Resenha | Setembro (A Garota do Calendário #9) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo.

Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em setembro, Mia será obrigada a dar o cano no cliente do mês, pois um problema urgente de família exige sua atenção. Ela vai voltar para Las Vegas e ficar cara a cara com o passado, num reencontro que pode reabrir feridas antigas.


Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas


"Assim que entrei na cafeteria, me arrastei até a máquina de café, coloquei cinquenta e cinco centavos nela e um copo de papel na saída. O café era horrível, mas ajudava a me manter acordada. Bem, por cerca de uma hora, então eu precisava caminhar novamente até a máquina feito um zumbi. Era uma das rotinas que eu repetia várias vezes ao dia."
Quando Mia aceitou o emprego de acompanhante ela precisava muito do dinheiro para quitar a dívida de seu pai não só ela como também sua irmã mais nova de "herdarem" a dívida de seu ai, mas ela nunca pensou que chegaria um momento em que a dívida estaria quase paga e que ela teria que dar o bolo em um cliente. Não que o emprego seja o dos sonhos, ele está longe de ser, mas a verdade é que Mia aprendeu a conviver com essa vida de acompanhante e a ver os benefícios que isso poderia vir a lhe trazer.

Não que eu tenha sido tola a ponto de acreditar que essa jornada de Mia seria fácil, desde o início sabíamos que não seria, mas confesso que não pensei que as coisas seriam assim também., a cada momento aparecem mais coisas para complicarem sua jornada o que torna bem difícil acreditar que em algum momento Mia encontrará o seu final feliz.

"Do nada, me senti leve, como se tivesse asas e fosse para um destino desconhecido. Depois de alguns solavancos, fui depositada em uma nuvem, com camadas macias de algodão, e um edredom de plumas fofinho foi colocado sobre mim. Esfreguei o rosto contra ele, desejando nunca mais abrir os olhos."
Os problemas se complicam cada vez mais, e nesse mês não é diferente, vemos que um problema - que poderia ter sido resolvido em Janeiro - se estende até agora, tudo porque Mia quer ser autossuficiente e não depender da ajuda de seus amigos e de pessoas que se importam com ela.

Eu entendo que a vida dela foi difícil e a todo momento a autora reforça que Mia aprendeu a se virar desde pequena cuidado de si mesma e de sua irmã, que para ela pedir ajuda é uma coisa difícil, mas para quem acompanhou os livros até o momento sabe muito bem que não seria necessariamente um "favor" podemos até classificar tudo como um empréstimo em família.

"Eu nunca tivera alguém em quem me apoiar, uma pessoa que largasse tudo para estar comigo quando eu precisasse. E bem ali, presa em seus braços aconchegantes, ele deixou uma marca em minha alma. Eu tinha um irmão e, agora que havia descoberto isso, não queria mais saber como seria a vida sem ele."
O estado de saúde o pai de Mia piora um no final de Agosto, e com isso Mia se esquece completamente do cliente de Setembro que nem chegamos a saber quem é, e pior ainda, Mia ainda fica sem o dinheiro do mês anterior para pagar Blaine já que ao "dar o cano" no cliente ela precisa pagar uma multa para ele, seu pagamento que iria para a dívida vai para o cliente e sabemos que Blaine não é exatamente um cara compreensivo.

"O único problema é que a vida, para mim, já não tinha cor. Tudo o que eu via eram tons de cinza, preto e branco. A beleza ao meu redor havia desaparecido, escoado ralo abaixo, até que todas as cores haviam se tornado nada. Eu me sentia um nada."
Blaine procura deixar claro par Mia que não importa como ela vai conseguir o dinheiro, desde que ele chegue em suas mãos e ele está disposto a fazer com que as pessoas que estão próximas à Mia sofram as consequências caso ela não lhe pague, provando isso através da melhor amiga da protagonista.

"Deslizando a chave na fechadura, abri a porta e entrei devagar, na ponta dos pés. A luminária na mesa lateral do sofá estava acesa, mas nenhum som podia ser ouvido no local. Passei pelo móvel cor de vinho, que era grande demais para o espaço, mas também a peça mais confortável do universo. Quando me sentava em seu estofado macio, ele moldava o formato das minhas coxas e costas e envolvia meu corpo em um abraço de boas-vindas. Sim, o melhor de todos."


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