de uma forma completamente inusitada - e até errada - se não fosse por ele é bem provável que o casamento de Mia e Wes nem acontecesse - afinal, qual seria a chance de seus mundos se cruzarem?

"Em última análise, independentemente da sua doença ou transtorno, eu precisava que ela se preocupasse mais comigo do que consigo mesma. Eu imaginava que um problema grave como o dela fosse difícil, mas precisava de pessoas solidárias no meu mundo, pessoas que se preocupassem umas com as outras. Naquele momento, eu não tinha espaço para ajudar a juntar os cacos do meu passado com uma mulher que não tinha feito nada além de me deixar para trás."

Um ponto interessante foi a forma como a autora procurou deixar os leitores cientes de como estavam todos os clientes e pessoas importantes que passaram pela vida de Mia durante esse ano, afinal, podemos ver que muito do que a personagem se tornou se deve a eles, mas pela descrição dela, alguns mudaram bastante enquanto outros, não mudaram nada.

"A mão de Maddy apertou a minha debaixo da mesa. Ouvir sobre outra pessoa sofrendo da mesma forma que nós havíamos sofrido atingia muito mais a alma suave da minha irmã do que a minha. Só que não havia motivo para isso. Nossa mãe tinha uma casa acolhedora. E optou por abandoná-la. Não haveria nenhuma empatia da minha parte."


Resenha | Novembro (A Garota do Calendário #11) de Audrey Carlan


O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em novembro, Mia viajará novamente para Nova York por motivos profissionais, mas dessa vez o trabalho é diferente. Ela precisará entrar em contato com celebridades - sorte dela que alguns dos amigos que fez em sua jornada estão prontos para ajudá-la!


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

 

"Todo dia eu me surpreendia com o quanto amava minha vida e como minha sorte tinha mudado de forma exponencial desde que eu começara a minha jornada, quase um ano antes."

O serviço de acompanhante está quase chegando ao fim e a vida de Mia parece que finalmente vai entrar nos eixos, afinal, esse ano fez com que ela ficasse bastante conhecida ao ser vista sempre na companhia de celebridades e pessoas importantes, as coisas podem não ter sido exatamente como ela imaginava para a carreira de atriz que ela tanto temeu quando iniciou o trabalho como acompanhante, mas essa publicidade com os amigos famosos fez com que recebesse um convite para ter o seu programa televisivo, e vamos concordar que isso não é uma coisa ruim.

Depois de tudo o que Wes passou, ele finalmente está se recuperando, o relacionamento dos dois parece estar tendo progressos. Mas graças ao programa televisivo de Mia eles vão viajar bastante nesse mês, e também terão a visita de muitas pessoas, muitos amigos que conhecemos no decorrer da série.

"Ela estava parada num canto, observando com nervosismo. Eu diria que ela não tinha gostado do início do quadro, porque dava para sentir a tensão que irradiava daquele lado da sala. No entanto, Mace e eu concordamos que era hora de fazer o mundo enxergar que o tempo que passamos juntos não foi grande coisa e, mais ainda, que ele estava cansado de manter o relacionamento dos dois em segredo. Claro que havia boatos de que ela era sua namorada, mas eles nunca confirmaram. As revistas de fofocas conseguiram algumas fotos deles juntos, mas nenhuma palavra oficial tinha sido dada até agora. Era fácil despistar a imprensa com a desculpa de que era uma reunião com sua relações-públicas."

Vemos que Mia está sendo um grande sucesso em seu quadro no programa televisivo, vários personagens de livros anteriores aparecem e o mais importante, depois de tanto sofrimento, temos finalmente Wes voltando a ser ele mesmo. Com a ajuda de Wes ela passa a ter incríveis roteiros para o seu quadro no programa, mas com a ajuda de seus amigos ela também consegue as melhores entrevistas, vamos concordar que com os contatos que Mia fez isso não ficou muito difícil.

"Com as mãos em meus quadris, eu o deixei me mover para cima e para baixo, no ritmo que ele estabeleceu. Com Wes, todas as vezes eram incríveis. Não havia absolutamente nada como o prazer que eu sentia quando ele estava fundo dentro de mim. Eu nunca superaria isso. Sabia que, não importava o que o futuro nos reservasse, eu morreria querendo estar apenas com esse homem pelo resto da vida."

