[Resenha] Devorador de Almas - Michelle Paver

Título: Devorador de Almas
Série: Crônicas das Trevas Antigas
Autora: Michelle Paver
Páginas: 280
Editora: Rocco Jovens Leitores
Lançamento: 2008
Nota: 4/5

Skoob
Depois de 'Irmão Lobo' e 'Espírito Errante', os jovens fãs das aventuras de Torak, um menino fora-de-série, que tem o dom de conversar com lobos, não podem perder 'Devorador de Almas', terceiro de seis volumes que integram a série Crônicas das Trevas Antigas, de Michelle Paver. Sucesso de vendas no mercado internacional, a saga passada há seis mil anos, na Idade da Pedra, tem colecionado fiéis leitores pelo mundo.
Neste título, Lobo, o amado irmão de alcatéia de Torak, foi capturado por um inimigo desconhecido. O jovem, então, parte rumo ao agreste congelado do Distante Norte, junto da fiel amiga Renn, membro de seu clã, para resgatá-lo. Em meio a nevascas terríveis e à ameaça constante do grande urso-branco, Torak fará tudo que for necessário para salvar Lobo - inclusive se aproximar, como nunca antes, de seus inimigos.
Uma história sobre amizade, lealdade e coragem que ultrapassa a barreira do espaço e do tempo.
"Seria possível que os Devoradores de Almas estivessem por trás do desaparecimento de Lobo?"

Talvez esse seja o melhor livro da série até agora enquanto Lobo é raptado e ficamos por dentro do desespero de Torak e Renn em uma busca para resgatá-lo, muitas vezes sem saber direito o que terão de fazer e quem é o responsável por esse sequestro. Vemos que os dois jovens de treze anos são muito impulsivos e na vontade de fazer o certo e resgatar seu amigo eles acabam se envolvendo em uma aventura muito perigosa.

Seguindo para as terras geladas do norte, em uma terra que possui um inverno rigoroso todos os dias, os protagonistas encontram grandes desafios, desde o urso-branco até os Devoradores de Almas - aqueles que aprisionaram um demônio no corpo de urso e foram responsáveis pela morte do pai de Torak - mas o plano deles nesse momento é libertar Demônios com a intenção de restaurarem o equilíbrio.

Nesse terceito volume da série, Torak finalmente fica de frente com seus inimigos, sabendo seus nomes e rostos, já que nos volumes anteriores ele só sabia da existência dele. Assim como nos livros anteriores, do decorrer da história somos apresentados a novos personagens, novos clãs, passamos a perceber que mesmo com muitas coisas em comum, cada clã possui as suas particularidades, o que muitas vezes nos faz perceber que Torak não consegue confiar totalmente nos outros clãs.

O livro apresenta inúmeos momentos de tirar o fôlego e deixar o leitor com uma vontade enorme de ajudar os personagens. A autora soube aproveitar esse universo pré-histórico que ela resolveu utilizar para a trama, e deixou um gostinho de quero mais no final do livro.


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