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Resenha ||| Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia

Título: Dezesseis Luas
Série: Beautiful Creatures
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Páginas: 490
Editora: Galera Record
Lançamento: 2010
Nota: 2/5
Skoob
Em Dezesseis luas não há vampiros. nem tampouco lobisomens. Anjos também não aparecem no enredo. Mas não falta aventura e romance. Ou outros personagens fabulosos, como bruxas. espíritos e zumbis. E uma certa atmosfera gótica ronda a obra.
Na pequena Gatlin, com sabor à Nova Orleans, uma mágica poderosa e adormecida força está prestes a ser libertada. E com a ajuda de dois adolescentes: Ethan Wate e Lena Duchaness.
Ethan é um menino comum: parte do time de basquete. algumas paqueras, órfão de mãe, criado por um pai ausente e uma velha babá com talento para feitiçaria.
Seu melhor amigo, carona oficial para todos os eventos, quer montar uma banda. Nada diferente de outros adolescentes locais.
Mas é à noite que Ethan se destaca. Ao som de uma música que fala sobre dezesseis luas, dezesseis anos, uma menina de olhos verdes lhe aparece em sonhos. O problema é que quando acorda. marcas conseguidas no universo onírico estão em seu corpo.
O mistério começa a se revelar quando Lena chega à cidade. Ao conhecê-la na escola Ethan não tem dúvidas: é a menina de seus sonhos. Literalmente. Que o atormenta em pesadelos, a quem tenta salvar desesperadamente.
O que se segue é uma história de almas gêmeas e segredos perigosos e obscuros. E Lena e Ethan precisam confiar um no outro para que possam vencer uma maldição com poder para acabar com tudo à sua volta. Será que eles vão conseguir?
"Estava sussurrando algum tipo de cântico em uma língua que eu não entendia, mas já tinha ouvido em algum lugar antes."

Eu gosto de histórias sobrenaturais, não me entenda errado, isso até foi um dos motivos desse livro ter me chamado a atenção, comprei muito antes de terem lançado o filme, tentei ler várias vezes, mas a história simplesmente não me prendia, e dessa vez não foi diferente, tive que me forçar algumas vezes para poder terminar a história, pretendo ler a continuação - por não gostar de parar algo no meio, mas não faço ideia de quando.

“... cada superfície do quarto estava coberta com a distinta caligrafia dela em preto. Nas beiradas do teto agora tinha: a solidão domina aquele que você ama. Quando você sabe que pode nunca mais abraçá-lo. Nas paredes: Mesmo perdida na escuridão. Meu coração vai encontrar você.”

Logo no início do livro percebemos que as pessoas que moram em Gatlin não são muito adeptas a mudanças, estão acostumadas com a sua forma de ser e agir, os moradores são rotulados de acordo com sua família, e as famílias em Gatlin sempre foram as mesmas, todos parecem se conhecer. Como em toda cidade pequena - dos livros pelo menos - a igreja dita as regras da sociedade, e ali as mulheres do 'FRA' determinam quem é bom e quem não é.

“Mas não quando se tratava dela. Não dava para evitar. Eu sempre pensava nela. Sempre voltava a ter o mesmo sonho, mesmo não conseguindo explicá-lo. então, era esse o meu segredo, tudo que queria contar. eu tinha 16 anos, estava me apaixonando por uma garota que não existia e estava ficando louco.” 

Ethan perdeu sua mãe a pouco tempo em um acidente de carro, vive em uma casa com seu pai e Amma - uma espécie de governanta - mesmo sendo um dos astros do time de basquete da escola tudo o que Ethan mais deseja é se formar e deixar Gaitlin ser parte do seu passado e nada mais. Tudo o que ele não imaginava é que uma garota misteriosa iria começar a aparecer em seus sonhos e depois seria uma presença real em sua vida.

Lena e a garota nova que esta tentando se adaptar a cidade, mas serr a sobrinha do recluso Macon não ajuda muito nisso, Lena e sua família guardam um segredo, uma madição. Com o aniversário de 16 anos de Lena se aproximando els está prestes a ser invocada, resta saber se para a 'Lúz' ou para as 'Trevas'.

"Minha mãe dizia que só existem dois tipos de pessoas em Gatlin: Os muito burros para irem embora e os condenados a ficar."

Apesar de ter uma ideia bastante interessante a histpória se desenvolve de um jeito massante e confesso que tive que me obrgar para continuar a leitura  enão abandonar o livro.


Resenha | Sob a Luz da Lua (Nighstshade #1) de Andrea Cremer

Calla Thor não é uma menina normal, e sempre soube qual seria seu destino. Depois de formada pela Mountain School, ela deveria se unir a Ren Laroche, prometendo-lhe ser fiel e companheira até o último dia de suas vidas...