Um dos pontos mais fáceis de se perceber nesse livro é o quanto Mia cresceu, não só como profissional, mas também como pessoa, vemos como ela desenvolveu um novo olhar para o mundo e como depois de passar a maior parte de sua vida cuidado de sua irmã mais nova e contando somente com o apoio de sua melhor amiga, ela percebe que tem o apoio incondicional de pessoas que se importam com ela, de uma família que é formada por sentimentos que vão muito além de laços sanguíneos. Como o decorrer do ano havia de fato mostrado a ela que valia a pena confiar na jornada e em tudo o que vinha junto com ela.

O problema que eu vejo nesse crescimento da personagem - não é pela personagem em si, mas pela ideia geral do livro - é que ele sai um pouco desse apelo sexual que se teve na maior parte dos livros da série, o que faz com que esse livro fuja um pouco da ideia geral.

"Realmente, acho que é por isso que eu sou grata este ano. Pelo amor. Em todas as suas formas."


Resenha | Outubro (A Garota do Calendário #10) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Outubro virá com um sopro de novidade para Mia. Agora que as coisas estão quase todas resolvidas em sua vida, ela pode se estabelecer com o homem que ama e dar uma nova direção para sua carreira.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dias | Avaliação: 2 estrelas

  

"Leve. Foi assim que eu me senti. A sonolência me atingiu enquanto braços fortes me abraçavam apertado. Aconcheguei-me mais ao calor, esfregando o nariz nele, inalando o perfume masculino familiar. As poucas noites em que pude dormir tranquilamente eram sempre repletas de lembranças dele. Em vez de afastá-las, esta noite eu me entregaria a elas. Deixaria a alegria de tê-lo aqui comigo, cuidando de mim, se infiltrar em meus ossos, envolver meu coração e protegê-lo. Imaginei Wes me colocando na cama. Na nossa cama. O travesseiro tinha o cheiro dele, de mar, areia e aquele algo a mais que era puramente Wes. Ele permanecia lá. Esfreguei o rosto no algodão macio."
Nesse livro vemos que Wes ainda está tentando se recuperar do que aconteceu, mas tudo vem sendo muito confuso, ele sofre constantemente com pesadelos do terrível confinamento. Vemos que Wes não parece lhe dar muito bem com isso, claro que o que aconteceu com ele foi grave - no meu ponto de vista um pouco desnecessário e tirou um pouco o foco do livro que era Mia conseguir o dinheiro para pagar Blaine - mas ainda sim, vemos que agora parece que finalmente a autora resolveu levar situações traumáticas como algo traumático.

Vemos que após ter trabalhado com tanta gente famosa, o rosto de Mia ficou conhecido o que leva uma rede de televisão a lhe oferecer a oportunidade de ter um quadro em um programa já conhecido e estabilizado, mas isso não quer dizer que Mia desistiu completamente do seu sonho de ser atriz.

"Muito lentamente, movi os braços, tensa e preparada para atacar. Apertei a mão em punho, preparei o cotovelo para golpear, me inclinar e rolar, como tinha aprendido na escola, na aula de defesa pessoal. Só então pararia. Golpear. Me inclinar. Rolar. Repeti o mantra mentalmente. Golpear. Rolar. Cair. Realmente cair pela lateral da cama e correr feito louca."
O problema que vejo na história - além da "recuperação" de Wes - é que Mia, é orgulhosa demais e quer conseguir o dinheiro por conta própria para pagar a dívida do pai - passa até mesmo a impressão de que ela precisa provar isso para alguém -, não me entenda mal, sei que ela quer livrar o pai da dívida com Blaine, afinal, é por causa dela que ele foi para no hospital e também por conta disso que ela, a irmã e sua melhor amiga tiveram as vidas ameaçadas, então porque simplesmente ela não pegaria o dinheiro na conta bancária milionária a qual ela é dona e tem acesso? Simplesmente por orgulho? Até mesmo isso tem um limite aceitável.

"Coloquei a mão sobre sua boca, mas ela continuou jorrando palavras de baixo calão, defendendo o que achava que era minha honra ao tentar se libertar. Eu tinha cerca de dezoito quilos a mais que aquela magricela de um metro e meio. Segurá-la tinha se tornado a minha especialidade depois de todos aqueles anos."
Confesso que nos outros livros o Wes foi um cliente da Mia que mostrou que sentia algo mais por ela, e muitas vezes despertou nos leitores um interesse para que os dois personagens ficassem juntos, mas bem, a autora conseguiu acabar com tudo isso agora no mês de Outubro, tudo bem que a situação vivida por ele foi traumática, mas durante todos os outros livros vemos a autora procurando fazer Mia aprender algo com os seus clientes, crescer, e agora nesse livro ela simplesmente era a "prostituta" particular de Wes para que ele saísse da escuridão de volta para o mundo real e a única forma que encontram foi através do sexo - mas essa desculpa não colou muito bem não.

