Resenha | Qualquer Outro Lugar (Splintered #3) de A. G. Howard

Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo. Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai.

Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha.

Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.

E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre.


 Série Splintered | Fantasia | 416 páginas | Ano 2016 | Novo Conceito | Skoob 
Lido em 2 dias | Avaliação 4 estrelas
 
 
"A toca do coelho, o portal para o reino interior, foi destruída por mim. E agora qualquer outro lugar é a única porta de entrada."
Continuamos acompanhando a história de Alyssa,, agora pouco depois do baile, vemos que a protagonista está em um manicômio e tendo muitas alucinações. Ela se lembra de tudo e essa foi a única saída que encontraram para que a garota não fosse acusada de assassinato ou sequestro já que sua mãe e Jeb sumiram na noite do baile e ela era a única pessoa com eles.
"Eu achava que as lembranças eram algo que seria melhor deixar para trás... bolsões de tempo congelados que você poderia rever por seu valor sentimental, mas mais uma indulgência do que uma necessidade. Isso foi antes de eu perceber que as lembranças poderiam ser a chave para seguir adiante, para recuperar a fé e o futuro de todos que você mais ama e aprecia no mundo."
As portas que ligam os dois mundos estão fechadas, Alyssa precisa resgatar não só Jeb, como também Morfeu em qualquer outro lugar, derrotar a vermelha e restaurar a ordem no país das maravilhas. Mas as coisas em qualquer outro lugar são completamente instáveis, desde suas paisagens a seus habitantes.

Em meio a toda essa confusão cada vez mais Alyssa ficará tentada a abraçar e aceitar o seu lado intraterreno ou escolher a sua humanidade?
"A metade intraterrena de meu coração se expande para se libertar das emoções humanas nele enredadas. Não haverá trégua até eu encontrar meus amados e consertar as coisas no país das maravilhas"
Vemos que Jeb mudou desde que ficou preso em qualquer outro lugar, ele se tornou uma pessoade coração frio e que agora evita Alyssa, agora ele possui magia e talvez possa compreender um pouco mais a confusão na qual a protagonista vive.
"– Justo? Todo esse tempo ele esteve com você nas horas em que estava acordada. Eu só a tinha durante seus sonhos. Quero você na realidade. Já esperei pelo que parecem ser mil anos. É hora da nossa eternidade começar."
Precisando de apoio Alyssa revela tudo a seu pai, e descobrimos um pouco mais sobre ele, vemos que ele está muito mais envolvido com o país das maravilhas do que qualquer leitor sequer imaginou, permitindo assim que Alyssa conheça um pouco mais de sua família. E essa vida que seu pai tentou manter em segredo nos faz ver como ele é importante e essencial para que seja possível resgatar não só Jeb e Morfeu como também a mãe de Alyssa.
"Jeb é uma âncora; ele me mantém conectada á minha humanidade e compaixão. Mas Morfeu é o vento; mesmo me debatendo e gritando, ele me arrasta para o precipício mais alto, me empurra e fica me observando voar com asas de intraterrena. Quando Jeb está ao meu lado, o mundo é um quadro – imaculado e acolhedor; quando estou com Morfeu, é um playground insano – malévolo e viciante."


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os direitos reservados @2016 - Programação: Algodão Doce Design