Só que Calla, assim como Ren, é tão humana quanto loba. Alfa dos Nightshades, ela é responsável pelo bem estar e segurança dos outros integrantes de sua alcateia e deve obediência aos Defensores, feiticeiros que vigiam os humanos desde tempos imemoriais.

Tudo deveria seguir como planejado: os destinos de Calla e Ren, alfa da matilha dos Banes, sempre estiveram ligados. Mas ela desrespeita todas as regras ao salvar um humano à beira da morte, desafiando as ordens de seus mestres e sua própria sorte.

Ao se envolver com Shay, Calla assume o risco de revelar os segredos de sua espécie, arriscando a vida e traindo seus companheiros. O amor proibido de Calla e Shay fará com que ela questione seu futuro, sua existência e o mundo que conheceu até agora. Ao seguir o coração, Calla pode pôr tudo a perder — inclusive sua vida. Algum amor vale tamanho sacrifício?

 Série Nightshade | Fantasia | 462 páginas | Ano 2011 | Galera Record | Skoob 
Lido em 2 dias | Avaliação 4 estrelas
 
 
"Fiz algumas anotações e tentei me convencer de que aquilo não tinha importância. Meus olhos insistiam em se voltar para a cadeira vazia, e meus dentes, em trincarem-se uns nos outros com tanta força que a dor no queixo era aguda e incômoda."
Esse livro é o primeiro volume da série Nightshade, e sendo bem sincera, confesso que seria apenas mais um livro cheio de clichês daquele romance proibido entre um humano e um ser sobrenatural. Claro que o livro apresenta elementos em comum com outras histórias já conhecidas, mas é desenvolvida de uma forma bem original que prende o leitor a cada momento querendo saber mais sobre esses personagens com características tão únicas e marcantes.
"A sensação foi familiar e estranha ao mesmo tempo. Senti um arrepio parecido àquele quando eu começava uma caçada. Com Ren, meu desejo aparecia subitamente, como a raiva, como um desafio. Shay evocava em mim uma paixão branda, um calor insistente, contínuo. Não havia matilha, mestre ou mestra. Apenas ele e eu - e seu toque ardia em locais do meu corpo prometidos para outra pessoa."
Confesso que sou o tipo de pessoa que tem um grande ponto fraco por capas bonitas, e isso aconteceu - sem a menor sombra de dúvida com esse livro -, que já queria o livro antes mesmo de ter lido a sinopse ou de ter a menor ideia sobre o que se tratava a trama. Depois que li a sinopse a certeza foi total, afinal, o livro tinha tudo aquilo que me encanta em histórias, com personagens extremamente bem caracterizados, não somos bombardeados - ainda bem - por um romance cheio de melação, mocinhas que precisam ser salvas e rapazes bonitões.

Para quem leu o prequel dessa história vemos que tem muito mais coisa envolvida do que só um garoto perdido que queria conhecer melhor o lugar - e fugir de loucura de sua nova casa -, mas é ali que tudo muda, que vemos de fato que a história vai se desenvolver muito mais do que no menino chateado por ter se mudado de cidade no seu último ano e ter que começar tudo de novo.
"Meus dedos tremeram ainda mais com seu toque; gotas ardentes e incontroláveis caíram dos cantos dos meus olhos. As lágrimas escorreram, turvando minha visão. Por que ele ainda me toca? Ele não entende? Puxei minha mão violentamente e dei um passo desastrado para trás."
Nesse livro, vemos a história um pouco diferente do que conhecemos, não é aquele caso clássico do lobisomem - que aqui são chamados de guardiões - que se transforma quando a lua cheia aparece no céu.

Os lobos também conhecidos como Guardiões se transforma quando querem e bebem sangue um do outro para se curarem, tem como principal missão proteger locais sagrados e os Defensores. Aqueles que possuem magia são conhecidos como Defensores - não me venha chamá-los de feiticeiros - são os responsáveis por manterem o equilíbrio do mundo, são os mestres da matilha e os responsáveis por tomarem as decisões importantes que são acatadas não só pelo alfa como por toda a matilha.