"Fez-se um silêncio mortal. Tudo o que eu podia ouvir era sua respiração enquanto a imaginava correndo pela casa, fazendo coisas aleatórias e se preparando para a mudança de vida."
A medida que a série vai chegando ao final a impressão que me passa é que a autora se perdeu um pouco, que escrever uma história envolvente e que conversasse entre si em doze volumes é muito complicado, aos poucos parece que ela foi perdendo o foco, a questão é saber se ela vai conseguir manter uma história que prenda a atenção do leitor ou vai se perder cada vez mais na trama criada por ela mesma.

"Estreitei as sobrancelhas, olhando para o telefone como se aquilo fosse esclarecer a merda que a minha tia estava falando. Eu sabia que ela não estava organizando agenda nenhuma, pois eu já tinha avisado que, quando o mês terminasse, não pegaria mais trabalhos. Eu pagaria Max e arranjaria o que fazer, embora aquela proposta fosse o meu sonho. Participação fixa em um programa de TV? Trabalho fixo fazendo algo que eu amava? Retorcendo as mãos embaixo da mesa, rezei para que Millie soubesse o que estava fazendo e não estragasse aquela oportunidade. Fé. Eu tinha que ter fé. Ela tinha feito com que eu chegasse muito longe. Não havia razão para acreditar que ela não consideraria meus melhores interesses para o futuro também."


Resenha ||| O Julgamento Final - Camila Moreira

Título: O Julgamento Final
Série: O Amor Não Tem Leis
Autora: Camila Moreira
Páginas: 263
Editora: Suma de Letras
Lançamento: 2014
Nota: 5/5
Skoob
O amor não tem leis – O julgamento final, a continuação da história de amor entre Maria Clara e Alexandre Ferraz.
O destino mais uma vez afasta Maria Clara de seu grande amor. Um trágico acontecimento obriga a jovem a abandonar Alexandre Ferraz no momento em que ele mais precisa dela. Sentindo-se culpada pelo acidente que pode ter tirado a vida de Diego, irmão de Alexandre, Maria Clara não vê outra alternativa a não ser fugir e buscar consolo nos braços Derek Mayer, o ex-namorado.
Desesperado, Ferraz não consegue entender como ela teve coragem de desaparecer. Com a tragédia que atingiu o irmão, ele descobrirá que o que sente por sua menina é mais forte do que imaginava.
Em O amor não tem leis – O julgamento final, o dr. Alexandre Ferraz tem em mãos o caso mais difícil de sua vida: conquistar o amor de uma mulher determinada a não amar.
"Ele disse isso tentando usar um tom de voz bavo, mas eu sabia que estava se divertindo tanto quanto eu."

O primeiro livro termina com Clara colocando um fim no seu relacionamento com Alexandre, sem que ele entenda o motivo disso, após o acidente que deixa Diego entre a vida e a morte vemos que Clara é remetida ao seu passado e mais uma vez ela se considera responsável pela perda de uma pessoa que ela gosta muito.

Vemos Clara assumir a culpa de tudo o que aconteceu, ela nãoa credita que mereça ser feliz depois de tudo, afinal, ela teve muito sofrimento em sua vida, e também - acredita - que causou muito sofrimento à outras pessoas, isso e o fato de ser cabeça-dura faz com que mesmo querendo se reaproximar ela e Alexandre fiquem cada vez mais distantes um do outro.

Diferente de Clara, Alexandre se recusa a tentar se reaproximar de seu amor por ainda guardar rancor e ter sido abandonado em um momento que precisava do apoio dela. Mas uma coisa é nítida a todo momento, os dois personagens se amam e estão sofrendo bastante pelo que aconteceu

Entre muitas idas e vindas não sabemos ao certo qual é o mais marcante desse casal, se é o seu amor ou a teimosia de ambos que quase faz com que eles percam tudo. A palavra que define esse livro é sofrimento, afinal, mesmo acontecendo coisas boas vemos Clara e Alexandre sofrendo bastante.

Vemos ainda no trabalho da autora como é importante sabermos superar as coisas que acontecem, que muitas vezes alguns sentimentos serão responsáveis por não deixar que você seja feliz em sua vida, que o tempo e o amor são de extrema importância para curar as feridas, como é preciso muitas vezes deixar de lado o orgulho ou a mágia e aprender a ouvir o outro ponto da história, que por mais que as suas experiências de vida tenham te ajudado a tornar a pessoa que você é hoje, é importante saber deixar o passado no passado, guardar suas lembranças com carinho, mas não permitir que ele interfira em sua vida a ponto de prejudicar o seu futuro.


