Resenha | A Sereia de Kiera Cass


Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar.

Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou.

Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre.

Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


 Fantasia | 328 páginas | Ano 2016 | Seguinte | Skoob 
Lido em 1 dia | Avaliação 4 estrelas

  


"Eu não fazia ideia do que aquilo era, nem de onde vinha, mas sabia que era aquela mesmíssima água que me corria nas veias, misturada com meu sangue, me mantendo viva."

O livro nos apresenta uma versão diferente do conto das famosas sereias, e em alguns momentos - como a parte de não poder falar - me lembrou muito a história da Ariel - aquela mesma da Disney -, só que o decorrer da trama mostrou que o único ponto em comum entre as duas histórias era só essa questão da fala mesmo. Além disso, esqueça tudo o que você achava saber sobre sereias.


"Eu queria ser capaz de explicar como a interrupção de uma vida plena era melhor do que o prolongamento de uma vida vazia."

Em momentos de desespero muitas vezes podemos desejar algo, ou dizer e concordar com coisas que não são bem exatamente aquilo que estamos dispostos, esse foi o caso de Kahlen depois de perder sua família em um acidente no mar e querendo continuar tudo ela achou que estava disposta a fazer qualquer coisa, o que faz com que ela se torne uma sereia e esteja fadada a trabalhar para o mar por 100 anos se alimentando de vidas humanas.

"E de repente percebi o que me deixava tão desconfortável nas aventuras de Elizabeth. As pessoas que ela atraía ficavam fascinadas com as mesmas coisas que fascinavam todo mundo: nossa pele brilhante, olhos sonhadores e um ar misterioso. Mas esse garoto? Parecia enxergar mais do que isso. Me enxergava não só como uma beleza misteriosa, mas como uma garota que ele queria conhecer."

Nesse universo vemos a água como uma divindade que tem poderes através do canto das sereias, e que justifica a morte dos humanos com a ideia de que alguns devem morrer para que outros milhares possam sobreviver.

Mas o foco da história não está aí, e sim 80 anos depois quando Kahlen está quase terminando o seu tempo de serviço quando um romance começa a se desenvolver.

"Tudo que eu queria era sarar. Queria encontrar uma maneira de me proteger tão bem que a dor e a tristeza nunca mais chegasse até mim."

Ela e Akinli conseguem criar um forte laço, mesmo sem ele ouvir a voz de Kahlen que é letal para os humanos, e para não prejudicá-lo ela decide se afastar, mas não abrindo mão ou se esquecendo desse sentimento tão forte que tomou conta dela.

"Tínhamos que cantar e tínhamos que guardar nosso segredo. Era uma lista de mandamentos bem curta."

O ponto negativo que vi nesse livro é a forma como ele termina, ele deixa no ar algumas questões, que te levar a acreditar que vai ter uma continuação, mas ela não existe, a história de fato terminou por ali.

"Quis ocultar Akinli com outros pensamentos, preocupada de acabar revelando alguma coisa errada."


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