Vemos que na trama é muito bem definida a ordem social entre Guardiões e Defensores, até mesmo os humanos sabem o seu lugar nessa ordem - e se mantém o mais longe possível -, vemos de forma bem clara que existem uma ordem de poder e subordinação bem definida. Mesmo não possuindo livre arbítrio os Guardiões respondem aos Defensores - mesmo quando discordam das escolhas e atitudes destes - com uma conexão quase sagrada.
"Apoiei a testa no seu pescoço, ciente de que eu queria mais do que sua ajuda. O cheiro fresco da sua pele aplacou minha raiva. Ouvi as batidas do seu coração dispararem ao meu toque. Permiti-me pressionar o corpo contra o seu e me deliciei com a forma como seus músculos incendiaram minha pele."
Desde o início do livro podemos perceber que a protagonista Calla é bem diferente, ela toma decisões inteligentes, mesmo sabendo que algumas podem vir a complicar sua vida no futuro, ela é uma alfa e se sente completamente responsável pelo bem estar dos membros de sua matilha. Desde o início podemos perceber que Calla não tem medo de se envolver em brigas - se for necessário - tem uma forma de pensar única pode não ser muito bem aceita pela maioria dos Guardiões. Ela tenta fazer o certo, mas isso não faz com que todas as suas decisões sejam corretas, ou livres de consequências.

Em outro ponto temos Ren, o alfa de outra matilha, aquele que está destinado a ser o parceiro de Calla para a vida, mas ele tem um gênio bem único, muitas vezes sendo extremamente irritante. Como um alfa macho, ele é bem territorial, irritável, ciumento e faz questão de deixar isso bem claro a todos os momentos, principalmente depois de ver os olhares de Shay para Calla. Mesmo com esse jeito um tanto bruto ele sabe ser fofo quando quer e procura sempre deixar Calla confortável, demonstrando que para ele aquela união não é só uma obrigação, ele de fato gosta da garota que está predestinada a ser sua parceira.

E temos Shay, um humano que parece não ter o mínimo de noção ou medo do perigo, quanto mais sabemos sobre esse recém chegado, mais descobrimos que não fazemos ideia de quem ele é, e esse ar misterioso faz com que o leitor fique cada vez mais interessado no que está acontecendo em toda a cidade.

Depois desses três que são os que mais se destacam, temos outros personagens que a cada momento fazem a trama mais envolvente e muitas vezes aliviam a carga pesada que a história poderia ter, os membros das matilhas Nightshade - que seguem Calla - como os da Bane - que seguem Ren - são completamente diferentes entre si, e vemos que mesmo com essas diferenças, quando as matilhas precisam se unir os dois grupos se unem de uma forma incrível, se completam de uma forma única.
"Fitei-o, em silêncio, imóvel. Ele me olhou surpreendido e, então, lentamente, estendeu o braço e deu alguns passos na minha direção. Quando percebi o que ele pretendia fazer, rosnei e ameacei morder seus dedos. Ele pulou para trás e soltou um palavrão. Passei para a forma humana."
A leitura acontece de forma extremamente natural e fluida, mas em alguns pontos se mostra repetitiva, não dentro do livro, mas com outras histórias também.

O triângulo amoroso formado por Calla, Ren e Shay é perceptível de cara, quando a garota se sente na obrigação de salvar o garoto humano. Desde então vemos em Shay um garoto que está intrigado com o que ele viu e tenta descobrir um pouco mais sobre esse novo mundo no qual ele acabou caindo por acidente - ou não -, vemos em Calla uma garota que começa a ficar confusa, primeiro querendo negar tudo aquilo, mas depois faz o que acha certo, explicando para o garoto as coisas sobre esse novo mundo, mesmo que isso represente um risco para ambos, em contra-partida temos Ren que mesmo sabendo que seu destino e o de Calla já estão definidos - pelos defensores - ele ainda sente que não quer que a relação seja somente por obrigação e está disposto a conquistar a garota  e mostrar a ela que se importa com ela e o bem estar de sua matilha.
"Não imaginava que seria tão difícil pedir algo que eu queria. Não estava acostumada a fazer pedidos, mas, ao menos dessa vez, que se danassem os Defensores e suas leis. Era isso o que eles conseguiriam por me mandarem passar tanto tempo com um garoto tão lindo. Meu primeiro beijo deveria ser somente meu."


Resenha ||| Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo - Cassandra Clare e Cassandra Jean

Título: Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo
Autoras: Cassandra Clare e Cassandra Jean
Páginas: 208
Editora: Galera Record
Lançamento: 2016
Nota: 5/5
Skoob
Em Uma história de notáveis Caçadores de Sombras e seres do Submundo - contada na linguagem das flores, Cassandra Jean mergulha nos personagens criados por Cassandra Clare nas séries Os Instrumentos Mortais, As Peças Infernais e Os Artifícios das Trevas, reunindo características e ficha técnica de nomes como Jace Wayland, Magnus Bane e Tessa Grey. Comparando cada um deles a uma flor, e com belas ilustrações, ela cria um guia para os amantes dessas histórias... e para os que desejam começar a conhecê-las.
"Quando tinha desavenças com o pai (que eram frequentes), ele fugia para o campo atrás de sapos, tartarugas ou outra criatura qualquer que pudesse encontrar."