Resenha | Setembro (A Garota do Calendário #9) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo.

Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em setembro, Mia será obrigada a dar o cano no cliente do mês, pois um problema urgente de família exige sua atenção. Ela vai voltar para Las Vegas e ficar cara a cara com o passado, num reencontro que pode reabrir feridas antigas.


Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas


"Assim que entrei na cafeteria, me arrastei até a máquina de café, coloquei cinquenta e cinco centavos nela e um copo de papel na saída. O café era horrível, mas ajudava a me manter acordada. Bem, por cerca de uma hora, então eu precisava caminhar novamente até a máquina feito um zumbi. Era uma das rotinas que eu repetia várias vezes ao dia."
Quando Mia aceitou o emprego de acompanhante ela precisava muito do dinheiro para quitar a dívida de seu pai não só ela como também sua irmã mais nova de "herdarem" a dívida de seu ai, mas ela nunca pensou que chegaria um momento em que a dívida estaria quase paga e que ela teria que dar o bolo em um cliente. Não que o emprego seja o dos sonhos, ele está longe de ser, mas a verdade é que Mia aprendeu a conviver com essa vida de acompanhante e a ver os benefícios que isso poderia vir a lhe trazer.

Não que eu tenha sido tola a ponto de acreditar que essa jornada de Mia seria fácil, desde o início sabíamos que não seria, mas confesso que não pensei que as coisas seriam assim também., a cada momento aparecem mais coisas para complicarem sua jornada o que torna bem difícil acreditar que em algum momento Mia encontrará o seu final feliz.

"Do nada, me senti leve, como se tivesse asas e fosse para um destino desconhecido. Depois de alguns solavancos, fui depositada em uma nuvem, com camadas macias de algodão, e um edredom de plumas fofinho foi colocado sobre mim. Esfreguei o rosto contra ele, desejando nunca mais abrir os olhos."
Os problemas se complicam cada vez mais, e nesse mês não é diferente, vemos que um problema - que poderia ter sido resolvido em Janeiro - se estende até agora, tudo porque Mia quer ser autossuficiente e não depender da ajuda de seus amigos e de pessoas que se importam com ela.

Eu entendo que a vida dela foi difícil e a todo momento a autora reforça que Mia aprendeu a se virar desde pequena cuidado de si mesma e de sua irmã, que para ela pedir ajuda é uma coisa difícil, mas para quem acompanhou os livros até o momento sabe muito bem que não seria necessariamente um "favor" podemos até classificar tudo como um empréstimo em família.

"Eu nunca tivera alguém em quem me apoiar, uma pessoa que largasse tudo para estar comigo quando eu precisasse. E bem ali, presa em seus braços aconchegantes, ele deixou uma marca em minha alma. Eu tinha um irmão e, agora que havia descoberto isso, não queria mais saber como seria a vida sem ele."
O estado de saúde o pai de Mia piora um no final de Agosto, e com isso Mia se esquece completamente do cliente de Setembro que nem chegamos a saber quem é, e pior ainda, Mia ainda fica sem o dinheiro do mês anterior para pagar Blaine já que ao "dar o cano" no cliente ela precisa pagar uma multa para ele, seu pagamento que iria para a dívida vai para o cliente e sabemos que Blaine não é exatamente um cara compreensivo.

"O único problema é que a vida, para mim, já não tinha cor. Tudo o que eu via eram tons de cinza, preto e branco. A beleza ao meu redor havia desaparecido, escoado ralo abaixo, até que todas as cores haviam se tornado nada. Eu me sentia um nada."
Blaine procura deixar claro par Mia que não importa como ela vai conseguir o dinheiro, desde que ele chegue em suas mãos e ele está disposto a fazer com que as pessoas que estão próximas à Mia sofram as consequências caso ela não lhe pague, provando isso através da melhor amiga da protagonista.

"Deslizando a chave na fechadura, abri a porta e entrei devagar, na ponta dos pés. A luminária na mesa lateral do sofá estava acesa, mas nenhum som podia ser ouvido no local. Passei pelo móvel cor de vinho, que era grande demais para o espaço, mas também a peça mais confortável do universo. Quando me sentava em seu estofado macio, ele moldava o formato das minhas coxas e costas e envolvia meu corpo em um abraço de boas-vindas. Sim, o melhor de todos."


