[Resenha] A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


Título: A Rainha Vermelha
Série: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 422
Editora: Seguinte
Lançamento: 2015
Nota: 5/5
Skoob
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
"Parece que a vida simplesmente decidiu abrir as comportas para tentar me afogar num redemoinho de reviravoltas."

O que dizer de um livro que te mostra que na busca pelo poder “todo mundo pode trair todo mundo”? Essa é a lição que aprendemos no decorrer do livro juntamente com a protagonista Mare.

O livro não tem como foco o romance e sim a constante busca por mudança, para a igualdade de uma sociedade dividida pela cor do sangue e poder. A escrita flui de forma natural e não é difícil se ver cada vez mais envolvido nesse mundo e sentindo a frustração e revolta de Mare a medida que algumas coisas vão acontecendo.

A história nos leva a uma sociedade dividida pelo sangue, se já ele prateado ou vermelho, mas é exatamente esse sangue que nos mostra como alguns sofrem para a diversão dos outros. Os prateados possuem algumas habilidades – de controlar fogo, agua, metal entre vários outros – e essas habilidades normalmente são como uma “herança de família” para uma casa, é fácil identifica-los já que os moradores de uma determinada casa sempre utilizam as mesmas cores, o rei e a rainha sempre são os mais poderosos, o s casamentos são feitos de acordo com as habilidades para que o futuro rei seja mais poderoso que o anterior, e assim é a vida dos prateados. Já os vermelhos são possuem nenhuma dessas habilidades, são pessoas que trabalham e se destacam quando sabem fazer algo muito bem e conseguem um dinheiro bom para viver, os vermelhos sempre são encaminhados para o exército e tem que defender o reino de invasões, mesmo que não ganhem nenhum reconhecimento dos prateados por isso, muitas das famílias vermelhas vivem sem seus familiares, dignidade, sem a opção de fugir da guerra, sem nenhum tipo de regalia, muito pelo contrário, são usados pelos prateados para lhes garantir um pouco de luxo.

Os prateados escravizam os vermelhos, se acham “deuses” graças aos seus poderes, mas todo esse mundo está prestes a mudar quando Mare Barrow, uma garota com bastante habilidades para realizar furtos, seria mais uma noite como qualquer outra, se não tivesse sido pega tentando roubar um rapaz que saía de um bar, mas esse rapaz – que não é nada menos que o príncipe – faz com que a vida de Mare mude ao arrumar um emprego para ela no palácio, isso pode ajudar a sua família por um bom tempo, e mostra a Mare que ela pode tentar mudar o destino de seu povo.

Um dos pontos mais interessantes do livro é que ele não cria uma protagonista perfeita, muito pelo contrário, cria uma garota que está disposta a fazer tudo para mudar a realidade que ela conhece e sabe que é injusta, Mare faz muitas burradas e ela acaba sofrendo as consequências de suas escolhas. A história vai se desenvolvendo de uma forma surpreendente, trazendo inúmeras reviravoltas ao longo das páginas e deixando uma enorme curiosidade sobre o que irá acontecer na sua continuação Espada de Vidro.

O trabalho da autora Victoria Aveyard foi extremamente bem feito no decorrer dos 28 capítulos, ao criar personagens que ficam envoltos nessa luta por um mundo diferente do que vivem, é fácil perceber isso no decorrer das 424 páginas, o livro A Rainha Vermelha, que é o primeiro de uma série e vem sendo lançado no Brasil pela editora Seguinte. A capa do livro tem um fundo todo prateado, com o destaque para o desenho de uma coroa com sangue escorrendo, o que já nos dá uma ideia que a busca pela coroa será algo bastante sangrento.



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