Um fato muito importante sobre esse livro é que se você já leu os outros livros da autora, vai morrer de amores por esse que nos leva a conhecer um pouco mais sobre os personagens já conhecidos e completamente amados desse universo que envolve Caçadores de Sombras e Seres do Submundo.

Com isso você fica por dentro desses personagens - alguns bem amados e outros nem tanto - e passa a ver como cada um deles está ligado a algun outro de alguma forma, de como eles são importantes para a história em si como um todo.

É um livro com uma leitura completamente rápida, aquela que flui em uma única sentada, e a linguagem das flores faz com que seja tudo tão mais incrível e cativante e cada flor combina muito bem com o personagem que elas representam.

Por ser um livro que fala dos personagens em si, é impossível não ter alguns spoilers, por isso é uma leitura incrível, mas recomendada depois que já tiverem lido os livros. Mas vale muito a pena.


Resenha ||| Will & Will - John Green e David Levithan

Título: Will & Will
Autores: John Green e David Levithan
Páginas: 352
Editora: Galera Record
Lançamento: 2014
Nota: 4/5
Skoob
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson.
Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une.
Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções.
O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.
"Mas falar com você me faz sentir como se o ventilador tivesse sido desligado por um tempo."

A primeira coisa a dizer desse livro é que ele é confuso em alguns momentos, já que quando começa o livro não menciona ao certo de quem estamos falando, e por ter dois personagens com o mesmo nome - Will Grayson - ficamos perdidos.

A primeira impressão do livro que tive é que o Will era um garoto confuso, que tinhe três amigos importantes para a história - Tiny, Jane e Maura -, no meu caso demorou bastante para que eu percebesse que o Will amigo de Tiny e Jane, não era o mesmo Will que era amigo de Maura.

Apesar dos nomes iguais, uma coisa que podemos perceber logo de cara é que os dois Wills são bem diferentes um do outro, mas que se encontram um com o outro por pura coincidência e a partir desse momento a vida deles muda de uma forma que eles nem imaginavam.

O primeiro Will Grayson é hétero e tímido, que a fim de evitar problemas na sua vida, sempre procurou seguir duas regras - 1) não se importar muito com nada e 2) calar a boca - ele é apaixonado por sua amiga Jane e seu melhor amigo é Tiny Cooper 'a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande'. Já o segundo Will Grayson é gay, deprimido - e toma remédios pra isso - fechado e pessimista, ele vive com sua mãe e seu único momento feliz do dia é quando ele conversa pelo computador com Isaac - seu namorado virtual. Mesmo levando vidas bem diferentes e cada um tendo a sua particularidade, uma coisa que podemos perceber é que os dois Wills tem uma coisa em comum, eles querem ser aceitos como são.

Os capítulos são alternados e logo que aprendemos um pouco mais sobre as características de cada um é fácil perceber de quem cada capítulo está falando e eles acabam se mostrando bem interessantes, aquela história que é lida de forma rápida, mas que trata de uma forma tão delicada um assunto bem difícil e discriminado pelas pessoas.


Resenha ||| Contos da Academia dos Caçadores de Sombras - Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman

Título: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras
Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Páginas: 504
Editora: Galera Record
Lançamento: 2017
Nota: 4/5
Skoob
Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.
O livro Contos da Academia dos Caçadores de Sombras conta com 10 contos incríveis sobre como mesmo sem se lembrar direito, Simon tentou se tornar um Caçador de Sombras, afinal, ele via que seus amgios tinham esperanças deles ter suas memórias recuperadas quando ele bebesse do cálice.

Ao mesmo tempo Simon vê na Academia dos Caçadores de Sombras a sua esperança de ser o herói que todos acreditam, já que ele não se lembra de ter sido um herói mas parece que todas as pessoas conhecem a sua história.









Simon vê de perto o preconceito que existe entre os que tem sangue de Caçadores de Sombras e os mundanos dentro da própria escola, já que eles são divididos em dois grupos a elite - para os com sangue de Caçadores de Sombras - e a escória - para os mundanos -, mas existem algumas exceções, como é o caso de Simon, que mesmo sendo um mundano, como ajudou a salvar o mundo ele pode se juntar a elite e ter alguns dos melhores quartos que a Academia oferece - não que isso seja de fato muito - mas é melhor do que viver em uma espécie de masmorra - onde ficam os quartos da escória - mas Simon pede para ser transferido para o outro grupo ao ver como seus colegas tratam os outros.

Vemos a evolução de Simon desde o momento em que ele resolve entrar para a Academia até o dia em que ele se torna um verdadeiro Caçadore de Sombras e pode receber a sua primeira marca, assim como vemos ele parar de tentar lembrar quem ele era e aceitar quem ele se tornou, mesmo com a ausencia de algumas memórias especificas.