Resenha ||| A Cidade Sinistra dos Corvos - Lemony Snicket

Título: A Cidade Sinistra dos Corvos
Série: Desventuras em Série
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 232
Editora: Companhia das Letras
Lançamento: 2003
Nota: 3/5
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Os irmãos Baudelaire não conseguem acreditar no que lêem na primeira página do jornal.
Uma reportagem informa que o pérfido conde Olaf raptou não apenas os irmãos Duncan e Isadora Quagmire, mas também Esmé Squalor. O texto não poderia ser mais enganoso - Esmé tinha sido tutora das crianças recentemente, e os Baudelaire sabem muito bem que ela e o conde Olaf são aliados num plano maligno para se apropriar da fortuna das três crianças.
Violet, catorze anos, é a mais velha dos irmãos Baudelaire, os órfãos mais desafortunados do mundo. Klaus, o irmão do meio, tem treze anos e já leu mais livros do que qualquer criança de sua idade. Sunny, a mais nova, é um bebê pouco maior do que uma melancia.
Assim como os irmãos Duncan e Isadora, as crianças Baudelaire perderam os pais num incêndio, e a amizade com os Quagmire era praticamente o único acontecimento feliz que havia acontecido nas suas vidas desde que ficaram órfãos.
"Por um momento, com todo aquele ar passando por eles velozmente, os órfãos Baudelaire sentiram-se como se também eles pudessem alçar voo pelo ar, para longe do conde Olaf e de todos os seus problemas, e juntar-se ao círculo de corvos no céu do anoitecer."

Vemos nesse livro que os órfãos Baudelaire finalmente parecem estar livres do conde Olaf, mas não se engane, ele pode não aparecer a todo momento, mas um de seus cúmplices está ali desde quando as crianças chegam a C.S.C - a cidade denominada Cuidadores Solitários de Corvídeos - a nova tutora dos órfãos, porque vemos desde o início que eles acreditam que é preciso uma cidade inteira para educar uma criança.

Mas aos poucos vemos que os moradores da cidade estão pouco se importando com as crianças, eles não querem ser responsáveis por elas, e a todo momento os órfãos ficam aos cuidados de Hector - o faz tudo da cidade e a única pessoa que parece de fato se interessar pelo bem estar das crianças -, enquanto os outros moradores da cidade só se preocuam em passar várias tarefas absurdas que esperam que as crianças cumpram.

Além de tudo isso a cidade de C.S.C. é repleta de regras absurdas, e parece que os próprios moradores não conhecem todas, só aquelas que lhes interessam, por isso muitas vezes eles mesmos acabam quebrando alguma, mas ninguém parece conhecer a fundo todas a ponto de se lembrarem.

Mas uma vez vemos que a pessoa responsável pelas crianças não é de muita ajuda, afinal, Hector se sente intimidado pelo Conselho dos Anciãos e não consegue falar nada na presença dessas pessoas, mesmo em momentos que sejam extremamente necessário.

O ponto positivo desse livro é que finalmente os irmãos conseguem libertar ser amigos so trigêmeos Quagmire, mesmo que eles fiquem pouco tempo com os amigos já que algumas coisas acontecem e os impedem de sairem da cidade juntos.


Resenha ||| Dreamville - Laura Melo

Título: Dreamville
Autora: Laura Melo
Páginas: 236
Editora: Fragmentos
Lançamento: 2017
Nota: 5/5
Skoob

Anny Blackmoon é uma garota sonhadora de mechas azuis nos cabelos, que ama fotografia e nerdices, mora num pequeno apartamento no edifício Plinceton, tem uma coelha de estimação e trabalha na biblioteca da Cidade Central de Dreamville.
Desde pequena Anny sonha em conhecer o mundo e se aventurar por lugares fantásticos.
Enxerga tudo da maneira mais inspiradora possível e consegue sempre encontrar magia em cada detalhe, desde as fumacinhas das chaminés dos vizinhos até o sininho da porta do café onde sempre toma seu chocolate quente com marshmallow.
Porém, num dia aparentemente comum, ela descobre que vive dentro de um livro, que sua vida inteira foi e está sendo escrita por algum autor (ou autora) doido qualquer e que ela é justamente isso: um personagem fictício.
Ela então precisa, junto com outras personagens bem diferentes dela, o que inclui um caçador de zumbis, um pirata charmoso, uma feiticeira que ama cozinhar e um goblin (ou melhor: um glow, jamais o chame de goblin) viciado em beterrabas, concluir uma missão importantíssima para enfim libertar sua história e poder trilhá-la da maneira que sempre sonhou, alcançando novas perspectivas antes nunca imaginadas.

