[Resenha] Vida Encantada - Diana Wynne Jones

Título: Vida Encantada
Série: Os Mundos de Crestomanci
Autora: Diana Wynne Jones
Páginas: 256
Editora: Geração Editorial
Lançamento: 2001
Nota: 5/5
Skoob
Viaje para os mundos onde a magia é tão comum quanto a matemática - e duas vezes mais perigosa em mãos erradas!
Neste mundo mágico com vários universos paralelos, um menino mago com nove vidas, Eric Chant (mais conhecido como Gato) começa sua grande aventura. A irmã dele, Gwendolen Chant, é uma bruxinha superdotada, com poderes espantosos, de modo que ela acha muito conveniente ser levada para morar no Castelo Crestomanci.
O problema é que Eric não está tão ansioso para isso, pois ainda não conhece o poder que tem e não possui o menor talento para a magia. Mas a vida com o grande mago e sua família não é o que os dois imaginam que seria, e logo começam as confusões...
"Gato teve um vislumbre de como Gwendolen se sentia: o modo como Crestomanci mostrava-se amistoso quando deveria estar furioso deixava-o confuso e exasperado."

Os livros da Diana são escritos de uma forma fantástica – ela foi aluna de Tolkien e Lewis na faculdade, que sortuda - sendo fácil você se ver dentro do mundo criado por ela. Os detalhes do livro foram trabalhados de uma forma que encanta, primeiro pela capa ser bastante colorida, depois pelo desenho circular da capa que distorce o seu redor, mas com uma capa completa por baixo que nos mostra a ilustração completa. O início de cada capítulo contém um desenho que nos remete ao que está sendo contado, sempre faz uma referência a algo que vai acontecer naquele capítulo.

Vamos para a história propriamente dita... Um acidente de navio deixou Gwendolen – uma bruxinha super dotada -  e Eric Chant – um mago de nove vidas – órfãos, Gwen escreve uma carta para o atual Crestomanci, o que resulta em ambos sendo levados a viver no castelo de Crestomanci - um grande mago – e no fundo um parente não tão distante, contudo viver no castelo não é bem o que eles esperavam, Eric – também conhecido como Gato – não conhece o próprio poder, na verdade acredita que não tem capacidade nenhuma de fazer bruxaria, enquanto Gwendolen está radiante, já que os bruxos que moravam próximo a sua antiga casa diziam que ela seria uma grande feiticeira, que tinha um grande talento, ela queria ser reconhecida por seus poderes o que não acontece e vai deixando a menina cada vez com mais raiva e as confusões começam.

Mas afinal o porquê “o atual Crestomanci”? O Crestomanci é um mago importantíssimo, que é chamado pelas pessoas quando se tem um uso indiscriminado de magia no(s) mundo(s), uma coisa que se descobre mais do meio ao fim do livro. E como assim “mundos”? Isso mesmo o livro nos mostra que existem vários mundos, onde as coisas aconteceram de formas oposta. Se não entendeu ainda vamos, lá, seremos mais detalhistas. Imagine uma guerra entre a França e a Inglaterra, se nesse mundo a França venceu, no outro mundo a Inglaterra venceu e a história foi moldada de acordo com isso, são nove mundos e cada pessoas tem uma outra “versão” de si mesmo em cada um desses mundos, a não ser o Crestomanci, ou o mago destinado a assumir esse cargo, já que ele vive em um só mundo, mas com as nove vidas que deveriam estar espalhadas por aí.

O mais gostoso do livro é a forma como Diana retrata os personagens, ela não cria eles para serem perfeitos, muito pelo contrário a imperfeição os fazem marcantes. Eric é bastante dependente de sua irmã Gwendolen, ele sempre precisa dela para tudo. Gwendolen é considerada - pelos bruxos da rua onde morava com seus pais – uma garota prodígio em magia, ela acredita que deveria ser reconhecida pelos seus grandes feios, até mesmo pelo próprio Crestomanci. A relação dos dois não é bem o que parece, mas não deixe essa resenha te influenciar a gostar ou não de algum personagem, deixe a história te levar a isso, e esteja preparado, o final do livro mostra uma reviravolta que não ninguém esperava.


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