Resenha | Março (A Garota do Calendário #3) de Audrey Carlan

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva, mas ela está prestes a descobrir...


Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

  

"Foi quando meu cliente entrou no quarto, usando apenas uma pequena toalha precariamente pendurada nos quadris. Gotas de água escorriam em cada centímetro de sua estrutura musculosa. Minha boca secou e meu coração quase parou de bater. Mas tudo bem. Eu tinha acabado de decidir que aquele seria um bom jeito de morrer. Basicamente, aos vinte e quatro anos, eu finalmente via a perfeição em toda a sua glória nua."
Antes de conhecer o novo cliente de Mia, vemos um pouco do seu encontro com Blaine, seu ex e o responsável por seu pai estar no hospital e ela estar nessa vida, mas a intenção dele não é apenas reencontrar a bela mulher e sim tirá-la do sério, mas Mia se mostra muito mais determinada a pagar a dívida do pai do que Blaine um dia imaginou.

"Quando entramos, uma pessoa percebeu, depois outra, e assim foi. Todos ficaram em silêncio. Uma mulher pequena, de pele cor de oliva, cabelo preto e olhos azuis familiares, se levantou. Tinha a aparência confiante. Suas costas estavam eretas, o peito para fora e os olhos concentrados em mim."
Esse é mais um mês que vem se mostrando cheio de surpresas, dessa vez, Mia é contratada para se passar pela noiva do herdeiro de uma cadeia de restaurantes que tem medo de decepcionar a mãe caso ela descubra que ele é gay. Mas se passar pela noiva de Anthony não é tão fácil, principalmente quando a família dele começa a pressionar Mia sobre o casamento e filhos.

Vemos que desde o início Anthony e seu companheiro tentam a todo custo fazer com que Mia se sinta confortável com a situação em que se encontram e toda essa história no noivado falso. 

"Eu estava tão perdida em pensamentos que não ouvi quando ele a abriu. Ele entrou e se sentou na cama enquanto eu pegava uma calça jeans escura e justa. Ele se levantou, pegou um suéter verde bem fino e uma incrível jaqueta de couro marrom-escuro. Em silêncio, vesti a roupa que ele escolheu para mim. Quando Hector queria conversar, fazia isso em particular, geralmente invadindo o espaço da pessoa. Arrumei no corpo o jeans e o suéter."
Da sua maneira um tanto singular - e muitas vezes inconvencional - Mia acaba se tornando amiga de Hector - companheiro de seu cliente - acabamos vendo que surge uma amizade bonita entre os dois, Mia percebe como ele ama seu cliente, a ponto de abrir mão de sua felicidade para que ele seja feliz se casando e formando uma família da forma como a família dele espera, mas com a ajuda de Mia o nosso cliente do mês começa a perceber isso, mas será que ele irá mudar e enfrentar sua família pelo seu amor por Hector?

"Os italianos doidos e seus beijos. Ela sussurrou algo para os dois. Os olhos de ambos se arregalaram e Tony a puxou de volta. Ele se ajoelhou, puxou a irmã para a frente e beijou a barriga dela, acariciando-a com cuidado. Seu sorriso largo revelava a todos o que estava acontecendo."
Nesse mês Mia aprende que é impossível agradar todas as pessoas, quanto mais você tenta agradar a todos, maiores são as chances de você acabar machucando aquelas pessoas que são importantes para você - e isso pode incluir você mesmo - é fácil ver que nesse livro a autora procura abordar o ponto de muitas pessoas que abrem mão da própria felicidade para agradar os outros muitas vezes por medo de serem julgadas.

"Assenti e olhei ao redor da sala. Todos pareciam muito felizes. Sorrisos verdadeiros enfeitavam o rosto de cada um deles. Os Fasano pareciam descontraídos e em paz. Eu nunca tinha experimentado isso em minha própria família desde que minha mãe nos deixara. Meu pai fez o seu melhor, mas não tinha a mesma sutileza que minha mãe teria tido comigo e minha irmã."


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