Mostrando postagens com marcador Geração Editorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geração Editorial. Mostrar todas as postagens

[Resenha] Mil Mágicas - Diana Wynne Jones

Título: Mil Mágicas
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 168
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2008
Nota: 3/5

Skoob
O mundo de Crestomanci é vizinho ao nosso. No sentido mais literário de que a diferença entre os dois lugares é a magia. Neste ambiente, feiticeiros, bruxas, taumaturgos, bruxos, faquires, mágicos, mandingueiros, magos, xamãs adivinhos e muitos outros, até a mais humilde bruxa, praticam a magia, muitas vezes sem controle. Por isso, o importante papel do mago mais forte que não deixa ninguém usar os poderes de forma incorreta. O personagem forte que organiza este mundo encantando é o onipotente “Crestomanci”. É para ler e se divertir com os contos, entre eles o do Feiticeiro Feliz que era apaixonado por carros e cometia várias loucuras. O azarado de nascença perdeu a magia porque aprontava muito e entrou para a vida do crime acreditando que seria a única saída, mas isto até passar por muitos apertos, como a fuga de um policial.
"Eu estava entrando no banco para ajudar você, Feiticeiro, e você vai e rouba o meu carro!"

No decorrer dos livros da série é fácil perceber que Crestomanci é responsável por cuidar da magia de vários mundos, afinal, o uso descontrolado dela pode trazer muitos problemas. Nesse quinto livro da sére, nos deparamos com algumas histórias que nos fazem ver que mesmo o mais poderoso bruxo, possui alguns aliados para ajudá-lo a controlar o uso da magia.

No primeiro conto conhecemos o Feiticeiro Feliz, que apesar desse nome não passa de um grande azarado que teve seus poderes retirados por Crestomanci, enquanto ugia da polícia em seu mundo, o Feiticeiro viu a oportunidade de ser mandado para outro mundo onde além de conseguir fugir, ele ainda recuperaria seus poderes, ele realemnte viu uma vantagem nisso e não pensou duas vezes antes de aceitar a oferta, mas nem tudo foi da forma como ele esperava, e se viu preso em uma situação que não gostaria, tudo por ter agido de forma impulsiva.

O conto seguinte vemos como personagens principais do conto, os já conhecidos Eric Gato Chant - que aparece em Vida Encantada - e Tonino Montana - que aparecem em Os Magos de Caprona -, nesse conto é fácil perceber como Eric está incomodado com a presença do outro menino, já que ele deixou de ser quem detinha a atenção de todos no castelo, que apresenta uma grande má vontade de ajudar Tonino a se adaptar ao castelo de Crestomanci, e isso só piora quando Júlia, Roger e Janet ficam doentes, deixando que o jovem Eric seja a única companhia do italiano por algum tempo.

No terceiro conto ficamos conhecendo Carol, uma menina que vende seonhos, isso mesmo, seu poder está envolvido no fato de que ela sonha o que quiser, até que uma noite isso não acontece, ela simpesmente não sonha nada e parece que ninguém sabe o que está acontecendo com a menina, resta a seus pais poucas opções se não recorrer a Crestomanci e esperar que ele possa ajudar a resulver o problema, que no fim é algo fácil de se resolver.

O último conto do livro percebemos que com a intenção de se protegerem, alguns Deuses - bem organizados - acabera quase se destruindo, afinal, eles sabiam que todas as profecias feitas se cumpriam, mas no momento em que apareceu uma que lhes desagradou ou ameaçou seu reinado eles procuraram dar um jeito de mudá-la, contudo isso não deu certo e a profecia continuaria a se cumprir, para que finalmente aquele mundo pudesse se dividir em dois como todos os outros mundos.

Todos os contos mantém a narrativa através dos olhos das crianças, o que se mostra um ponto bem forte da narrativa da série.


