Cientistas criam moléculas que podem armazenar dados

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Segundo a revista científica Nature, foi criada uma fórmula molecular capaz de guardar dados que podem suportar a passagem do tempo, com uma combinação de duas moléculas capazes de suportar elétrons necessários para o funcionamento de memórias flash em um espaço muito pequeno.

Utilizando trióxido de selênio, tungstênio e a jaula complexa elementos e fórmulas químicas, o resultado dessa combinação cria interação entre os sistemas individuais, com instabilidades para o armazenamento de dados sem o risco de perdas.

Um obstáculo contra esse desenvolvimento é a oscilação de temperatura, algo que pode causar alterações no funcionamento das moléculas, pois se tratam de elementos maleáveis, ainda segundo os estudos para manter os dados nestas moléculas seria necessária a marca de 600 graus célsius isto seria mais que o suficiente para serem utilizados em produtos eletrônicos como smartphones, tablets, computadores por exemplo.

Este sistema promete uma redução significativa no tamanho da memória flash, algo que geraria resultados positivos para o futuro. Seria necessário que os fabricantes aprendessem a trabalhar com as voltagens corretas diferentes das usadas atualmente e todos os sistemas passassem por uma reforma que fizesse com que sejam mais estável e funcional.

Essa pesquisa tem sido desenvolvida em vários países e por vários cientistas, em 2013 um grupo de cientistas criou uma fórmula semelhante, aplicado moléculas a diversas camadas de elementos químicos seguindo a estabilidade necessária para armazenamento de arquivos, e a diferença entre as pesquisas é que a última pesquisa realizada precisa apenas de uma layer reduzindo ainda mais a complexidade da produção e utilização das memórias.

Há também um avanço no campo dos processadores que brigam para terem tamanhos cada vez menores, assim os problemas são semelhantes quanto ao espaço físico, por mais que o assunto seja desenvolvido na área científica, alguns seguimentos do mercado como as montadoras que criam displays cada vez maiores e tem a presença de elementos internos menores, isso é um dado benéfico e permite mais versatilidade de design na construção para os fabricantes de gadgets.

Diferentes dos dispositivos de armazenamento que já estamos acostumados como pen drives, discos rígidos e blu-rays esta novidade da ciência está no DNA, essa criação promete armazenar 455 exabytes de informação a cada grama de molécula, (cada exabytes equivale a 1 bilhão de gigabytes). Sendo espaço suficiente para dados armazenados por empresas como Google, Facebook e todas as grandes companhias de tecnologias.

O DNA é incrivelmente durável, capas de ser encontrado em ossos com mais de 800 mil anos de idade. Segundo ao site OGLOBO, cientistas do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Zurique, acabaram de descobrir uma forma para aumentar a longevidade do material.

“Em teoria, o método de gravação é simples: o “A” e o “C” são tratados como “0”, e o “G” e o “T”, como “1”. No estudo, eles armazenaram uma cópia do Pacto Federal Suíço de 1291 e do Palimpsesto de Arquimedes, em arquivos que totalizaram 83 kilobytes.”

Um desafio para se tornar um material capaz de manter a memória por milhares de anos como nos fósseis, cientistas utilizaram como chave a retirada de toda a água, depois eles encapsularam o DNA em esferas microscópicas de vidro e para simular a passagem do tempo o DNA foi armazenado em temperaturas em media de 60 a 70 graus célsius por semana.

Após os testes os resultados sugeriram que o DNA pode sobreviver cerca de 2 mil anos sendo guardados em temperaturas de aproximadamente 10 graus célsius, a ideia e guardar todos os dados do mundo assim sobreviveriam para as futuras gerações.

A produção desse material é muito alta e chega ao valor de 4 mil o material criado para teste de 83 kilobytes utilizados para a pesquisa. Caso fizesse isso com um site como Wikipédia custaria bilhões, então uma solução seria guardar apenas o que for realmente necessário ser armazenado.

Olhando para o passado é possível ver que sofremos grandes influências de tempos como à idade média, se houvesse a possibilidade de guardamos dados de hoje futuramente seria grandes e faceia a possibilidade de desenvolvimentos para o futuro.


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