Resenha | Agosto (A Garota do Calendário #8) de Audrey Carlan

O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...

Agosto virá com uma tarefa diferente para Mia: ir a Dallas fingir ser irmã do jovem magnata e caubói Max. Mia sabe que sua contratação tem a ver com os negócios de Max, mas nunca poderia imaginar o que está prestes a acontecer.

 Série A Garota do Calendário | Erótico | 160 páginas | Ano 2016 | Verus | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação: 5 estrelas

  

"Por algumas horas, ele me acompanhou de departamento em departamento, me apresentando sempre como sua irmã. Eu podia jurar que, a cada apresentação, o nível de orgulho em sua voz se tornava mais verdadeiro. Todo o cenário confundiu minha mente e me fez sentir estranha, como se eu fosse um barco sem âncora nem remo. Eu não tinha nada além da força dos meus braços para remar na água fria e me levar de volta à margem."
Talvez esse tenha sido o mês que mais me agradou até agora desde que Mia começou essa jornada, sabemos que ela precisava juntar uma quantidade alta de dinheiro, que seus clientes pagariam bem para ter a companhia de Mia, mas a autora não mediu esforços para dar dinheiro aos rapazes que contratam Mia, porque todos eles tem dinheiro de sobra, não que sejam ricos, eles estão no nível podre de ricos mesmo.

Mas agora em Agosto, Mia foi contratada para se passar pela irmã de  um poderoso magnata, e mais uma vez vemos um livro da série em que o seu foco é outro, que está totalmente longe do sexo, mas tudo que Max vai falando vai nos deixando com uma pulga atrás da orelha e aquela constante dúvida...

"Ele começou a rir e abraçou meus ombros, me puxando para perto do seu corpo grande mais uma vez enquanto caminhávamos por um dos enormes corredores. Eu odiava admitir, mas gostava da proximidade do que parecia ser a ligação entre um homem e uma mulher sem o aspecto sexual para confundir a simples conexão humana. Com Maxwell, era fácil. Aquilo funcionava em um nível que eu não esperaria se não estivesse ali para experimentar por mim mesma. Max era um cara bom, e, quanto mais tempo eu passava ao seu lado, mais certeza tinha de que realmente gostava de sua companhia. Eu gostava do fato de ele ser simples e direto. Um homem de verdade."
Max e sua família foram tão receptivos com Mia a todo momento que de fato nos levaram a acreditar que ela era um membro da família, e porque não? Se ela precisa viver aquele papel nada melhor do que estar cada vez mais envolvida com a realidade do personagem que deve ser interpretado não é mesmo?

Mia fica um pouco desconcentrada com esse trabalho, não que ela tenha algum problema com a ideia de interpretar a 'irmã' misteriosa para Maxwell, mas como sempre é reforçado, ela praticamente criou a irmã, e não sabe lhe dar muito bem ao ver que Max e sua esposa demonstram preocupação com ela, sendo pessoas carinhosas e procurando atender suas necessidades, a fazendo se sentir protegida, Mia simplesmente parece não saber lhe dar com esse tipo de coisa.

"Como podia ser? Aquela mulher com certeza era minha mãe. Muito mais jovem, mas ainda assim era ela. Eu poderia reconhecê-la em qualquer lugar. Na foto, ela estava segurando uma criança de cerca de um ano, com cachos loiros como um halo em torno da cabeça. Balancei a minha, e as lágrimas caíram sem parar."
Assim que recebeu as informações sobre o "papel" que teria que interpretar esse mês de irmã de Maxwell, Mia ficou um tanto 'encucada' com a história, afinal, a misteriosa irmã o milionário tem o mesmo nome e data de nascimento de Mia, mas ele explica para ela a situação deixando claro que aquilo seria só até que eles encontrassem a 'verdadeira Mia'.

A protagonista resolve ajudá-lo afinal, ela continua precisando do dinheiro, e agora parece que está cada vez mais próxima de conseguir livrar sua família de Blaine, mas assim que chega na casa de Maxwell uma sensação familiar a atinge, a medida que o mês vai passando Mia vai percebendo um comportamento estranho nos membros da família, até que chega um momento em que ela não aguenta mais e dá um basta em toda essa situação.

No dia seguinte à conversa em que Mia fala com eles sobre tudo ela se apresenta à empresa como a irmã desaparecida, para reclamar a porcentagem da empresa que lhe pertence por direito, mas é aí que alguns segredos são revelados e a vida de Mia muda completamente e ela começa a entender alguma coisas.

"A menininha espiou por trás da perna da mãe. Os olhos verde-claros e o cabelo dourado emolduravam o rosto em forma de coração, parecido com o do pai. Lábios de querubim apareceram quando ela saiu do esconderijo. Olhei em seus olhos e cabelos, e aquela sensação de familiaridade despertou novamente. Eu devia ter encontrado essa família antes, mas não sabia dizer quando."
A cada momento a autora vai fazendo o leitor se questionar se era exatamente aquilo que ele havia pensado, confesso que agosto foi um livro que terminou me deixando com mais perguntas do que eu tinha logo no início, mas confesso que eu gostei muito do rumo que a história tomou e de como parece que as coisas finalmente vão começar a se acertar de agora para frente, mesmo que Mia continue se mostrado bastante orgulhosa pra muita coisa.

Confesso que tive um pouco de receio, afinal, faltam só quatro meses para o fim de todo o contrato que Mia fez com a sua tia, e também o acordo que ela fez com Blaine para o pagamento da dívida, mas mas esse livro nos mostra um pouco mais sobre a história de vida de Mia, conhecemos um pouco mais de seu passado, algo além daquela história de que ela praticamente criou a irmã sozinha.

"Bufei, peguei uma fatia de bacon e a coloquei na boca. A textura crocante e salgada da carne deliciosa cobriu meu paladar como um manto de perfeição. Bacon, o alimento perfeito. Mastiguei por alguns momentos, pensando em como encararia a questão. Sim, eles estavam sendo gentis, ainda que de forma exagerada. Mas — e aqui cabia um enorme mas — eles tinham feito aquilo sem me consultar. Era a minha vida, a minha família, não deles. Eles precisavam entender a gravidade do que tinham feito."


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