[Resenha] A Semana dos Bruxos - Diana Wynne Jones

Título: A Semana dos Bruxos
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 272
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2003
Nota: 4/5
Skoob
Apesar de nos mundos de Crestomanci a magia pipocar, a bruxaria é proibida. E as crianças-bruxas acabam sendo caçadas nas escolas. Por isso, quando um bilhete aparece entre dois cadernos que o sr. Crossley corrigia, dizendo "alguém nesta sala é bruxo", arma-se a maior confusão! Claro que qualquer um poderia ter escrito aquilo de brincadeira; mas podia ser verdade, afinal o Internato de Larwood é uma escola para órfãos de bruxos. Só Crestomanci pode resolver o impasse, nessa aventura que vai deixar os leitores roendo unhas até chegar o final!
"Mas entre as asas que batiam havia a de das curiosas criaturas peludas, exibindo grandes papadas, que faziam sem cessar um som de gargalhadas; e a coisa vermelha e amarela que voava no meio de uma nuvem de pardais e gritava "cuco!" era, obviamente, uma arara."

Se tem uma coisa que é fácil perceber nos livros de Crestomanci, é que cada uma das histórias parece acontecer em um mundo diferente.

Nesse livro específico a história gira em torno de um mundo onde a magia é crime, sendo seus acusados condenados a morrer em um fogueira, mas no Internato de Larwood, ter algum bruxo talvez não seja algo completamente inesperado, afinal, muitos ali são órfãos de bruxos.

Mas vamos ser sinceros a escola é um lugar onde ocorrem muitos conflitos, intrigas e brigas, e no Internato não é diferente, toda sala de aula tem panelinhas e grupos de alunos que gostam de implicar uns com os outros, a turma 2Y era até bem tranquila - na medida do possível no clima escolar - mas isso muda quando o Sr. Crossley encontra um bilhete que diz "ALGUÉM NESTA TURMA É BRUXO", isso não só deixa o professor confuso como preocupado, afinal, em quem ele poderia confiar para comentar isso para que lhe ajudassem a descobrir quem é o bruxo citado? Talvez seja por isso que o professor pensou em ignorar o bilhete ao menos no primeiro momento, mas coisas estranhas começaram a acontecer e foi meio difícil não levar a sério aquelas palavras.

O mais divertido do livro acontece quando muitos alunos - que são bruxos e nem sabia - precisam ajudar Crestomanci a juntar seu mundo com um outro  - já que a divisão desses mundos aparentemente foi um grande erro.

Assim como os outros livros da série a história é contada pelo ponto de vista das crianças, o que mostra como algumas tinha prazer em implicar com as outras e muitas vezes descobrir que era bruxo poderia ser uma forma de tentar se livrar de outras pessoas pegando no seu pé, mas ao mesmo tempo é fácil perceber que nem mesmo as crianças sabiam o que esperar caso alguém descobrisse que eles possuiam poderes.


[Resenha] Os Magos de Caprona - Diana Wynne Jones

Título: Os Magos de Caprona
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 264
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2002
Nota: 4/5
Skoob
Os Mágicos de Caprona é uma história excitante sobre duas famílias de mágicos da imaginária cidade italiana de Caprona - os da Casa Montana e os da Casa Petrocchi - que estão brigando há muito tempo, como os Montechio e os Capuleto, mas sem as mortes e as tragédias de Romeu e Julieta.
Um mágico cruel está pondo a cidade de Caprona em perigo e fica a cargo da menor e da mais fraca - mas também a mais corajosa - das famílias de mágicos salvar a cidade.
"Ao longo da Ponte Velha, em Caprona vêem-se pequenos oratórios de pedra onde envelopes, tirinhas de feitiço e pergaminhos ficam pendurados em barbantes, como flâmulas."