Simon com seu jeito mundano de ser acaba conquistando um novo grupo de amigos que mesmo no início se mostram confusos - ou sem acreditar que ele de fato não se lembra de nada - mas no fundo mostra pra eles que muito além do que se pensa os mundanos também podem se tornar grandes Caçadores de Sombras.


Resenha ||| O Códex dos Caçadores de Sombras - Cassandra Clare e Joshua Lewis

Título: O Códex dos Caçadores de Sombras
Autores: Cassandra Clare e Joshua Lewis
Páginas: 274
Editora: Galera Record
Lançamento: 2014
Nota: 4/5
Skoob
Tudo sobre o mundo dos caçadores de sombras da série os instrumentos mortais: anjos, demônios, fadas, vampiros, lobisomens, feiticeiros: todos eles existem e precisam ser administrados e mantidos em paz 'O Códex dos Caçadores de Sombras' abrange tudo: a história e as leis do mundo dos Caçadores de Sombras; como identificar, interagir e, se necessário, matar os diferentes tipos de habitantes do Submundo; qual lado da estela você deve usar para escrever. Com estudos sobre geografia, história, magia e zoologia, todos condensados em um só volume, o Códex está aqui para ajudar novos Caçadores de Sombras a navegar pelo lindo, porém muitas vezes brutal mundo que habitamos.
"Muitos novos Caçadores de Sombras já reclamaram que este é um fardo desnecessário, e a isso respondemos que soldados meio angelicais que combatem as forças obscuras do mundo não devem se assustar com a missão de decorar um centena de palavras."

O livro se trata de uma espécie de guia para Caçadores de Sombras - ao menos os que são novos nisso - mas parecem ser aquele tipo de livro que todo Caçador vai ter mesmo que seja só para consultas futuras.

Esse exemplar ainda trás algumas observações de anotações feitas por Clary, Simon e Jace. As páginas que seriam em branco do livro apresentam desenhos bem bonitos, muitas vezes retratados como algo que provavelmente teria sido por Clary.

Logo nos primeiros capítulos ficamos sabendo de forma mais detalhada sobre as armas utilizadas pelos Caçadores de Sombras assim como habilidades que devem ser desenvolvidas - níveis iniciantes, intermediário ou expert - para que possam ajudar em uma possível batalha.

O Bestiário é dividido em três partes que são bem detalhadas em informações.

A primeira parte fala um pouco sobre demônios, desde como eles são até formas de como matá-los, e apresenta uma lista com uma infinidade de tipos de demônios, descrevendo sua aparência e tipos de veneno.

Na segunda parte conhecemos um pouco mais dos integrantes do submundo, ou seja, ficamos sabendo que licantropes não são perigosos assim, pelo menos não se já se acostumaram com sua condição e sabem conviver com a transformação, assim como ficamos conhecendo a Praetor Lupus, uma organização de lobisomens que procura ajudar novatos para que nãi violem o pacto; em seguida vamos para os vampiros, sabendo que eles vão muito além das histórias conhecidas, passamos a saber desde sua aparência que não muda muito, até como funciona a política deles e suas fraquezas, como também sobre o processo de tranformação; seguimos para os feiticeiros onde não se tem muita coisa, afinal, sabemos que eles são meio humanos, mas não necessariamente maus, afinal, muitas vezes feiticeiros já foram utilizados como aliados da Clave, um ponto interessante é quando se fala das marcas de feiticeiros, que podem ser desde marcar simples e fáceis de esconder - como cor dos olhos - até marcas mais complicadas que precisariam de um feitiço para disfarçá-las - como chifres -, passamos a saber também um pouco sobre os Ifritis - feiticeiros sem magia - o que na verdade não é tão legal pra eles; e vamos nos deparar com as fadas que vivem em cortes, parecem ter um humor bem peculiar quando se trata de propor um acordo,a mensagem final na parte das fadas se resume em "nunca confie em uma fada".

Na terceira parte ficamos sabendo um pouco mais da história dos anjos, os criadores dos Nephilim, mas aparentemente não são muito receptivos e não gostam de serem chamados para resolver problemas dos mundanos; seguido pela parte onde vem e explicação dos mundanos em si, afinal, até estar envolvido o Caçador de Sombras novato provavelmente vivia no mundo mundano, ou seja, mundano é tudo aquilo que conehcemos; os renegados são mundanos que não possuem sangue de anjo nem beberam do cálice, mas ainda sim receberam alguma marca, podendo ser controlados por quem os marcou; contudo existem alguns caçadores de sombra com aspectos da Visão diferente - é algo hereditário - que lhe permite ver, ouvir e falar com fantasmas e o espírito dos mortos, mas mesmo os Caçadores que não conseguem vê-los são capazes de sentí-los através de uma estranha sensação de frio.

