Resenha | Maio (A Garota do Calendário #5) de Audrey Carlan

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 3 estrelas

  

"A risadinha bonita de Maddy me fez sorrir. Ela era tão jovem e inexperiente nos caminhos do mundo. Eu só esperava que esse seu namorado fosse um cara sério e que não se aproveitasse dela. Acho que eu descobriria isso na noite seguinte, quando conhecesse os pais dele. Um tremor de inquietação atingiu meu peito. Era isso que pais e mães pensavam quando se encontravam com a família do namorado das filhas pela primeira vez? Bem, não era um pedido de casamento. Era apenas um jantar. Famílias normais fazem isso, certo?"
O meio do ano está quase chegando e para Mia vem sendo um ano ais prazeroso do que ela imaginava quando começou essa aventura. Antes da nova viagem e de começar esse novo mês, ela consegue dar uma passada em casa para rever seu pai - que continua em coma - e matar um pouco da saudade que sente não só de sua irmã Maddy como também de sua amiga Ginelle, mas junto com a visita a protagonista também tem uma grande surpresa e vemos como Mia já e uma garota bem diferente daquela que conhecemos em Janeiro.

"Quando chegamos ao nosso destino, dizer que fiquei surpresa seria um eufemismo. Por alguma razão, eu esperava algo muito tribal e com aparência de ilha. A casa era pintada de azul-céu, com acabamento branco e uma varanda que percorria a volta toda. Um extenso gramado verde com palmeiras em todos os lugares pontilhava a extensão da propriedade. Havia uma longa calçada ao redor da entrada, com algo em torno de vinte carros. Vinte. Para um jantar em família. Se eu convidasse toda a minha família para jantar, poderíamos chegar no mesmo carro."
Nesse mês Mia foi contratada para trabalhar como modelo, mas dessa vez o seu envolvimento acaba sendo com o seu colega de trabalho - o modelo que será o seu par - e não com o cliente em si - o fotógrafo - mas os dois acabam se tornando bons amigos, independente do sexo.

Enquanto os outros livros, os clientes pareciam procurar se envolver com Mia a ponto de lhe darem conselhos, Tai se tornou um bom amigo apesar de o "relacionamento" deles ter sido praticamente todo baseado em sexo, vimos que Maddy e Ginelle visitaram Mia no Havaí, mas essa visita acabou se mostrando um acontecimento banal no desenvolvimento da história.

"Por longos momentos, ele apenas olhou para ela. A garota não moveu um músculo sequer, focada exclusivamente nele. O salão inteiro poderia ter explodido que nenhum dos dois teria notado. Era como se estivessem em transe. A ficha caiu no momento em que ele pressionou uma das mãos no rosto dela, que automaticamente se inclinou contra a palma."
Um ponto bem interessante desse livro é a forma como a autora aborda um pouco sobre a cultura samoana através de Tai e sua família, nos mostrando como é uma cultura rica. A forma como a família de Tai vive nos faz desejar poder passar um tempo na companhia dessa família e conhecer um pouco mais sobre eles, vemos ainda que para Tai e sua família as tatuagens tem um significado muito importante.

"Naquele momento, Tai e seus três irmãos vieram para o palco. Afano e ele ficaram na frente, e os três irmãos, atrás. Cada um segurava um bastão comprido. Masina apareceu com um belo vestido branco que balançava com a brisa. Ela segurava uma tocha e acendeu as extremidades dos bastões, afagou o rosto de cada um de seus homens e voltou para a lateral do palco. Eles estavam parados, as pernas afastadas, com enfeites de grama nelas e nos cotovelos. Cada um usava um pequeno sarongue vermelho sangue."
Esse de fato é um livro que levou o livro para aquela ideia inicial da maioria das pessoas de que os livro se resume a uma história praticamente erótica, sem nenhum enredo na verdade. Não me entenda errado, eu sei que a autora fez uma coisa legal ao introduzir a historia da família de Tai e a cultura samoana, mas isso não supre a falta de uma história envolvente, esse livro de fato teve o seu foco voltado para o sexo.

E vale lembrar que mesmo sendo mencionado muitas vezes no livro e na resenha, Tai não é o cliente do mês, esse na verdade aparece muito pouco.

"A garçonete nos levou pelo restaurante até uma área que ficava na parte de trás e parecia pairar sobre a baía. Barcos estavam ancorados; os clientes podiam atracar seu barco, caminhar até lá e fazer uma refeição. A vista era tão incrível quanto a de Pali Lookout, mas diferente. Todos os lados do restaurante estavam firmados entre uma cadeia de montanhas rodeada por água. Rajadas brilhantes de verde, amarelo, marrom, roxo, azul e todas as cores do arco-íris enchiam a paisagem, como se um artista a tivesse pintado. Agora eu sabia o motivo de tantas pessoas pintarem aquela cadeia de montanhas. Elas eram incrivelmente lindas e inspiravam paz naqueles que tinham a sorte de olhar para elas."


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