Duas famílias de magos bem poderosos e uma vontades imensa de provar que são os melhores, o que pode resultar em muitas brigas e quase uma perda enorme para um mal maior. Com duas famílias que se odeiam tanto, ao pensar em romance é impossível não ver uma semelhança com a história de Romeu e Julieta, mas nesse caso pelo menos a história termina com um final bem mais feliz para o casal. Os feitiços feitos por essas duas famílias tem nada de varinhas, são feitos através de cantos, todas as duas casa possuem muitos gatos - afinal os feitiços saem melhores quando se tem um gato por perto -, e sejamos sinceros, o duelo é uma das melhores aprtes do livro.

O Duque o que dizer desse personagem bem humorado, que parece extremamente bobo - ou louco depentendo do ponto de vista -, mas tem um papel super importante para a resolução do problema que está acontecendo cem Caprona.

Eu sou meio suspeita pra falar, acho que a autora tem uma criatividade incrível e consegue criar personagens extremamente cativantes, mesmo que em sua simplicidade, nesse livro mesmo é impossível não se encantar por Tonino e Angelica, os dois membros da família que parecem ser os mais azarados.


[Resenha] As Vidas de Christopher Chant - Diana Wynne Jones

Título: As Vidas de Christopher Chant
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 328
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2002
Nota: 4/5
Skoob
Tudo neste livro acontece pelo menos 25 anos antes da história contada em Vida Encantada, descobrir que possui nove vidas e que seu destino é ser o próximo Crestomanci não faz parte dos planos de Chistopher para o futuro. Ele teria preferido muito mais jogar criquete e viajar por seus secretos mundos de sonho. Contudo, Christopher logo descobre que é difícil evitar esse destino, e que Ter mais do que o número costumeiro de vidas é bastante inconveniente - especialmente quando uma pessoa perde com a facilidade com que ele faz isso!
Então um contrabandista perverso, conhecido apenas como O Assombração, torna-se uma ameaça para os caminhos dos mundos paralelos e obriga Christopher a agir...Se você gostou de Vida Encantada, prepare-se: é agora que a história pega fogo e coisas ainda mais incríveis começam a acontecer.
"Nesse ponto, Christopher tentou continuar pensando na Deusa, mas descobriu que em vez disso ficava pensando em Tracoy, que, a essa altura, certamente havia entrado em transe inutilmente durante três semanas seguidas."

Mesmo esse sendo o segundo livro da série, a história volta um pouco no tempo onde aprendemos um pouco sobre um personagem bem marcante no outro livro, aos poucos começamos a entender um pouco mais sobre Christopher, um garoto que vive várias aventuras. No livro "As Vidas de Christopher Chant" conhecemos um pouco mais sobre a vida do grande Crestomanci, que já nos foi apresentado no livro "Vida Encantada", despertando nos leitores um interesse maior pelos livros.

Assim como o livro anterior esse é cheio de personagens marcantes, diferentes e carismáticos. O livro se passa em uma época completamente dierente do livro anterior, nos mostrando uma época em que Christopher era somente uma criança que nem pensava na possibilidade de se tornar um mago poderoso. Se no livro anterior o nosso conhecido Crestomanci era um mestre, nesse ele não apssa de um aluno que está descobrindo seus poderes e o que consegue fazer com eles, o livro mostrando que por trás de todo grande mestre, não importa o quanto a pessoa seja poderosa ou famosa, sempre existe um passado infantil, onde todos ainda passam por um passado de aprendizagem.

É um livro infantil, mas que é desenvolvido de uma forma que se torna uma leitura que agrada qualquer um. os mundos da histório são tão bem desenvolvidos sem que pareçam ser forçados. A autora mantém a narração da mesma forma do livro anterior, uma história bastante envolvente e que acontece de forma ágil.

Algo que incomoda muita gente nos livros da série é o fato de não seguirem uma ordem cronológica, o que nos leva a ter personagens distintos em cada um dos livros, mas a medida que vamos lendo a história é fácil perceber que isso não afeta nada.