O Bestiário vem seguido pelo Grimório onde são passadas mais informações sobre as feitiços e a Visão, explicando que o feitiço de ocultação é o mais simples e utilizados por todos os povos, já que nenhum deles quer que os mundanos saibam de tudo o que acontece ao seu redor. O livro trás uma explicação sobre a Magia Angelical, explica cada um dos Instrumentos Mortais - o Cálice Mortal, a Espada da Alma e o Vidro Mortal - e as Marcas de Raziel, assim como explica que não conseguem criar marcas novas; depois passamos para Magia Demoníaca deixando claro que ela é diferente de Magia Negra, mas essa magia também apresenta seus símbolos, que são completamente desconhecidos para os Nephilim - mesmso os estudiosos - o Portal mesmo sendo uma magia demoníaca pode ser utilizada pelos Caçadores, já que podem contratar um feiticeiro para fazer o portal.

O livro ainda especifica a lei dos Caçadores de Sombras, assim como as etapas de sua vida e como ela pode ser importante e precisa de alguns passos para serems eguidos desdo o seu nascimento até a morte - mas especificando um pouco sobre o casamento, treinamento, batalha - e ainda entra um pouco em destalhes sobre o que faz e qual é a aparência de um Irmão do Silêncio e uma Irmã de Ferro.

Por fim o livro te leva a conhecer um pouco sobre Idris, a Terra Natal de todo Caçador de Sombras, com um pequeno mapa desenhado e informações de sua localização, como chegar, falando também de forma mais detalhada sobre Alicante, A Cidade do Silêncio,  A Cidadela de Adamant e os Institutos.

O livro por sua vez apresenta informações de nomenclaturas que podem ficar confusas durante a leitura da saga Os Instrumentos Mortais, vindo a ser uma ótima leitura complementar para a história.



Resenha ||| Silêncio - Richelle Mead

Título: Silêncio
Autora: Richelle Mead
Páginas: 280
Editora: Galera Record
Lançamento: 2016
Nota: 4/5
Skoob
Um romance de fantasia e aventura da mesma autora de Vampire Academy.
Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo — todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.
"Já naquela época, a beleza e a exuberância eram coisas que tocavam o emu coração, e fiquei completamente enfeitiçada quando me desvencilhei dos escombros."

O primeiro ponto a ser observado aqui é que a protagonista Fei, conseguiu um posto importante em seu vilarejo, não pelos pestígios que o posto lhe daria, mas pela possibilidade de dar uma vida melhor para sua irmã depois que perderam os pais.

O vilarejo se localiza no alto de uma montanha, eles são isolados do resto do mundo por uma avalanche que impossibilita as pessoas de sairem ecultivarem alimentos e e outras coisas, tanto que a sua fonte de alimentação vem de uma caixa que é enviada através de um sistema de cabos em troca de metais estraídos da mina. Todos os moradores do vilarejo são surdos, aos poucos alguns estão ficando cegos, o que diminui o número de trabalhadores, conseguentemente a extração da mina diminui e também a comida que chega para eles.

O vilarejo possui uma hierarquia e cada morador acaba ocupando uma posição específica, o que também define algumas coisas em sua vida como a quantidade de alimento recebido, com quem você pode se casar e por aí vai. Os artistas são responsáveis por retratar através de pinturas o que aconteceu no vilarejo, deixando todos informados sobre o que anda acontecendo, cada aprendiz tem um posto de observação de onde deve obesrvar o que acontece sem intrometer, na realidade. Os fornecedores são responsáveis por negociar junto a cidade - no caso o guardiçao dos cabos - a troca dos metais por comida. Já os mineradores são de fato a força do vilarejo e quem coloca a mão na massa.

Os artistas são os que recebem mais alimentos, seguido por fornecedores e mineradores, por fim, sem nenhum valor de fato para o vilarejo temos os pedintes, pessoas que além de surdas ficaram cegas e não podem trabalhar, o que as faz depender da boa vontade dos outros para lhe dar algum alimento, mas acabam ficando com aqueles que os outros não comem, como pães mofados.

O livro nos apresenta a realidade de uma aldeia que acredita depender da boa vontade dos outros e não conseguem ver que andam sendo explorados, e quando essa exploração é descoberta, as pessoas se mostram relutantes e revoltadas, afinal, dois moradores terem ido na cidade tentar descobrir o que aconteceu fez com que a comida se tornasse mais rara, o que pode vir a se tornar o fim do vilarejo.

