[Resenha] A Semana dos Bruxos - Diana Wynne Jones

Título: A Semana dos Bruxos
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 272
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2003
Nota: 4/5
Skoob
Apesar de nos mundos de Crestomanci a magia pipocar, a bruxaria é proibida. E as crianças-bruxas acabam sendo caçadas nas escolas. Por isso, quando um bilhete aparece entre dois cadernos que o sr. Crossley corrigia, dizendo "alguém nesta sala é bruxo", arma-se a maior confusão! Claro que qualquer um poderia ter escrito aquilo de brincadeira; mas podia ser verdade, afinal o Internato de Larwood é uma escola para órfãos de bruxos. Só Crestomanci pode resolver o impasse, nessa aventura que vai deixar os leitores roendo unhas até chegar o final!
"Mas entre as asas que batiam havia a de das curiosas criaturas peludas, exibindo grandes papadas, que faziam sem cessar um som de gargalhadas; e a coisa vermelha e amarela que voava no meio de uma nuvem de pardais e gritava "cuco!" era, obviamente, uma arara."

Se tem uma coisa que é fácil perceber nos livros de Crestomanci, é que cada uma das histórias parece acontecer em um mundo diferente.

Nesse livro específico a história gira em torno de um mundo onde a magia é crime, sendo seus acusados condenados a morrer em um fogueira, mas no Internato de Larwood, ter algum bruxo talvez não seja algo completamente inesperado, afinal, muitos ali são órfãos de bruxos.

Mas vamos ser sinceros a escola é um lugar onde ocorrem muitos conflitos, intrigas e brigas, e no Internato não é diferente, toda sala de aula tem panelinhas e grupos de alunos que gostam de implicar uns com os outros, a turma 2Y era até bem tranquila - na medida do possível no clima escolar - mas isso muda quando o Sr. Crossley encontra um bilhete que diz "ALGUÉM NESTA TURMA É BRUXO", isso não só deixa o professor confuso como preocupado, afinal, em quem ele poderia confiar para comentar isso para que lhe ajudassem a descobrir quem é o bruxo citado? Talvez seja por isso que o professor pensou em ignorar o bilhete ao menos no primeiro momento, mas coisas estranhas começaram a acontecer e foi meio difícil não levar a sério aquelas palavras.

O mais divertido do livro acontece quando muitos alunos - que são bruxos e nem sabia - precisam ajudar Crestomanci a juntar seu mundo com um outro  - já que a divisão desses mundos aparentemente foi um grande erro.

Assim como os outros livros da série a história é contada pelo ponto de vista das crianças, o que mostra como algumas tinha prazer em implicar com as outras e muitas vezes descobrir que era bruxo poderia ser uma forma de tentar se livrar de outras pessoas pegando no seu pé, mas ao mesmo tempo é fácil perceber que nem mesmo as crianças sabiam o que esperar caso alguém descobrisse que eles possuiam poderes.


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