"É muito triste e talvez até uma ironia do destino, uma pessoa tão desbravadora e mexedora oficial de coisas antigas ter rinite, não é mesmo?"

Logo no início do livro somos apresentados à Anny, uma garotinha que adora mexer em tudo, mas o sótão é especial para ela, afinal, é ali que ela guarda tudo o que encontra e as coisas que são preciosas para ela são guardada em um baú, seus pequenos tesouros, mas ela acredita que sempre tem algo novo ali a ser descoberto por ela, é dessa forma que a protagonista encontra em baixo de um velho sofá uma chave linda com um formato bastante diferente e que ela acredita ser extremamente mágico, guardando a chave em uma corrente no seu pescoço, mesmo usando sempre em um momento ela para de procurar o que essa chave poderia abrir.

Depois temos uma passagem rápida no tempo e vemos Anny agora com 20 anos, morando sozinha em um apartamento, na verdade não completamente sozinha, ela mora com sua coelha de estimação, sua vida não tem nada de especial como as aventuras que ela sempre lê.

Anny trabalha em uma biblioteca, às vezes faz um bico como babá - afinal um dinheiro extra sempre vai bem - vê pouco seus pais, não tem muitos amigos e ama ficar em casa assistindo filmes e séries, lendo livros e comendo, vamos concordar que muitos leitores provavelmente se identificaram bastante com essa parte.

Depois de estar totalmente acostumada com uma rotina é normal pensar que ela não vai mudar, e muito menos da forma como a de Anny mudou. Era um domingo como qualquer outro, ao menos assim pensava a garota, até que um convite para a inauguração de um café apareceu em baixo de sua porta, como não tinha planos apra fazer nada Anny decidiu que iria, mas algumas horas antes do evento recebeu uma ligação de sua chefe pedindo que ela recebesse um pacote com livros que eram extremamente importantes para a biblioteca, Anny foi à biblioteca e acabou dormindo, perdendo a chegada dos entregadores.

Já havia feito o que sua chefe tinha pedido - receber o pacote - quando ouviu um barulho vindo da estante 25A, Anny foi ver o que era aquilo, quando chegou ao corredor viu livros voando e um portal se abrindo diante de seus olhos, mal sabia ela que ali começaria a sua própria aventura.

Vemos então um mundo completamente diferente, que foge de tudo o que Anny conhecia, mas no fundo é tudo aquilo que ela esperava para viver uma aventura, mesmo que no início ela tenha ficado confusa, primeiro ouviu quatro vozes - daqueles que viriam se tornar seus amigos e companheiros de viagem - e depois magicamente ela estava em cima do telhado - pois é, ela também não sabe como isso aconteceu - e é nessa chaminé que ela fica conhecendo Bruce, Will, Genevra e Tiphy, com a chegada da quinta integrante finalmente o grupo está completo para começar a sua aventura.

Eles foram escolhisdos para uma missão onde outros grupos já fracassaram, eles precisam encontrar o baú de histórias e libertar os diários dos personagens para que assim cada um possa ser 'dono' de sua própria história, e não mais só um personagem que tem a sua vida controlada por um autor - ou autora - maluco.

Vemos que a cada lugar que passam eles encontram os mais diferentes tipos de personagens, ursos que usam chapéus, frutas que cantam, dinossauros, sombras que parecem sem esperança, pedras que reclamam e muitas outras coisas - dessas que só parecem fazer sentido na cabeça dos autores mesmo - assim como os personagens, as cidades por onde passam tem as suas próprias culturas, mas todos estão dispostos a ajudar os aventureiros que chegaram mais longe nessa missão.

De uma forma geral, vamos admitir, não tem como não deixar se envolver pela história e as páginas interativas não tem nem o que falar, é impossível não se encantar por elas. Mas vamos combinar, depois desse livro é impossível não querer que a nossa vida tambés esteja sendo escrita, também queremos a nossa próproa aventura como a da Anny.