[Resenha] Vida Encantada - Diana Wynne Jones

Título: Vida Encantada
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 256
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2001
Nota: 5/5
Skoob
Viaje para os mundos onde a magia é tão comum quanto a matemática - e duas vezes mais perigosa em mãos erradas!
Neste mundo mágico com vários universos paralelos, um menino mago com nove vidas, Eric Chant (mais conhecido como Gato) começa sua grande aventura. A irmã dele, Gwendolen Chant, é uma bruxinha superdotada, com poderes espantosos, de modo que ela acha muito conveniente ser levada para morar no Castelo Crestomanci.
O problema é que Eric não está tão ansioso para isso, pois ainda não conhece o poder que tem e não possui o menor talento para a magia. Mas a vida com o grande mago e sua família não é o que os dois imaginam que seria, e logo começam as confusões...
"Gato teve um vislumbre de como Gwendolen se sentia: o modo como Crestomanci mostrava-se amistoso quando deveria estar furioso deixava-o confuso e exasperado."

Os livros da Diana são escritos de uma forma fantástica – ela foi aluna de Tolkien e Lewis na faculdade, que sortuda - sendo fácil você se ver dentro do mundo criado por ela. Os detalhes do livro foram trabalhados de uma forma que encanta, primeiro pela capa ser bastante colorida, depois pelo desenho circular da capa que distorce o seu redor, mas com uma capa completa por baixo que nos mostra a ilustração completa. O início de cada capítulo contém um desenho que nos remete ao que está sendo contado, sempre faz uma referência a algo que vai acontecer naquele capítulo.

Vamos para a história propriamente dita... Um acidente de navio deixou Gwendolen – uma bruxinha super dotada -  e Eric Chant – um mago de nove vidas – órfãos, Gwen escreve uma carta para o atual Crestomanci, o que resulta em ambos sendo levados a viver no castelo de Crestomanci - um grande mago – e no fundo um parente não tão distante, contudo viver no castelo não é bem o que eles esperavam, Eric – também conhecido como Gato – não conhece o próprio poder, na verdade acredita que não tem capacidade nenhuma de fazer bruxaria, enquanto Gwendolen está radiante, já que os bruxos que moravam próximo a sua antiga casa diziam que ela seria uma grande feiticeira, que tinha um grande talento, ela queria ser reconhecida por seus poderes o que não acontece e vai deixando a menina cada vez com mais raiva e as confusões começam.

Mas afinal o porquê “o atual Crestomanci”? O Crestomanci é um mago importantíssimo, que é chamado pelas pessoas quando se tem um uso indiscriminado de magia no(s) mundo(s), uma coisa que se descobre mais do meio ao fim do livro. E como assim “mundos”? Isso mesmo o livro nos mostra que existem vários mundos, onde as coisas aconteceram de formas oposta. Se não entendeu ainda vamos, lá, seremos mais detalhistas. Imagine uma guerra entre a França e a Inglaterra, se nesse mundo a França venceu, no outro mundo a Inglaterra venceu e a história foi moldada de acordo com isso, são nove mundos e cada pessoas tem uma outra “versão” de si mesmo em cada um desses mundos, a não ser o Crestomanci, ou o mago destinado a assumir esse cargo, já que ele vive em um só mundo, mas com as nove vidas que deveriam estar espalhadas por aí.

O mais gostoso do livro é a forma como Diana retrata os personagens, ela não cria eles para serem perfeitos, muito pelo contrário a imperfeição os fazem marcantes. Eric é bastante dependente de sua irmã Gwendolen, ele sempre precisa dela para tudo. Gwendolen é considerada - pelos bruxos da rua onde morava com seus pais – uma garota prodígio em magia, ela acredita que deveria ser reconhecida pelos seus grandes feios, até mesmo pelo próprio Crestomanci. A relação dos dois não é bem o que parece, mas não deixe essa resenha te influenciar a gostar ou não de algum personagem, deixe a história te levar a isso, e esteja preparado, o final do livro mostra uma reviravolta que não ninguém esperava.


Todos os direitos reservados @2016 - Programação: Algodão Doce Design