Apostando todas as chances em uma lenda, os moradores resolvem fazer o que Fei pede, despertando assim uma ligação com os pixius, seres mágicos que a muitos tempo viverem em harmonia com os moradores do vilarejo, mas acabarams e afastando o que fez com que eles se sentissem abandonados, já que foi depois que os pixius sumiram que as doenças começaram a acontecer no vilarejo.

O livro nos mostra uma história de coragem para ir contra a ganância, corrupção, ignorância voluntária e acima de tudo resistência a mudança - mesmo que seja para melhor - mas vemos uma protagonista que por vezes abriu mão de coisas que a fariam feliz - ou de sua segurança - por um bem maior, com o objetivo de ajudar pessoas que muitas vezes a trataram como só mais uma.

O livro nos faz ainda ter uma ideia de como é a vida e a dificuldade de comunicação entre as pessoas - principalmente com os surdos - mostrando como eles mesmos passam por enormes dificuldades muitas vezes ao encontrarem pessoas que não conseguem se comunicar com eles. O início do livro se mostrou um pouco cansativos, mas nada que atrapalhasse de fato a leitura, já que quando Fei e Li resolvem fazer algo o ritmo da história muda completamente e você fica querendo saber oq ue vai acontecer em seguida.


Resenha | Zumbis x Unicórnios de Holly Black e Justine Larbalestier

Nesta antologia, editada por Holly Black e Justine Larbalestier, diversos contos apresentam fortes argumentos a favor de Zumbis de um lado e de Unicórnios de outro.

Os argumentos, que incluem tanto pontos negativos e positivos de cada lado, são expostos por renomados autores, entre eles Cassandra Clare, Meg Cabot e Scott Westerfeld, que deixam clara sua preferência por um time ou outro. 


 

Fantasia | 388 páginas | Ano 2012 | Galera Record | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 3 estrelas

  

"Se você for forte o suficiente para ler todas, vai saber no final dessa antologia quem é melhor: zumbis ou unicórnios!"
A ideia do livro começou com as organizadoras Holly e Justine que são amigas e por vezes faziam várias réplicas explicando porque um desses seres - unicórnios e zumbis -  é melhor do que o outro. E daí veio a ideia de juntar vários autores a fim de defender o seu ser favorito.

O livro conta possui 12 contos, sendo 6 de zumbis e 6 de unicórnios. O time zumbi é liderado por Justine e possui grandes nomes, os integrantes desse time são: Libba Bray, Cassandra Clare, Alaya Dawn Johnson, Maureen Johnson, Carrie Ryan e Scott Westerfeld. Mas o time dos Unicórnios liderado por Holly não fica atrás e também traz ótimos autores: Meg Cabot, Kathleen Duey, Margo Lanagan, Garth Nix, Naomi Novik e Diana Peterfreund. São dois times de peso que fica bem difícil escolher entre um deles.

No decorrer do livro é fácil saber se a história irá se tratar de qual time, já que na página inicial do conto é possível encontrar uma grande imagem de um zumbi ou um unicórnio, para que assim o leitor que não tem interesse de ler um conto sobre um dos dois possa pular a história.

"Quando você decide acabar com a sua própria vida, a diferença entre uma arma e uma corda é o tempo que leva para dar o nó."

No início do livro, assim como nas primeiras páginas de cada conto podemos ver uma pequena introdução - cheia de piadinhas - de Justine e Holly, falando alguns argumentos a favor de seus times. Por serem vários contos pequenos, é possível conhecer um pouco o estilo de cada um dos autores, que já que mesmo se tratando do mesmo tema, os contos são bem diferentes uns dos outros.

Confesso que alguns contos se mostraram bem cansativos de ler, assim como algumas histórias demoraram um pouco para introduzir as criaturas e isso fez com que o conto fosse cansativo, por falta de algo interessante no decorrer da história.

"Ah sim. Provavelmente ele está tentando se tornar imortal, o que nunca funciona, só que os magos nunca escutam quando lhes dizemos isso e preferiríamos que ele fosse impedido antes de arrancar os chifres dos bebês tentando fazer isso.
- Deixe-me adivinhar - disse Alison. - O nome dele é Voldemort?
- Não, que tipo de nome ridículo é Voldemort? - perguntou o unicórnio."

Tudo bem, admito que essa resenha pode ser vítima de um preferencialismo particular, não que eu tenha algo contra zumbis, longe de mim - algumas das minhas séries e filmes favoritos tem eles como tema principal - mas entre as duas criaturas aqui citadas eu realmente faço parte do time que gosta mais de unicórnios.
"Você acredita que é mais difícil encontrar uma virgem do que um unicórnio em NY?"