Resenha ||| O Elevador Ersatz - Lemony Snicket

Título: O Elevador Ersatz
Série: Desventuras em Série
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 232
Editora: Companhia das Letras
Lançamento: 2003
Nota: 3/5
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Como nos episódios anteriores, o sexto livro de Desventuras em Série está repleto de desgraças, desespero e mal-estar.
Quando essa nova desilusão começa, os irmãos Baudelaire estão acompanhados do Sr. Poe, um executivo de banco que ficara encarregado das crianças depois da morte dos pais deles num horrível incêndio.
Eles vão até a residência da família Squalor, os novos tutores do Baudelaire. O Sr. Poe acredita que ali Violet, Klaus e Sunny estarão a salvo do ganancioso e traiçoeiro Conde Olaf.
A última maldade cometida por Olaf foi raptar os trigêmeos Quagmire, de quem os Baudelaire haviam ficado amigos no colégio interno.
Na nova casa, os irmãos parecem bem instalados, mas uma nova aparição do Conde Olaf vem trazer mais pavor aos Baudelaire. Eles agora têm de descobrir um jeito de se livrar dessa pérfida ameaça.
A resposta pode estar no elevador ersatz, uma escura e assustadora passagem secreta.
"Se você pegasse um saco plástico e o colocasse dentro de uma grande tigela, e depois, usnado uma colher de pau, mexesse bem mexido o saco dentro da tigela, poderia usar a expressão 'saco remexido' para descrever o que teria diante de você, mas não estaria usando a expressão do mesmo modo como estou prestes a usá-la agora."

Como todos os livros anteriores, não se pode alimentar esperanças de que algo bom vai acontecer com os jovens Baudelaire, pois isso mostraria como você vem lendo esses livros sem prestar a mínima atenção, afinal, o Conde Olaf mais uma vez está ali, disposto a inventar um novo plano para colocar as mãos na fortuna dos três irmãos.

Os adultos continuam sendo bastante inúteis para isso, nesse livro através de Jerome que tem preguiça de discutir qualquer coisa com as outras pessoas e por isso aceita tudo o que sua mulher Esme fala.

Enquanto Esme como tutora pouco se importava com as crianças, aparentava não gostar de estar na presença deles assim, como não tinha o menor interesse em lhes dar coisas que os agradariam, simplesmente queria estar na moda e saber o que estavam in ou out, o que por sua vez foi bem chato de se ler.

Vemos uma participação bem pequena do Sr. Poe, que depois de ser promovido em seu emprego, não temmuito tempo nem mesmo para dar atenção ou conhecer os novos tutores dos Baudelaire, deixando os garotos com uma simples informação de em qual andar era o apartamento em que iriam viver assim como a informação de que poderiam ligar para o banco de precisassem de algo, mas sabemos muito bem que essas coisas não funcionam, não nessa história pelo menos.

Dessa vez as crianças de fato só reconheceram o Conde Olaf, em nenhum momento eles suspeitaram dos outros atores presentes à sua volta.

Vemos também como estar morando em um bairro próximo à onde viviam com os pais muitas vezes acabou mexendo com as crianças.


Resenha ||| Desvendando Princesas - Vanessa Marques

Título: Desvendando Princesas
Autora: Vanessa Marques
Páginas: 365
Editora: Planeta Literário
Lançamento: 2015
Nota: 4/5
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São Vicente está em festa!
Finalmente, o príncipe Nicolas Volkovich irá se casar com uma plebéia! A família Haddad está em êxtase porque, em breve, sua primogênita se tornará uma princesa!
Seria um conto de fadas perfeito, se no meio dele não existisse um porém… Luciana, a futura princesa, desapareceu e somente sua irmã poderá ajudá-la.
Isabella Haddad saiu de São Vicente após um momento trágico e prometeu jamais retornar. Seguiu sua vida e teve sua chance de recomeçar. Até que um simples telefonema na madrugada diz exatamente o que ela menos queria: era a hora de voltar para casa!
Será que Isabella conseguirá desvendar o mistério do desaparecimento da princesa e resistir a tudo aquilo que deixou para trás? Até que ponto o perdão pode apagar as mágoas do passado?
"Sua expressão expôs claramente o quanto minha pergunta havia a deixado desconfortável e pouco me importava com isso."

Confesso que no início o livro demorou um pouco para me prender, mas assim que as coisas começaram de fato a acontecer, que passamos a ver mais a fundo tudo o que estava acontecendo dentro do castelo não foi difícil se ver envolvido querendo saber tudo o que iria acontecer.

O livro começa com Isabella rescebendo uma ligação muito estranha de sua irmã Luciana, ao descobrir que ela foi sequestradas, nem mesmo a sua vontade de se manter longe do seu passado a para, e vemos que o destino leva Isabella de volta a sua cidade natal, São Vicente.

As pessoas estão sendo mantidas com poucas informações, e ninguém de dentro do castelo parece saber o motivo de Luciana ter sido sequestrada. Isabella está atrás de pistas para entender tudo o que aconteceu e até mesmo ter uma chance de descobrir onde sua irmã está, mas nada é tão simples.

Vemos que o passado volta para assombrar a protagonista, assim como algumas revelações de coisas que aconteceram, mentiras são descobertas e é inevitável que algumas pessoas fiquem magoadas com essas revelações.

