Resenha | Outubro (A Garota do Calendário #10) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Outubro virá com um sopro de novidade para Mia. Agora que as coisas estão quase todas resolvidas em sua vida, ela pode se estabelecer com o homem que ama e dar uma nova direção para sua carreira.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dias | Avaliação: 2 estrelas

  

"Leve. Foi assim que eu me senti. A sonolência me atingiu enquanto braços fortes me abraçavam apertado. Aconcheguei-me mais ao calor, esfregando o nariz nele, inalando o perfume masculino familiar. As poucas noites em que pude dormir tranquilamente eram sempre repletas de lembranças dele. Em vez de afastá-las, esta noite eu me entregaria a elas. Deixaria a alegria de tê-lo aqui comigo, cuidando de mim, se infiltrar em meus ossos, envolver meu coração e protegê-lo. Imaginei Wes me colocando na cama. Na nossa cama. O travesseiro tinha o cheiro dele, de mar, areia e aquele algo a mais que era puramente Wes. Ele permanecia lá. Esfreguei o rosto no algodão macio."
Nesse livro vemos que Wes ainda está tentando se recuperar do que aconteceu, mas tudo vem sendo muito confuso, ele sofre constantemente com pesadelos do terrível confinamento. Vemos que Wes não parece lhe dar muito bem com isso, claro que o que aconteceu com ele foi grave - no meu ponto de vista um pouco desnecessário e tirou um pouco o foco do livro que era Mia conseguir o dinheiro para pagar Blaine - mas ainda sim, vemos que agora parece que finalmente a autora resolveu levar situações traumáticas como algo traumático.

Vemos que após ter trabalhado com tanta gente famosa, o rosto de Mia ficou conhecido o que leva uma rede de televisão a lhe oferecer a oportunidade de ter um quadro em um programa já conhecido e estabilizado, mas isso não quer dizer que Mia desistiu completamente do seu sonho de ser atriz.

"Muito lentamente, movi os braços, tensa e preparada para atacar. Apertei a mão em punho, preparei o cotovelo para golpear, me inclinar e rolar, como tinha aprendido na escola, na aula de defesa pessoal. Só então pararia. Golpear. Me inclinar. Rolar. Repeti o mantra mentalmente. Golpear. Rolar. Cair. Realmente cair pela lateral da cama e correr feito louca."
O problema que vejo na história - além da "recuperação" de Wes - é que Mia, é orgulhosa demais e quer conseguir o dinheiro por conta própria para pagar a dívida do pai - passa até mesmo a impressão de que ela precisa provar isso para alguém -, não me entenda mal, sei que ela quer livrar o pai da dívida com Blaine, afinal, é por causa dela que ele foi para no hospital e também por conta disso que ela, a irmã e sua melhor amiga tiveram as vidas ameaçadas, então porque simplesmente ela não pegaria o dinheiro na conta bancária milionária a qual ela é dona e tem acesso? Simplesmente por orgulho? Até mesmo isso tem um limite aceitável.

"Coloquei a mão sobre sua boca, mas ela continuou jorrando palavras de baixo calão, defendendo o que achava que era minha honra ao tentar se libertar. Eu tinha cerca de dezoito quilos a mais que aquela magricela de um metro e meio. Segurá-la tinha se tornado a minha especialidade depois de todos aqueles anos."
Confesso que nos outros livros o Wes foi um cliente da Mia que mostrou que sentia algo mais por ela, e muitas vezes despertou nos leitores um interesse para que os dois personagens ficassem juntos, mas bem, a autora conseguiu acabar com tudo isso agora no mês de Outubro, tudo bem que a situação vivida por ele foi traumática, mas durante todos os outros livros vemos a autora procurando fazer Mia aprender algo com os seus clientes, crescer, e agora nesse livro ela simplesmente era a "prostituta" particular de Wes para que ele saísse da escuridão de volta para o mundo real e a única forma que encontram foi através do sexo - mas essa desculpa não colou muito bem não.

"Fez-se um silêncio mortal. Tudo o que eu podia ouvir era sua respiração enquanto a imaginava correndo pela casa, fazendo coisas aleatórias e se preparando para a mudança de vida."
A medida que a série vai chegando ao final a impressão que me passa é que a autora se perdeu um pouco, que escrever uma história envolvente e que conversasse entre si em doze volumes é muito complicado, aos poucos parece que ela foi perdendo o foco, a questão é saber se ela vai conseguir manter uma história que prenda a atenção do leitor ou vai se perder cada vez mais na trama criada por ela mesma.

"Estreitei as sobrancelhas, olhando para o telefone como se aquilo fosse esclarecer a merda que a minha tia estava falando. Eu sabia que ela não estava organizando agenda nenhuma, pois eu já tinha avisado que, quando o mês terminasse, não pegaria mais trabalhos. Eu pagaria Max e arranjaria o que fazer, embora aquela proposta fosse o meu sonho. Participação fixa em um programa de TV? Trabalho fixo fazendo algo que eu amava? Retorcendo as mãos embaixo da mesa, rezei para que Millie soubesse o que estava fazendo e não estragasse aquela oportunidade. Fé. Eu tinha que ter fé. Ela tinha feito com que eu chegasse muito longe. Não havia razão para acreditar que ela não consideraria meus melhores interesses para o futuro também."


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