Resenha ||| Elena - Marina Carvalho

Título: Elena
Série: Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Páginas: 322
Editora: Galera Record
Lançamento: 2015
Nota: 4/5
Skoob
Um livro originado da série Simplesmente Ana.
Este não é um conto de fadas comum. Sim, existe uma princesa. Não uma donzela, mas uma jovem moderna, preocupada com os problemas de seu tempo. Há também um príncipe. Só não espere que ele seja um perfeito cavalheiro. Afinal, uma pitada de bad boy nunca fez mal a nenhum herói.
Elena, filha da princesa Ana — a brasileira que se tornou herdeira do trono da Krósvia —, já não é mais a menininha apaixonada pelo primo Luka, com quem deu o primeiro beijo aos 13 anos. Cresceu, namorou, viajou o mundo. Mas uma notícia surpreendente a faz voltar para casa... justamente quando obrigações familiares também exigem a presença de Luka.
O reencontro é explosivo. Luka não estava preparado para a adulta que a prima tímida se tornou. Uma mulher que sabe muito bem o quer. E quem quer.
"Se antes eu supunha que meus sentimentos por esse homem estranho e temperamental nunca deixaram de existir, a partir deste momento assumo que eles permanecem intactos – se não ainda maiores – dentro de mim."

O livro Elena nos mostra a realidade de uma personagem nova na história de Ana, a filha dela, em muitos aspectos podemos perceber o quanto a princesinha é parecida com os pais e como possui uma personalidade forte.

Mais uma vez Marina nos leva à Krósvia, personagens já conhecidos continuam ali, bem diferente do que nos lembramos, assim como somos apresentados a alguns novos personagens.

Elena, assim como a mãe, não é uma princesa convencional, muito pelo contrário, ela se envolve em casos humanitários, mesmo tendo nascido em berço de ouro, não é muito fã de toda atenção recebida, por vezes vemos relatos de como ela queria ser uma pessoa normal e poder andar anonimamente pelas ruas de Perla, já que mesmo sendo uma princesa a garota procura levar uma vida normal.

Ana e Alex continuam sendo um tipo de casal perfeito, mesmo com a idade já um pouco avançada, eles ainda são lindos, aquele verdadeiro casal de conto de fadas; Ana continua sendo aquela garota doce e gentil que conhecemos nos livros anteriores, mesmo não sendo tão nova ainda é amada por todos, já Alex continua sendo um cara superprotetor – o que as vezes dá nos nervos da filha – e quanto a aparência física ele ainda é o galã da família real que arranca suspiros das mulheres por onde passa.

Luka, não é mais aquele garotinho fofo que era bem divertido junto a nova princesa que veio do Brasil, na verdade ele mudou muito, talvez ainda mantenha aquele garoto carinhoso só perto das irmãs Luce e Giovana, com a mãe Marieva ele se mostra indiferente, se formos prestar muita atenção ele se mostra bastante insensível o que por vários momentos no livro é possível sentir raiva de Luka e da forma como ele trata a mãe, principalmente que nos capítulos dele podemos ver que não é algo fácil para o rapaz, que ele vem sofrendo por fazer isso com ela, mesmo muitas vezes querendo confortá-la ou abraçá-la, aos poucos vamos vendo como a fase rebelde de Luka – que parece ter se iniciado na adolescência – deu lugar a um garoto diferente do que todos acreditam, mesmo com essa pose de bad boy na frente de todos, é um cara atencioso e preocupado com a família, por mais que evite deixar as outras pessoas perceberem isso.

A história se passa em Perla, e não temos muitas informações sobre o Brasil ou seus moradores, sabemos que Estela – madrinha de Elena - se casou, mas essa não tem uma presença marcante no livro, mas podemos ver que a amizade dela e Ana continua forte e Estela ainda é um pouco dramática. Dona Nair e Olivia – a avó e mãe de Ana - só são mencionadas rapidamente no livro e podemos entender que tudo está bem, afinal a princesa não está surtando por nada com essas duas. Ivan parece ter se tornado uma pessoa muito querida por Ana e Alex, já que ele foi o padrinho de Elena, mas não é muito presente na vida da garota já que leva uma vida agitada por namorar um astro.

O livro nos leva a uma Perla diferente do que conhecemos, afinal, a cidade não é mais tão calma e feliz com a monarquia, muitas vezes o livro relata ações - sejam manifestações ou recados passados de uma forma inusitada – mas algumas pessoas não estão nada felizes com a administração do Rei Andrej, e querem ter o direito de escolher seus governantes, sem que alguns tenham privilégios somente por terem nascido naquela família.

Marina escreve o livro de uma forma tão natural e nos vermos entendendo a história do ponto de vista de Elena e Luka, muitas vezes sem entender de fato o motivo do garoto ser tão frio com relação a mãe, que independente do tratamento que receba o trata bem como sempre, demonstrando como sente falta do filho.


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