Durante a leitura é impossível não torcer para que Isabella seja feliz, vemos que muita coisa aconteceu na vida dela, mas se a protagonista deixar o seu orgulho um pouco de lado, ela vai ser que tem muias pessoas que a amam e quem sabe assim ela mesma consiga ser feliz.

Confesso que nunca tinha lido nada da autoa e eu realmente gostei da forma como ela abordou tudo, como conseguiu dar importância para a participação de todos os personagens, e mesmo com um numero grande de participações, ela não se desviou da persoangem principal, em vários momentos vimos que ela conseguiu fazer com que a história envolvesse a protagonista sem ficar algo chato.


Resenha ||| Roubada - Lesley Pearse

Título: Roubada
Autora: Lesley Pearse
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2012
Nota: 4/5
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Ao se aproximar, David percebeu, para seu horror, que era uma mulher. Suas pernas desnudas ainda estavam dentro da água e, quando as ondas chegavam, levantavam a saia do vestido e faziam com que se agitassem.
A cabeça não ficou visível até que ele se aproximasse, e David percebeu que ela era jovem, com mais de 20 anos, esguia e bela, e que seu cabelo loiro havia sido cortado de forma descuidada e brutal.
- Quem é você? - ele perguntou, abaixando-se ao seu lado nos pedriscos da praia, erguendo-a até que estivesse sentada e apoiada contra seu ombro. David tomou o pulso da mulher. Embora a pele dela estivesse fria como o gelo e muito enrugada por causa da submersão, ele conseguiu sentir uma pulsação leve.
Contrariando todas as expectativas, ela está viva, mas não faz a menor ideia de quem seja. Contudo, quando sua foto é colocada no jornal local, uma antiga companheira de trabalho no cruzeiro que fez pela América do Sul a reconhece.
Quando uma bela moça loira foi encontrada desacordada em uma praia, ela não tinha nenhuma lembrança de quem era ou dos horrores pelos quais havia passado antes de chegar ali.
A esteticista Dale não via Lotte Wainwright há tempos, mas, para seu pesar, reconheceu sua amiga na foto publicada pela imprensa local em um artigo que noticiava as misteriosas circunstâncias do aparecimento da jovem que, recentemente, havia dado à luz...

"Ela podia fazer qualquer coisa para convencê-los de que estava disposta a ir adiante com o plano de ter um bebê para eles, de que queria apenas o dinheiro e de que nunca falaria sobre o caso para ninguém, mas eles nunca voltariam a confiar nela."

Após ser encontrada em uma praia, em um estado de dar dó, vemos que Lotte deixa muita gente intrigada com o que aconteceu com a garota, afinal, ela perdeu a memória e aparentemente ela tem alguns ferimentos que indicam que algo muito sério aconteceu.

Lotte não é o tipo de pessoa que tem muitos amigos, mas quando as pessoas a conhecem um pouco mais é impossível não se apaixonar pelo jeito delicado, pretativo e meigo da garota. Não importa muito o quanto a situação esteja complicada, aparentemente Lotte sempre está disposta a colocar as necessidades dos outros antes das suas próprias.

Descobrimos que Lotte trabalhou em um navio cruzeiro com Dale e Scott, onde se tornaram grandes amigos, e são eles que a reconhecem em uma foto no jornal, o que faz com que Lotte não seja mais uma pessoa totalmente desconhecida.

Depois que o contrato deles no navio cruzeiro acabou, vemos que Lotte ficou um ano distante, incomunicável e nenhum de seus amigos teve notícias dela, mas ninguém sabia o motivo disso. Quando Dale e Scott encontram Lotte é complicado entender o que aconteceu, já que ela não se lembra deles, mas ao menos já tem alguma lembrança de outros dois amigos.

A medida que Lotte recupera sua memória, vamos descobrindo o que aconteceu, ela acaba sendo sequestrada, mas Dale acaba sendo levada junto com ela, mas ao ficar presa no cativeiro, a memória de Lotte volta toda de uma vez, não mais aos poucos, e vemos o quanto ela sofreu nesse último ano, o que leva aos leitores a pensarem que ainda bem que eles não são Lotte, porque MUITA coisa ruim aconteceram e voltam a acontecer com essa garota, mesmo que tenha alguns momentos de felicidade, mas a vida como um todo foi muito cruel com ela.

A história do livro demorou um pouco a me prender, confesso que já havia começado a leitura umas três vezes e não tinha tido vontade de continuar, mas dessa vez consegui me ver envolvida por toda a história, cenário e personagens.


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