Resenha | Janeiro (A Garota do Calendário #1) de Audrey Carlan

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.


 Série A Garota do Calendário | Erótico | 144 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 4 estrelas


"Mordi o lábio e olhei em seus olhos verdes. Éramos tão parecidas. Tirando todas as cirurgias plásticas que ela tinha feito, era como olhar em um espelho, vinte e cinco anos à frente. Seus olhos tinham o mesmo tom de verde, quase amarelo, que as pessoas passaram a minha vida toda elogiando. Verde-ametista, diziam. Como olhar para um diamante verde raro. Nosso cabelo tinha o mesmo tom de preto, tão escuro que, quando exposto à luz, você podia jurar que era azulado."

Logo de cara a capa já nos dá uma ideia sobre o que esse livro irá falar, em nenhum momento é tentado esconder do leitor que aquela história irá girar em torno de sexo, ou seja, se você não gosta de livros que tem essa pegada, nem se dê o trabalho, pois não vai gostar desse.

"Não sou uma prostituta. Pelo menos não quero ser. - O simples pensamento fazia meu peito estremecer de pavor. - Mas tenho que pensar em alguma coisa. Preciso ganhar ´muito dinheiro, e rápido."

Logo de cara já somos apresentados à situação em que a protagonista Mia se encontra, sobre como ela parou de acreditar no amor e como uma das pessoas que ela acreditou que a amava é a responsável por agora ela estar em uma situação que a faz cogitar começar a trabalhar em algo que ela nunca imaginou, no serviço de acompanhantes de sua tia. Afinal, ela não consegue imaginar outra maneira de conseguir um milhão de dólares para quitar a dívida de seu pai com o agiota e livrá-lo de levar uma surra ou até mesmo salvá-lo da morte.

"Eu o abracei bem apertado. Queria que ele soubesse o quanto era importante para mim também, mas não conseguia encontrar as palavras. Elas ficavam presas em minha garganta enquanto eu agarrava suas costas, as unhas arranhando através do paletó"

Se tem uma coisa que Mia nunca pensou que seria é uma acompanhante de luxo, mas se engana quem pensa que ela está entrando no ramo de garotas de programa, como a própria empresa diz, elas vendem o serviço de acompanhantes, não sexo, caso seja do interesse do cliente e da acompanhante esse é um pagamento que deve ser feito depois e a parte. Mas tudo o que Mia precisa fazer é estar bonita o tempo todo, acompanhar o cara em eventos sociais, jantares, reuniões importantes, ser uma verdadeira "namorada troféu" para ser exibida aos outros homens e para afastar as possíveis interesseiras.

Não que Wes fosse o tipo de cara que precisava contratar mulheres para serem suas acompanhantes, afinal, ele era lindo e a maioria das mulheres provavelmente brigaria para estar na companhia dele essa é a verdade. Ele é um roteirista que além de rico é podre de rico, mas aceitou a ideia de contratar uma acompanhante por um pedido de sua mãe - que escolheu Mia - mas logo que se conhecem já podemos perceber que existe uma química incrível entre os dois personagens e Wes se preocupa de fato com o bem estar de Mia.

"Millie riu e, em seguida, clicou algumas vezes no navegador, trazendo a imagem de um dos homens mais insuportavelmente lindos que eu já vira. Não havia nada que pudesse comprometer sua excelente aparência. Mesmo em uma foto de currículo corporativo, o cabelo loiro-escuro, os olhos verdes e o queixo esculpido eram de admirar. Seu cabelo era longo, cortado em camadas e com aquele jeito meio bagunçado mas perfeitamente arrumado que estava tão na moda. Mas algo ali não encaixava. O cara não devia ter mais de trinta anos. Além disso, não era o tipo de homem que precisaria contratar uma acompanhante. Parecia mais o tipo de cara por quem as mulheres ficam loucas, perdidas de desejo."

É muito fácil se ver envolvido pela leitura e nem perceber que o livro está chegando ao fim até que você se encontre na última página. É um livro pequeno é fácil de ler, mas que te prende de uma forma inesperada com cenas divertidas e inesperadas, vemos que apesar de Mia ter sido levara a esse "emprego" de uma forma inesperada, ela tem muito a aprender não só como acompanhante mas com todos os clientes que irão passar por sua via ao longo desses doze meses.

"Ginelle trabalhava no show burlesco Dainty Dolls, em Vegas. Assim como o nome do espetáculo, minha melhor amiga era pequena e meiga, e sabia exatamente a melhor forma de balançar o traseiro. Homens do mundo todo vinham assistir ao show sensual na Strip. Mesmo assim, ela não ganhava o suficiente para emprestar a mim ou ao meu velho. Não que eu tenha pedido."

A capa do livro remete a cor mais usada pela protagonista - será que as outras capas também? - com uma diagramação simples, o livro é pequeno e fácil de ler, é uma leitura rápida e gostosa. Você pode ficar tão envolvido pela história que só vai se dar conta que terminou aquele livro quando chegar na última página.

"Mesmo na época em que eu praticava dança contemporânea e fazia performances incríveis, não tinha esse sentimento de realização."



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